terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vai viajar em dezembro? Veja para onde ir.


Devido à proximidade das festas de fim de ano, ou talvez por alguma exigência do trabalho, muitos optam por sair de férias no final do ano. Eu mesmo, nos últimos dois anos, tive que viajar nesse período do Natal e Ano Novo, por exigências profissionais. A principal desvantagem de viajar nesse período é o preço das passagens aéreas, inflacionadas pela alta demanda. O clima também pode ser implacável nas regiões ao norte do globo. Mas, com atenção e cuidados, podemos escolher excelentes destinos para aproveitarmos bem esse período de descanso. Veja abaixo a relação dos melhores destinos de dezembro.

1 – Patagônia, Argentina

Aproveite o clima ameno do verão patagônico e vá explorar essa que é uma das mais belas regiões do mundo. Veja o outro lado de Bariloche, que no verão se transforma num centro de esportes radicais – e um destino bem diferente do encontrado nos meses nevados do inverno. E, se dispor de mais tempo, vá até o “fim do mundo” e aproveite um dos melhores momentos para conhecer a incrível Terra do Fogo.



2 – Tailândia

Uma visita fora da temporada de chuvas é a garantia de que as belas praias do país vão estar no seu melhor momento. Vá até a região de Trang, para encontrar algumas praias menos freqüentadas por turistas e um pouco mais autênticas. E não deixe, é claro, de aproveitar os encantos da capital Bangkok.





3 – Áustria

Considerado um dos melhores destinos para esquiar na Europa, Salzburg tem tudo o que um viajante deseja para aproveitar o inverno europeu. Aproveite as montanhas nevadas para esquiar, mas não deixe também de conhecer os belos castelos da região!




4 – Kerala, Índia

Com o fim das monções, Kerala vê surgir o período seco do inverno indiano, e com ele um clima mais ameno. A região revive e se transforma, oferecendo ao viajante um destino bem mais agradável. Comece sua visita à região por Kollam, um dos portos mais antigos do Mar Arábico e uma tranqüila cidade costeira.



5 – Antártica

Os meses de dezembro e janeiro são quando os ovos dos pingüins finalmente se rompem e uma nova geração de animais invade o extremo sul do planeta. É o auge do verão austral, trazendo temperaturas mais quentes (ou menos frias!) e até vinte horas de luz solar por dia! São os melhores meses para conhecer essa região – uma das últimas fronteiras (quase) inexploradas do turismo.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Ler também é viajar


Embarcando em sua primeira viagem internacional? Veja cinco passos para planejar suas férias perfeitas!


(Texto escrito por mim e publicado originalmente no site Passagens Aéreas Promo)

Viajar para o exterior pela primeira vez pode parecer assustador para muitas pessoas. E viajar por conta própria, sem o auxílio de uma agência de viagens, pode parecer uma aventura inimaginável. Mas, com o devido planejamento e um certo cuidado, essa opção se torna uma excelente maneira de se conhecer o mundo. Uma viagem com mais liberdade, mais calma e muito, muito mais econômica. Então, veja abaixo alguns passos (e muitas dicas) para você planejar a viagem dos seus sonhos – e por conta própria!

1 – A viagem começa com a escolha do destino.

Parece uma afirmação óbvia. Mas toda viagem começa no momento que você define um destino e compra a passagem aérea. Nesse momento, o que era sonho ou um simples desejo se torna realidade. Com data, lugar, prazos, etc. Então, esse é o momento mais crucial de um planejamento: para onde vou? E como chegar lá? Faça uma lista de lugares que você sempre quis conhecer. Pesquise sobre o clima nessas regiões, sobre as melhores e piores épocas do ano para o turismo em cada país, e assim vá cortando um ou outro destino e até adicionando algum que possa ter ficado de fora da sua relação inicial.

