quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Phnom Penh, Camboja: vale a pena conhecer?


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Oi Luiz, estou preparando meu roteiro Vietnã/Camboja/Tailândia. Vi um comentário seu em um post falando sobre Phnom Penh. Não tinha me interessado por lá, mas você disse que é bem legal. Poderia me passar umas dicas sobre a cidade? Obrigada. Eliza.

Olá, Eliza! Tudo bem? Phnom Penh é a capital do Camboja e a maior cidade do país. Durante muito tempo, a cidade foi ignorada pelos turistas e viajantes, que preferiam ir direto para Siem Reap e as ruínas de Angkor, sem ao menos dar uma passada na capital do país. E mesmo a turística cidade de Siem Reap ficou esquecida durante os longos anos de terror do Khmer Vermelho. Mas, com o renascimento do turismo no país, as pessoas passaram a dar uma chance à capital Cambojana.

Acredito que as principais atrações da cidade estão relacionadas a esse tenebroso período sob o domínio do Khmer Vermelho. Uma visita à antiga prisão S-21, local onde 14.000 pessoas foram torturadas e mortas, e que agora foi transformada em um museu, é imperdível. O Tuol Sleng Genocide Museum e um museu simples, mas chocante. Um senhor, um dos pouquíssimos prisioneiros que foram poupados da morte, permanece no pátio da antiga cadeia, vendendo um pequeno livro que relata as suas experiências e tirando fotos, por alguns dólares. Além dele, apenas outras sete pessoas que foram encarceradas nesse local conseguiram sobreviver.

Ainda mais marcante que uma visita ao Museu do Genocídio é conhecer os campos de extermínio do antigo regime. The Killing Fields of Choeung Ek estão localizados à 17km do centro da cidade, e você pode contratar um tuk-tuk para chegar até lá, combinando as duas atrações em um só dia. Mas vá preparado: não é uma visita “leve”. Andando por caminhos de terra onde os corpos foram enterrados em covas coletivas, ainda é comum pisar em fragmentos de ossos e dentes humanos, assim como trapos de roupas e outros itens pessoais. Uma espécie de torre de vidro com alguns bons metros de altura, preenchida com os crânios das vítimas completam um cenário macabro e perturbador. É uma visita obrigatória, mas pesada e emocionante. Mas é fundamental conhecer esse período negro da historia.

Além das atrações descritas acima, algumas outras também merecem destaque, sendo a principal delas o Palácio Real, um complexo de construções históricas marcantes, incluindo templos e pagodas que valem a visita. O Museu Nacional do Camboja também é bem legal e vale a pena visitá-lo, principalmente se você tem interesse na cultura Khmer.

Quando visitei Phnom Penh, eu fiquei hospedado em um boutique hotel chamado The Willow. O lugar era bem legal, confortável, mas um pouco caro pelo que ele oferecia. Eu fiz uma crítica desse local para o Trip Advisor. Se você estiver interessada, é só clicar nesse link.

Eu acho que uma visita de dois dias seria o ideal para conhecer essa cidade, sendo um dia dedicado ao Campo de Extermínio e ao Museu do Genocídio, e o outro dia para visitar o Palácio Real e o Museu Nacional, além de outras atrações de menor importância espalhadas pela cidade. Mas, se o seu roteiro for um pouco corrido, tente ao menos ficar um dia inteiro em Phnom Penh. Acho que vai valer a pena! Mas, vá preparada para enfrentar as atrações emocionalmente pesadas...


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