segunda-feira, 17 de junho de 2013

Vai viajar em julho? Veja para onde ir e para onde não ir.

Julho, a princípio, não é um bom mês para viajar. Na Europa, multidões de turistas lotam as cidades e os preços sobem de acordo. Longas filas nos pontos turísticos prejudicam qualquer passeio. E há ainda a questão do clima no sul europeu, bem mais quente do que a maioria das pessoas imagina, com temperaturas passando dos trinta graus. Outros locais, como o Egito e o Marrocos, também sofrem com o insuportável calor de verão no deserto. Os destinos de neve na América do Sul estão no auge da temporada, fazendo com que os preços subam muito e com que as vagas nos hotéis e pousadas fiquem escassas.

Mas caso este seja o mês de suas próximas férias, não se preocupe. Com cuidado, encontramos alguns locais onde um viajante pode aproveitar com calma este complicado mês. Segue abaixo cinco dicas de locais para onde ir nesse mês de julho que se aproxima (e alguns locais onde é melhor deixar para depois).

1 – Canadá

Grande parte do Canadá permanece um enorme horizonte nevado na maior parte do ano, mas retorna com vida e beleza nos meses de verão. Nessa época tudo fica colorido, com pessoas tomando banho de sol nas praças públicas e parques. Vancouver em julho está em seu melhor momento, com temperaturas agradáveis e uma vida cultural bastante ativa. Conhecendo a cidade, não deixe de aproveitar a incrível vista no Stanley Park e não se esqueça de passear de kayak pela bela costa da cidade.

2 – Noruega

Após um inverno de uma quase constante escuridão, a Noruega começa e ver a luz em julho. Dirija-se ao ponto mais ao norte da Europa, Knivskjellodden, e observe o sol da meia-noite neste local que parece ser  o fim do mundo. Muitos habitantes locais vão estar passando suas férias no sul da Europa e, assim, o viajante poderá aproveitar com calma e tranqüilidade este belo país. Aproveite os verdes campos e saboreie os morangos e demais frutos de verão, abundantes e relativamente baratos. Os preços locais podem assustar um pouco, mas no final vai valer a pena.

3 – Bolívia

Tão próxima do Brasil e, mesmo assim, muitas vezes esquecida, a Bolívia tem muito a oferecer aos viajantes, em especial àqueles que buscam aventuras, belos cenários e uma experiência cultural única. Conheça a bela Sucre, com seus cenários coloniais. Mergulhe no mundo subterrâneo das históricas minas de Potosí, situadas a mais de quatro mil metros de altitude. Se encante com o cenário do Salar de Uyuni, que parece pertencer a outro mundo. Observe o povo local nas movimentadas ruas de La Paz. E, por fim, descanse na plácida cidade de Copacabana, nas margens do Lago Titicaca. Os preços convidativos são um atrativo extra desta viagem que certamente será uma das suas mais marcantes experiências.

4 – Colômbia

A Colômbia pode ser considerada um destino emergente para os brasileiros. Muitos estão descobrindo os encantos de Cartagena, uma pérola caribenha com suas muralhas incríveis, belos fortes históricos e boa gastronomia. Outros preferem aproveitar às belíssimas ilhas caribenhas, sendo a mais procurada delas a incrível San Andrés. Mas a Colômbia tem muito mais a oferecer. O centro arqueológico de San Augustín, no sul do país, é um tesouro ainda pouco conhecido, contendo estátuas de até três mil anos de idade. Medellín e Bogotá são centros urbanos interessantes, que oferecem de grandes museus arqueológicos a um  cenário cultural e artístico movimentado. Há ainda a bela Villa de Leyva, o centro histórico de Popayan, com suas casinhas pintadas de branco, e o divertido Parque Nacional del Café.

5 – Indonésia


Com a temporada de chuvas já distante, julho é o melhor mês para conhecer a Indonésia. Comece sua visita por Borobudur, em Java o maior monumento budista do país e uma atração considerada por muitos tão grandiosa como Agnor Wat. Aproveite também o belo cenário da região, com seus campos verdes de palmeiras. E não deixe, é claro, de visitar Bali,  o destino mais popular do país, com sua cultura unica, praias  paradisíacas e regiões de montanhas espetaculares.