Com a lista final em mãos, comece a pesquisar os preços de passagens aéreas. Busque promoções, analise as vantagens dos programas de milhagem e pesquise muito. Geralmente, o preço da passagem aérea é a maior despesa individual de uma viagem, representando 50% ou mais do valor total das suas férias. Então, vale a pena perder um bom tempo nessa etapa do seu planejamento.

2 – Pesquise, pesquise e depois pesquise mais um pouco.

Depois de ter decidido um destino e o número de dias que você passará no país escolhido, é hora de arregaçar as mangas e começar o trabalho pesado. Comece a ler muito sobre o país a ser visitado. De preferência, compre um bom guia de viagens. Eu prefiro o Lonely Planet, que agora possui uma versão em português. Mas tente descobrir qual é o guia que mais te agrada.

Acesse também alguns fóruns de viajantes, que sempre fornecem dicas precisas para um bom planejamento. Eu sempre visito o fórum do Lonely Planet (em inglês) ou então o site Mochileiros (em português). E não deixe também de acessar o Wikitravel, a enciclopédia dos viajantes. Estar informado é o primeiro passo para montar um bom roteiro e aproveitar o seu destino ao máximo. E também ser para evitar algumas roubadas que sempre aparecem no caminho.

3 – Monte um roteiro detalhado.

Com as informações que você acumulou ao longo das suas pesquisas e leituras, tente montar um roteiro detalhado da sua viagem. Liste as principais cidades que você deseja visitar e o que você que conhecer em cada uma delas. Pense em quantos dias ficar em cada local e em qual região da cidade se hospedar. Nesse momento, é fundamental ficar atento para não ser ousado demais, tentando ver tudo de uma só vez. Afinal, ninguém quer passar as férias inteiras correndo de um lugar para outro, sem poder aproveitar cada local com a devida calma. Pense em sentir a cultura local, conviver com o povo do país visitado e não apenas visitar pontos turísticos. Corte algumas cidades, acrescente um ou dois dias nos principais destinos, e vá com calma.

Ah, e não ignore um ponto fundamental do seu roteiro: como ir de uma cidade a outra! Leve em consideração o tempo gasto nos descolamentos. Isso pode ser fundamental, dependendo das distâncias e das opções de transporte disponíveis.

4 – Um hotel não é só um lugar para dormir.

Vale a pena gastar alguns dias do seu planejamento escolhendo um bom lugar para se hospedar. Mas antes, decida qual é o seu estilo de viagem. Você pretende ficar em quartos coletivos de albergues ou em quartos privados de hotéis? Prefere grandes hotéis ou resorts de rede ou pequenas pousadas e bed & breakfasts cheios de charme e estilo? E quanto você pretende gastar por dia em acomodação?

Lembre-se que, geralmente, o custo de hospedagem representa uma boa parcela do custo diário de uma viagem. Então, se você não possui uma verba muito grande, é nesse momento que você poderá economizar um bom dinheiro. Mas, com o devido planejamento, isso não significa que você tenha que ficar hospedado em um lugar ruim, sujo, perigoso, mal localizado, etc.. Existem excelentes opções econômicas para aqueles que pesquisam e reservam com antecedência. Então, mãos à obra!

O meu site preferido para buscar dicas valiosas e bons negócios em hospedagem é o Tripadvisor, que oferece críticas e sugestões de diversos viajantes. Outro bom site para pesquisas e reservas é o Booking.

5 – E como levo o meu dinheiro?  

Esse é um assunto que gera dúvidas em muitos viajantes experientes – e em todos os viajantes iniciantes! Como fazer para levar o dinheiro em uma viagem: comprar dólares ou euros? Levar uma quantidade em moeda do país de destino? Comprar cheques de viagem ou o cartão Visa Travel Money?

