segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Embarcando em sua primeira viagem internacional? Veja cinco passos para planejar suas férias perfeitas!


(Texto escrito por mim e publicado originalmente no site Passagens Aéreas Promo)

Viajar para o exterior pela primeira vez pode parecer assustador para muitas pessoas. E viajar por conta própria, sem o auxílio de uma agência de viagens, pode parecer uma aventura inimaginável. Mas, com o devido planejamento e um certo cuidado, essa opção se torna uma excelente maneira de se conhecer o mundo. Uma viagem com mais liberdade, mais calma e muito, muito mais econômica. Então, veja abaixo alguns passos (e muitas dicas) para você planejar a viagem dos seus sonhos – e por conta própria!

1 – A viagem começa com a escolha do destino.

Parece uma afirmação óbvia. Mas toda viagem começa no momento que você define um destino e compra a passagem aérea. Nesse momento, o que era sonho ou um simples desejo se torna realidade. Com data, lugar, prazos, etc. Então, esse é o momento mais crucial de um planejamento: para onde vou? E como chegar lá? Faça uma lista de lugares que você sempre quis conhecer. Pesquise sobre o clima nessas regiões, sobre as melhores e piores épocas do ano para o turismo em cada país, e assim vá cortando um ou outro destino e até adicionando algum que possa ter ficado de fora da sua relação inicial.

Com a lista final em mãos, comece a pesquisar os preços de passagens aéreas. Busque promoções, analise as vantagens dos programas de milhagem e pesquise muito. Geralmente, o preço da passagem aérea é a maior despesa individual de uma viagem, representando 50% ou mais do valor total das suas férias. Então, vale a pena perder um bom tempo nessa etapa do seu planejamento.

2 – Pesquise, pesquise e depois pesquise mais um pouco.

Depois de ter decidido um destino e o número de dias que você passará no país escolhido, é hora de arregaçar as mangas e começar o trabalho pesado. Comece a ler muito sobre o país a ser visitado. De preferência, compre um bom guia de viagens. Eu prefiro o Lonely Planet, que agora possui uma versão em português. Mas tente descobrir qual é o guia que mais te agrada.

Acesse também alguns fóruns de viajantes, que sempre fornecem dicas precisas para um bom planejamento. Eu sempre visito o fórum do Lonely Planet (em inglês) ou então o site Mochileiros (em português). E não deixe também de acessar o Wikitravel, a enciclopédia dos viajantes. Estar informado é o primeiro passo para montar um bom roteiro e aproveitar o seu destino ao máximo. E também ser para evitar algumas roubadas que sempre aparecem no caminho.

3 – Monte um roteiro detalhado.

Com as informações que você acumulou ao longo das suas pesquisas e leituras, tente montar um roteiro detalhado da sua viagem. Liste as principais cidades que você deseja visitar e o que você que conhecer em cada uma delas. Pense em quantos dias ficar em cada local e em qual região da cidade se hospedar. Nesse momento, é fundamental ficar atento para não ser ousado demais, tentando ver tudo de uma só vez. Afinal, ninguém quer passar as férias inteiras correndo de um lugar para outro, sem poder aproveitar cada local com a devida calma. Pense em sentir a cultura local, conviver com o povo do país visitado e não apenas visitar pontos turísticos. Corte algumas cidades, acrescente um ou dois dias nos principais destinos, e vá com calma.

Ah, e não ignore um ponto fundamental do seu roteiro: como ir de uma cidade a outra! Leve em consideração o tempo gasto nos descolamentos. Isso pode ser fundamental, dependendo das distâncias e das opções de transporte disponíveis.

4 – Um hotel não é só um lugar para dormir.

Vale a pena gastar alguns dias do seu planejamento escolhendo um bom lugar para se hospedar. Mas antes, decida qual é o seu estilo de viagem. Você pretende ficar em quartos coletivos de albergues ou em quartos privados de hotéis? Prefere grandes hotéis ou resorts de rede ou pequenas pousadas e bed & breakfasts cheios de charme e estilo? E quanto você pretende gastar por dia em acomodação?

Lembre-se que, geralmente, o custo de hospedagem representa uma boa parcela do custo diário de uma viagem. Então, se você não possui uma verba muito grande, é nesse momento que você poderá economizar um bom dinheiro. Mas, com o devido planejamento, isso não significa que você tenha que ficar hospedado em um lugar ruim, sujo, perigoso, mal localizado, etc.. Existem excelentes opções econômicas para aqueles que pesquisam e reservam com antecedência. Então, mãos à obra!

O meu site preferido para buscar dicas valiosas e bons negócios em hospedagem é o Tripadvisor, que oferece críticas e sugestões de diversos viajantes. Outro bom site para pesquisas e reservas é o Booking.

5 – E como levo o meu dinheiro?  

Esse é um assunto que gera dúvidas em muitos viajantes experientes – e em todos os viajantes iniciantes! Como fazer para levar o dinheiro em uma viagem: comprar dólares ou euros? Levar uma quantidade em moeda do país de destino? Comprar cheques de viagem ou o cartão Visa Travel Money?

Na verdade, eu já experimentei todas essas opções, e a maneira mais prática, fácil e até mesmo mais econômica é simplesmente sacar o dinheiro com o seu cartão de débito. Isso mesmo, exatamente como no Brasil! Chegando ao país de destino, a primeira coisa que se deve fazer é se dirigir a um caixa eletrônico, para sacar um montante em moeda local. E você não precisa mais me preocupar em pagar aquela corrida de taxi com dólares ou ir atrás de uma casa de câmbio no aeroporto, onde certamente não fará um bom negócio. Antes de viajar, porém, procure a sua agência ou entre no site do banco e libere a função “saques no exterior” no seu cartão de débito. Atenção: é no débito mesmo, não é no cartão de crédito! Se você efetuar saques no crédito, terá que pagar aqueles juros exorbitantes. No débito, não há essa cobrança!

Os cartões pré-pagos, como o Visa Travel Money, são outra possível opção. Eles são seguros, práticos e permitem a compra na função débito, sem o pagamento de taxas. Para os saques, entretanto, há cobrança de uma taxa de U$ 2,50 a cada operação.

Levar dólares ou euros em espécie é a opção mais comum dos viajantes. Entretanto, temos que considerar alguns aspectos, sendo o principal deles o risco de viajar com um montante elevado escondido junto ao corpo. Em alguns países, isso pode ser crítico! Além disso, a taxa de câmbio praticada na compra do papel moeda é a mais prejudicial ao turista, tornando esta uma opção desvantajosa do ponto de vista financeiro. Ah, e ter que localizar casas de câmbio, comparando as taxas utilizadas não é nada prático!

Ah, e comprar a moeda do país de destino no Brasil é um péssimo negócio! Dependendo do país a ser visitado é bastante difícil localizar alguma agência de câmbio que disponibilize a moeda desejada. E, mesmo encontrando uma, a taxa de câmbio utilizada provavelmente será muito desvantajosa! Se quiser levar dinheiro em espécie, prefira levar dólares ou euros, mesmo tendo que efetuar o câmbio duas vezes.

Levando-se em conta as vantagens e desvantagens de cada operação e tentando minimizar o risco de alguma coisa sair errada, a melhor opção é diversificar. Normalmente, levo um montante em dinheiro vivo, para emergências. Algo como U$300 a U$500, dependendo do destino e por quanto tempo você viajará. Utilizo os saques internacionais como método principal para obter moeda local, mas levo sempre dois cartões de crédito de reserva para eventuais emergências ou compras maiores.



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