É melhor não ir agora para:

1 – Marrocos

O Marrocos é um belo país, com grandes atrações e muitos encantos. Mas o clima nesse período é extremamente quente, prejudicando turistas e viajantes. A situação fica ainda pior se você planeja conhecer a região desértica próxima a Merzouga. Não deixe de conhecer esse destino incrível, mas é melhor adiar um pouco seus planos!

2 – Paris

No auge das férias de verão na Europa e nos Estação Unidos, uma multidão se dirige à capital de França em busca de seus inúmeros atrativos. As filas para conhecer a Torre Eiffel ou os grandes museus ficam bastante desagradáveis, e os preços, já bastante caros, ficam ainda mais proibitivos. Prefira conhecer Paris ou a França em outra época, preferencialmente nos meses de primavera ou no outono, quando a região fica ainda mais linda e um pouco mais vazia.

3 – Itália

Semelhante ao que ocorre na França, a Itália também sofre com a invasão dos turistas de verão. Roma, Veneza e Florença ficam lotadas nos meses de julho e agosto, tornando o turismo nesses locais um pouco menos agradável. Além disso, a temperatura em Roma sobe bastante nesse mês, ficando muitas vezes acima dos trinta graus Celsius. Se você conseguir resistir, espere um pouco mais para conhecer essa linda capital.

4 – Ibiza

Sim, o clima vai estar muito quente, o mar agradável e a vida noturna agitada. Mas a costa espanhola (assim como o litoral francês e o italiano) vai estar lotada de veranistas. Espere mais um pouco, e você aproveitará Ibiza ao máximo.



sexta-feira, 14 de junho de 2013

Perguntas e Respostas: Sacando dinheiro na África do Sul

Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Olá Niquet! Parabéns pelo post! Excelente dicas. Em outubro farei minha primeira viagem internacional para estudar, ficarei um mês na África do Sul, Cidade do Cabo. Nesse momento estou com muitas dúvida relacionadas a dinheiro. O que você sugere me sugere? Pensei em levar um cartão de múltiplo (débito & crédito) com a função internacional ativada mais um cartão de crédito internacional adicional e também uns U$100,00 dólares na mão.  Uma dúvida: como faço para sacar dinheiro? Por exemplo meu Banco é o Santander, caso no Santander não tenha caixa ou agência na Cidade do Cabo. Como faço? Muito obrigado! Grande abraço, Rodrigo.

Olá Rodrigo, tudo bem? Eu acho que o seu planejamento em relação ao dinheiro está correto. Levar um cartão de débito para efetuar os saques diretamente da sua conta, em moeda local, é a melhor opção na minha opinião. É fácil, prático e mais econômico. Mas é também importante não se esquecer de levar outro cartão (de débito ou crédito) para emergências (como roubo, bloqueio involuntário ou perda do outro cartão) e também um pouco em espécie, também para evitar qualquer tipo de transtornos ou imprevistos. Eu geralmente levo um pouco mais de US$ 100, talvez duzentos ou trezentos, mas acho que o importante é ter um pouco de dinheiro para emergências.

Em relação à como efetuar os saques, você não precisa usar um caixa do Santander (ou de qualquer banco específico). Você vai poder sacar em qualquer caixa automático, desde que ele aceite a bandeira do seu cartão (Visa ou Mastercard, que normalmente são aceitos em todas as máquinas). Assim que chegar ao aeroporto da Cidade do Cabo, logo após a imigração e depois de recolher a sua bagagem, procure um caixa automático (ATM) e saque o maior valor permitido. Assim, você economiza na taxa cobrada pelo banco (que é um valor fixo por saque) e não precisa ficar sacando dinheiro toda hora. Só não se esqueça de liberar o seu cartão de débito na função saques no exterior! Isso já aconteceu com alguns amigos meus e foi a maior confusão!


Espero ter te ajudado e, qualquer outra pergunta, é só escrever! Abraços, Luiz.