Na verdade, eu já experimentei todas essas opções, e a maneira mais prática, fácil e até mesmo mais econômica é simplesmente sacar o dinheiro com o seu cartão de débito. Isso mesmo, exatamente como no Brasil! Chegando ao país de destino, a primeira coisa que se deve fazer é se dirigir a um caixa eletrônico, para sacar um montante em moeda local. E você não precisa mais me preocupar em pagar aquela corrida de taxi com dólares ou ir atrás de uma casa de câmbio no aeroporto, onde certamente não fará um bom negócio. Antes de viajar, porém, procure a sua agência ou entre no site do banco e libere a função “saques no exterior” no seu cartão de débito. Atenção: é no débito mesmo, não é no cartão de crédito! Se você efetuar saques no crédito, terá que pagar aqueles juros exorbitantes. No débito, não há essa cobrança!

Os cartões pré-pagos, como o Visa Travel Money, são outra possível opção. Eles são seguros, práticos e permitem a compra na função débito, sem o pagamento de taxas. Para os saques, entretanto, há cobrança de uma taxa de U$ 2,50 a cada operação.

Levar dólares ou euros em espécie é a opção mais comum dos viajantes. Entretanto, temos que considerar alguns aspectos, sendo o principal deles o risco de viajar com um montante elevado escondido junto ao corpo. Em alguns países, isso pode ser crítico! Além disso, a taxa de câmbio praticada na compra do papel moeda é a mais prejudicial ao turista, tornando esta uma opção desvantajosa do ponto de vista financeiro. Ah, e ter que localizar casas de câmbio, comparando as taxas utilizadas não é nada prático!

Ah, e comprar a moeda do país de destino no Brasil é um péssimo negócio! Dependendo do país a ser visitado é bastante difícil localizar alguma agência de câmbio que disponibilize a moeda desejada. E, mesmo encontrando uma, a taxa de câmbio utilizada provavelmente será muito desvantajosa! Se quiser levar dinheiro em espécie, prefira levar dólares ou euros, mesmo tendo que efetuar o câmbio duas vezes.

Levando-se em conta as vantagens e desvantagens de cada operação e tentando minimizar o risco de alguma coisa sair errada, a melhor opção é diversificar. Normalmente, levo um montante em dinheiro vivo, para emergências. Algo como U$300 a U$500, dependendo do destino e por quanto tempo você viajará. Utilizo os saques internacionais como método principal para obter moeda local, mas levo sempre dois cartões de crédito de reserva para eventuais emergências ou compras maiores.



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Perguntas e Respostas: Planejando uma viagem ao Marrocos


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Estou pensando seriamente em ir para o Marrocos em dezembro, mas tenho umas dúvidas. Já li que rola uma integração eficiente entre as principais cidades do Norte do Marrocos por trem. É verdade mesmo? Casablanca, Meknes, Marrakesh, Fès, Rabat, Ouarzazate e camelo no deserto estariam incluídos no meu roteiro, a princípio. Pretendo ficar 10 dias no Marrocos e finalizar com 05 dias em Barcelona. Quantos dias por cidade marroquina você acharia razoável? O transporte entre elas é tranqüilo? Lá existem pacotes turísticos acessíveis que façam os traslados entre essas cidades (já pesquisei por alto e vi que tem, mas são caros, na casa de mil dólares)? Como você se virou lá? Obrigado desde já pela consultoria! Marcelo.

Fala Marcelo, tudo bem? As cidades de Casablanca, Meknes, Marrakesh, Fez e Rabat são interligadas por trens, além de possuírem muitas opções de ônibus intermunicipais (para maiores informações visite os sites da Supratours e da CTM, as companhias de trem e ônibus do Marrocos). Então, acho que o transporte não será problema para esses destinos. Ouarzazate e o deserto, por outro lado, são um pouco mais difíceis de chegar, mas nada tão complicado.  De qualquer forma, o que mais me preocupa nos seus planos não é a questão do transporte, afinal é possível usar os ônibus locais nessas duas cidades ou até menos alugar um carro, que foi o que eu fiz.

