quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Sacando dinheiro no exterior com o cartão de débito: relato de um viajante

Em fevereiro desse ano, recebi um e-mail do viajante Carlos, que publiquei aqui no blog. Na mensagem, me perguntava sobre saques no cartão de débito, um assunto que sempre surge aqui no Cruzando Fronteiras, e que é dúvida de quase todos os viajantes. Ontem, retornando da sua viagem à Turquia, ele teve a delicadeza de voltar ao blog e me enviar outro e-mail, dessa vez passando suas impressões e experiências ao utilizar o cartão de débito durante a sua viagem. Agradeço ao Carlos por ter me escrito novamente e publico aqui a sua mensagem, pois tenho certeza de que suas experiências serão bastante úteis para muitas pessoas.

“Olá Luiz, tudo certo? Primeiramente me desculpo pela demora na resposta. Na verdade preferi ter a experiência de viajar com meu cartão de débito internacional para posteriormente descrever minhas impressões. Achei muito bacana você ter adicionado em seu site minha pergunta. Essa permuta de informações é incrivelmente rica. Dessa forma, repasso para você um adendo sobre minha experiência na utilização de cartão de débito internacional. Confirmo que é ótimo para o viajante ter um recurso de retirada de dinheiro de forma simples e em moeda local.

Dois pontos de atenção importantes para o viajante que utilizará este meio de pagamento/retirada de dinheiro:

Levei dois cartões de débito, Itaú e Bradesco, ambos devidamente liberados para utilização internacional na função débito. O cartão Itaú é duplo, crédito e débito. O cartão Bradesco somente débito. Minha perspectiva no início da viagem era de utilizar o cartão Itaú na função débito pois havia mais dinheiro disponível em minha conta corrente. Dessa forma, sempre que fazia uma compra solicitava ao responsável pela venda que utilizasse a opção de débito do cartão e não crédito. Ao checar meu extrato fui percebendo que as lojas estavam passando as compras na função crédito, sucessivamente. Tornei-me mais incisivo, solicitando mais de uma vez ao responsável pela venda que não utilizasse crédito no pagamento da compra. Não foi suficiente. Passei a usar o débito do Bradesco para as novas compras, pois ele é somente débito. Não tinha erro. As compras foram então feitas corretamente, em débito.

Em alguns Caixas Eletrônicos dos países que passei não consegui sacar dinheiro em meu cartão de débito Itaú. Dessa forma, o substituto cartão de débito do Bradesco foi a salvação novamente. Não faço aqui distinção de melhor/pior banco e sim demonstrar a importância de minimização de risco, tendo-se dois ou mais cartões disponíveis.

Aproveito esta mensagem para deixar um dever de casa em forma de dúvida. Fiz a compra de minha passagem de avião pela British Airways. Como é uma compra internacional paguei quase R$ 300 reais de IOF. Gostaria de sugestões para efetuar compras de passagens de empresas estrangeiras sem pagar esse imposto abusivo. Será que um visa travel money funcionaria? Realmente gostaria de uma alternativa.

Ademais, em uma roda de amigos surgiu a lenda que o dólar do cartão de débito é maior que o de crédito. Estou tentando tirar a prova dos nove para confirmar ou derrubar a questão. Caso seja do seu conhecimento esta questão, nos repasse, por favor!

É isso Luiz, deixo meu agradecimento pela sua resposta à minha dúvida. Parabéns pelo site! Grande abraço, Carlos.”

Eu concordo com as dicas do Carlos, e sempre ressalto aqui no blog a importância de se levar pelo menos dois cartões de débito emitidos por bancos diferentes, já que essa é uma forma de se reduzir os riscos de qualquer problema no momento dos saques, e também com limites impostos por cada banco.

Sobre as compras no débito, eu não tenho muita experiência durante minhas viagens. Mas concordo que seja a melhor opção, já que se evita o pagamento do IOF presente nas compras em crédito e também paga-se taxas menores do que aquelas pagas no momento dos saques nos caixas eletrônicos. Só é necessário prestar atenção na confusão entre débito e crédito, como o Carlos descreveu acima, já que esse erro pode sair caro!

Em relação à compra de passagens aéreas em sites do exterior, não há muita escapatória, pelo menos em alguns casos. A idéia de utilizar o cartão VTM não deve funcionar, já que a maioria dos sites aceita apenas pagamento no cartão de crédito, e o VTM não possui essa função. Pessoalmente, o que eu costumo fazer para evitar essa cobrança é comprar minhas passagens em sites como o Decolar, que não é nenhuma maravilha (muito pelo contrário), mas evita esse tipo de cobrança, além de congelar a tarifa do dólar (o que é uma grande vantagem em tempo de grande oscilação do câmbio). É importante também prestar atenção em quais empresas possuem sites ou escritórios nacionais (com cobrança em reais) e quais fazem a cobrança pelo exterior. Empresas como a Copa Airlines e a TAP fazem o faturamento em moeda local, o que é uma vantagem. Outras empresas também fazem isso, então vale sempre conferir antes de emitir um bilhete.

Sobre o câmbio cobrado no débito e no crédito, nunca reparei nessa diferença (e eu sempre checo durante as viagens), mas é sempre válido ligar para o seu banco e perguntar. Compare também as taxas entre os bancos (varia muito) e utilize sempre o que for mais vantajoso. 

Mais uma vez, agradeço ao Carlos pelo e-mail e reforço o convite: se você tem alguma pergunta, dúvida, crítica ou sugestão, não hesite em me escrever!

Nenhum comentário:

Postar um comentário