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Perguntas e Respostas: Dirigindo pela África do Sul e Suazilândia

Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Olá, Luiz! Como vai? Há um ano penso em conhecer a Suazilândia. Fuxicando em sites, vi uma matéria sua no Mochila Brasil. Gostei muito de suas dicas! Seu blog também é muito maneiro. Eu procurei algumas agências de viagens para verificar hospedagem, mas os valores foram estratosféricos. Alguns nem conheciam o pequeno país. Gostaria de saber onde ficou hospedado na Suazilândia. Pretendo passar dois dias lá. Você fez reserva pela internet? Tenho o maior medo de levar calote!  Na verdade eu gostaria mesmo de alugar um carro, como você fez. Pensei em voar até Johanesburgo, passar uns quatro dias lá, fazer o Kruger Park, seguir pra Suazilândia e depois pra Maputo, sendo esse o destino final. O problema é que TODO mundo está me amedrontando, dizendo que há muita criminalidade nas estradas e que é perigosíssimo andar a pé em Johanesburgo. Procurei agências locais, mas ninguém respondeu. Desculpe incomodá-lo com tantas perguntas. Muito obrigada! Fernanda.

Oi Fernanda, tudo bem? Eu só fiquei na Suazilândia por uma noite, vindo de Santa Lucia, e a caminho do Kruger. O país é bem pequeno e pode ser atravessado de carro em algumas horas. Eu, como só estava de passagem, acabei não fazendo reserva em hotéis ou albergues, e utilizei o meu guia Lonely Planet para achar uma acomodação numa cidade próxima, quando comecei a ficar cansado de dirigir e o dia começou a escurecer. Dormi uma noite no hotel e logo pela manhã do dia seguinte segui viagem de volta à África do Sul, chegando ao Kruger por volta do meio dia. Então, não tenho, infelizmente, muitas informações sobre hotéis na Suazilândia para te repassar, e nem mesmo muitos dados sobre tours e passeios no país. Mas o Guia Lonely Planet da África do Sul foi bastante útil, já que possui um capítulo específico sobre a Suazilândia, com muita informação útil. Acho que vale a pena levar esse guia com você nessa sua viagem...

Alugar um carro na África do Sul é uma excelente idéia, principalmente se você for de Johanesburgo até o Kruger, que é um trecho relativamente curto e muito tranqüilo para se dirigir por conta própria. Vale a pena, inclusive, dar uma parada numa cidade chamada Graskop, que fica no meio do caminho e é estrategicamente localizada perto da região de Blyde River Canyon, que merece uma visita. Eu acabei alugando um carro em Durban, e dirigi rumo ao norte até chegar ao Kruger (passando pela Suazilândia). Dirigir por uns 15 dias e não tive nenhum problema no caminho.


Como eu disse acima, não tive qualquer problema com violência as estradas da África do Sul ou da Suazilândia. E conheço diversas pessoas que dirigiram de Johanesburgo até o Kruger (ou o caminho inverso) e todas percorreram esse trecho sem qualquer dificuldade. Mas não posso te falar sobre como é dirigir em Moçambique e em Maputo. Pode ser mais violento ou perigoso, não sei ao certo, então vale a pena pesquisar com mais calma. Em relação à Johanesburgo, essa é realmente uma cidade mais violenta e um pouco assustadora. Mas, nos dois dias que passei por lá, eu contratei um guia para me levar pela cidade durante o dia, e acabei conhecendo as principais atrações sem problemas, incluindo uma visita à Soweto e ao Museu do Apartheid, que é imperdível. A noite, saía para jantar de taxi, e deixava o carro alugado na garagem. Esse guia eu contratei no albergue em que eu estava hospedado, e parece que muitas pessoas optam por visitar a cidade com a ajuda de um guia local. Eu não costumo fazer isso, já que eu me sinto menos a vontade com uma pessoa estranha ao lado, me seguindo o dia todo, mas nesse caso achei melhor não arriscar, e acho que foi a melhor escolha. Mas, de qualquer forma, Johanesburgo é uma cidade que merece ser visitada, apesar de achar que quatro dias pode ser muito para a cidade (dois dias parece ser mais razoável, três dias no máximo). Abraços e boa viagem!