Eu penso que dez dias talvez seja muito pouco para se conhecer tantas cidades. Afinal, só Marrakesh poderia tomar uns três dias do seu roteiro, e Fez pelo menos outros dois. Meknes é outra cidade bem legal, e que merece um dia de visita. Para evitar muitos deslocamentos, com malas, mudanças de hotéis, etc., você pode conhecer Meknes a partir de Fez, em um day-trip. Caso opte por essa alternativa, reserve três dias para Fez (sendo um deles gasto em Meknes). Outro day-trip bem legal a partir de Fez é uma visita às ruínas de Vollubilis, a maior e mais bem preservada cidade romana fora da Europa (e aí seria mais um dia...).

Casablanca e Rabat não são cidades com muitos atrativos turísticos, e talvez seja melhor tirá-las do seu roteiro, já que você não tem muito tempo à disposição. Caso o sue vôo chegue ou parte por Casablanca, você pode aproveitar e visitar a Mesquita de Casablanca, que é grandiosa e bonita. Mas meio dia na cidade é o suficiente para você visitar a Mesquita e seguir em frente.

Ouarzazate é uma cidade bem interessante e peculiar, e merece uma visita, principalmente para se conhecer Ait-Benhaddou, um patrimônio da humanidade incrível. Eu cheguei por lá vindo de carro a partir de Marrakesh, em uma viagem de aproximadamente cinco horas. Mas também é possível fazer esse percurso de ônibus (veja horários e preços no site da CTM).

Você pode conhecer o deserto marroquino em Merzouga (acessível em um ônibus noturno a partir de Fez ou então em uma longa viagem de ônibus desde Marrakesh, veja o site da Supratours) ou então em Zagora (ops, eu tinha me confundido e escrito Erfoud!), que fica mais próximo de Ouarzazate. A partir de Ouarzazate, você pode contratar tours que partem para o deserto e passam uma ou mais noites nas dunas. Eu optei por conhecer o nordeste em Merzouga, mas como estava de carro, parti de Marrakesh, fui até Ouarzazate e depois segui visitando a região de Dades Gorge, Todra Gorge até chegar a Merzouga. Mas minha viagem durou 17 dias no total.

Como você não deverá alugar um carro, você então pode optar por partir de Fez até Merzouga em um ônibus noturno e depois retornar à Fez para continuar a viagem. Ou então ir até Ouarzazate de ônibus a partir de Marrakesh e visitar o deserto por lá, em um tour. Tirando essa segunda opção, não acredito que haja necessidade de você contratar um tour durante o seu passeio pelo Marrocos. Todos os outros trechos podem ser feitos por conta própria, inclusive a ida até Merzouga e o passeio ao deserto por lá.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Os dez melhores destinos para 2013, pelo Lonely Planet


Os consagrados viajantes do Lonely Planet, autores de alguns dos mais vendidos guias de viagem do mundo, acabaram de publicar a relação dos melhores destinos e principais apostas para o ano de 2013. A relação traz algumas surpresas, como Madagascar, as Ilhas Salomão e o Sri Lanka. E também algumas opções consagradas (principalmente para nós, brasileiros), como a Turquia e o Equador. Veja abaixo a relação completa dos países selecionados. E não deixe de nos mandar a sua opinião!

1 – Sri Lanka

O Sri Lanka foi afetado tragicamente pelo tsunami de 2004, e ainda sofre as conseqüências de uma guerra civil que durou de 1983 até 2009 e manteve muitas áreas do país inacessíveis até para os mais intrépidos viajantes. Mas agora as coisas melhoraram, e a indústria do turismo começa a florescer. Aproveite que os preços ainda estão baixos e que o número de viajantes ainda é pequeno e vá conhecer esse país antes que as hordas de turistas o invadam!

2 – Montenegro

A natureza foi generosa e criativa com esse pequeno país, produzindo paisagens icônicas, como a Baía de Kotor e as lindas praias da região. Mas não se esqueça de levar, além da roupa de banho, um bom par de botas de trekking, já que o interior do país rivaliza com o seu lindo litoral, e é ideal para trilhas, tanto a pé quanto de bicicleta. Só tente evitar os meses de julho e agosto, quando o país é invadido por turistas europeus em suas férias de verão.

3 – Coréia do Sul

Sem muito estardalhaço, a Coréia do Sul vem se firmando como um excelente destino para atividades ao ar livre, desde o tradicional golfe, até a pesca esportiva e as caminhadas. Apesar se ser um país ainda relativamente desconhecido dos turistas ocidentais, a Coréia do Sul vem se despontando rapidamente, e quem sabe 2013 será o ano em que irá surgir com força no cenário internacional?


4 – Equador

A rede ferroviária do Equador está sendo radicalmente remodelada, e deve reabrir em 2013 com novas linhas conectando a cosmopolita Quito com a cidade litorânea de Guayaquil. Os trilhos devem conectar também o famoso vulcão de Cotopaxi (localizado a 5.900 metros de altitude) e o Nariz del Diablo, no que deverá ser a linha férrea mais íngreme e assustadora do mundo ocidental! 



5 – Eslováquia

Duas décadas após o fim da antiga Tchecoslováquia, a pequena República Eslovaca se transformou numa das economias que mais crescem na Europa, principalmente após a sua entrada na União Européia. Atualmente, o país luta para se tornar um destino turístico mais conhecido, e ir além das tradicionais pistas de esqui baratas. 2013 pode ser o ano em que o país romperá as antigas barreiras e se tornará um destino europeu completo e badalado.

6 – Ilhas Salomão

Esqueça a imagem que você tem dos destinos no Pacífico. Esqueça os grandes e luxuosos resorts. Viajar para as Ilhas Salomão é como voltar no tempo. No lugar dos enormes complexos turísticos, pense em hotéis ecológicos ou hospedagem nos pequenos vilarejos locais. E, é claro, nos melhores locais do mundo para a prática do mergulho. No passado, o turismo no país foi prejudicado pela ausência de vôos comerciais, pela dificuldade no transporte interno e até pela guerra civil. Mas atualmente as coisas estão bem melhores, não há previsão de novos conflitos, e até os mosquitos parecem menos perigosos!

7 – Islândia

Pergunte a qualquer turista que tenha visitado a Islândia e verá que todos desenvolvem um amor incondicional por essa pequena ilha, seja pelo belo cenário, pelos pratos deliciosos ou pelo povo hospitaleiro. A atual crise financeira – que desvalorizou a moeda local em 75% – também ajudou a tornar o turismo no país bem mais barato. Mas existe a expectativa que a moeda volte a se valorizar ao longo do próximo ano. Então, vá antes de seja tarde – e caro – demais!

8 – Turquia

A Turquia vem rapidamente crescendo no cenário turístico internacional. Hordas de turistas lotam o país ao longo do ano, em especial durante o verão europeu. Mas as empresas aéreas de baixo custo e a excelente rede de transporte rodoviário permitem escapar dos locais mais visitados e desbravar territórios onde um turista ainda é uma visão rara. Então, aproveite a fuja do caminho mais trilhado e descubra uma nova e fascinante Turquia!



9 – República Dominicana

No primeiro trimestre de 2012, a Republica Dominicana viu o número de turistas no país crescer 8,4%. Com uma maior oferta de vôos internacionais e um grande número de cruzeiros aportando na ilha, cada vez mais viajantes optam por aproveitar essa terra de praia e sol que não deixa nada a dever a qualquer outro destino caribenho.



10 – Madagascar

Após anos de instabilidade política e econômica, que impediu o desenvolvimento do turismo local, Madagascar parece estar, finalmente, retomando o rumo do crescimento. Esse é o momento certo para visitar o país, antes que os agentes de viagem voltem a prestar atenção a essa ilha africana. Mas prepare-se para uma visão de outro mundo: a fauna e a flora locais não podem ser comparadas àquelas encontradas em nenhum outro lugar no planeta.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Relato de Viagem: Uma aventura boreal, por Pierre Gontijo*


Esta foi mais do que uma viagem. Foi de forma inequívoca, uma aventura. Digo isso por que foram diversos vôos, escalas, passeios, comidas exóticas... Tudo em busca dela: a Aurora Boreal. A Aurora não é meramente um fenômeno óptico composto de brilhos observáveis nos céus noturnos nas regiões polares, decorrentes do impacto de partículas de vento solar e a poeira espacial encontrada na via láctea com a alta atmosfera da Terra, canalizadas pelo campo magnético terrestre. Não mesmo. É um desfile de luzes (onde prepondera o verde). Digo desfile, pois ela fica, literalmente, dançando no céu.

A viagem é longa... Em termos de distância, é a quase que ir do Rio de Janeiro para Nova Zelândia. Mas vale muito a pena. Primeiro, um vôo de onze horas até Paris, depois mais três horas até Oslo. Por fim mais duas horas até o extremo norte da Escandinávia. Tromsø, o destino final, é a maior cidade da Lapônia e do norte da Escandinávia. Muitas pessoas acham que a Lapônia é apenas o norte da Finlândia, mas, na verdade, compreende todas as regiões ao norte do circulo polar da Noruega, Finlândia e Suécia.

Tromsø está a 400 km ao norte do círculo polar ártico, a 69 graus de latitude, o que equivale geograficamente ao extremo norte do Alaska, norte da Sibéria, da Finlândia e acima do extremo da Suécia. É uma cidade pequena, mas cosmopolita e estruturada. Possui 70 mil habitantes, sendo que dez mil deles são estudantes de uma grande universidade. Sendo assim, suas ruas são repletas de jovens, pubs, bares, shoppings, museus e tudo que existe em uma grande cidade.

Tromsø é uma cidade litorânea, e por este motivo não possui frio extremo, mesmo estando tão ao norte no globo como as regiões equivalentes do Alaska, Finlândia e Sibéria. A corrente de água quente proveniente do golfo do México banha o litoral da Noruega, “esquentando” a terra e deixando o clima mais ameno. Basta pegarmos uma estrada para o interior, em direção à Finlândia, que a temperatura despenca depois de algumas dezenas de quilômetros.

O litoral da Noruega é montanhoso, todo recortado por montanhas e fiordes (braços do mar que percorrem o interior da terra) fazendo com que o país tenha uma das mais belas paisagens do mundo. A cidade de Tromsø é uma grande ilha no meio de um fiorde, possuindo duas pontes que a ligam ao continente.

Ficamos seis dias em Tromsø. Durante o dia, nada de muito interessante para se fazer. A grande expectativa era para a chegada da noite. Saíamos em pequenas viagens em busca da aurora boreal. Dependendo da meteorologia de cada dia, buscávamos o melhor destino pré-estabelecido para nossa caçada. O fundamental é fugir da cobertura de nuvens e luzes artificiais que atrapalham a visão.
  
Além do céu aberto, para ver a aurora precisamos também de uma boa radiação magnética. A cada dia, a radiação varia, podendo estar muito forte ou fraca, oscilando em uma escala que vai de 1 a 10. Tivemos sorte de o mês de setembro ter sido de equinócio, para muitos a melhor época para se ver a aurora. Além disso, estávamos em ano do pico do ciclo solar, o que indica uma grande possibilidade de desfrutarmos das luzes do norte.

Das seis noites que passamos por lá, pudemos ver a aurora em três. A primeira vez foi à beira de um lago, com o grupo todo extremamente ansioso para vê-la. Também nos fazia companhia uma garrafa de Absolut Grapevine para nos proteger do frio. Quando ela surgiu, foi uma beleza, pois o céu estava estrelado, um pouco nublado, mas junto com o ar frio, formou um cenário bastante exótico.

Entretanto, o ponto alto da viagem foi um passeio até uma cidadela finlandesa chamada Kilpisjärvi. Uma road trip maravilhosa de cerca de duzentos quilômetros. Neste passeio de um dia inteiro, pudemos percorrer a mais bela cadeia de montanha da Noruega, as montanhas Lyngen, entre fiordes. Por fim, subimos o planalto da Finlândia. Vegetação, construções, lagos. Na fronteira entre a Noruega e a Finlândia, algumas renas atravessaram a estrada e posaram para fotos. Outras foram parte de nossa refeição!

Quando caiu a noite, testemunhamos a mais bela de todas as auroras. Você senta, espera anoitecer, e o céu começa a ganhar outras cores. À medida que a noite avança, as cores ficam mais intensas e começam a passear pelo céu. Como a radiação estava forte (atingindo o nível nove), fomos agraciados com um céu verde, lilás, roxo e outros tons amarelados. De tanto tirar fotos, as baterias das máquinas fotográficas esgotaram-se. Foi quando aconteceu o maior momento de toda a viagem. Na mesma fronteira onde renas pastavam, agora havia a aurora boreal. Só que muito mais forte, e ao som de Mozart. Um momento indescritível. Não só pela beleza, mas por todo um conjunto: frio (cerca de oito graus negativos), o céu em cores e a música clássica.

Depois, fomos para a Ilha de Svalbard, onde passamos três noites: o destino mais ao norte do Planeta Terra. Não podemos dizer que Svalbard seja propriamente parte da Noruega, sendo na verdade uma terra de ninguém administrada pela Noruega, assim como a Groelândia é administrada pela Dinamarca. Quarenta países assinaram um tratado para explorar a ilha, mas a lei local fica a cargo da Noruega. Na época do carvão, existiram diversas cidadelas na região. Hoje, são apenas três povoados habitados. Longyearbyen, Barentzburg (uma colônia totalmente russa e sem acesso por terra) e o isolado vilarejo de Ny Alesund, este habitado por pouco mais de trinta cientistas.

Fizemos um passeio de barco, interessantíssimo, pelo oceano (o que só possível em setembro por causa do gelo), até uma antiga vila russa, Pyramiden, totalmente desabitada e abandonada, como uma cidade fantasma. Lá foi possível observar casas e objetos que, até hoje, se encontram do jeito foram deixados. Vimos muitas geleiras. A maior delas, Olav Lund é do tamanho do estado da Paraíba. A água refletia no gelo, surgindo um azul lindíssimo. Experimentamos churrasco de carne de baleia, comida típica local, no deck do barco. Lembra bife de fígado com maresia...
  
A geografia de Svalbard surpreende a todos. No mês de setembro, sem neve, pode-se ver a vegetação típica da região, a tundra, que se caracteriza pela ausência de arvores e pelo fato de que o solo permanecer sempre congelado. Escalamos uma rocha de 500m, o Monte Sarcofagum. Lá no alto, começou a nevar. De lá, voltamos para Oslo, onde pernoitamos (cidade bonita, mas sem grandes atrativos turísticos). Voltamos para Paris (onde passamos tarde/noite e fizemos uma caminhada pelos principais pontos turísticos) e de lá retornamos para o Rio de Janeiro.

Algumas dicas e considerações para quem se interessar em fazer essa viagem:

  • Noruega é cara e Oslo é hoje a cidade mais cara do Mundo. Logo, não é uma viagem de compras, exceto nos free-shops. Curiosamente, o de Oslo é mais barato que o de Paris, e é muito bom; 
  • Durante a viagem, eu utilizei o Visa Travel Money. Gostei muito e recomendo; 
  • Apesar de a Noruega ser muito cara, as roupas de frio têm preços bons. Deixe para comprar lá; e, 
  • Encontramos um grupo de brasileiros que ficou cinco dias lá e não conseguiu ver Aurora Boreal. Existem guias que têm certificação de “Nothern Lights Chaser”. Viajei com um deles, o Daniel Japor, que tem uma agência especializada neste tipo de viagem, chamada Geotrip

* Pierre Gontijo é um viajante e colunista convidado do Cruzando Fronteiras

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Phnom Penh, Camboja: vale a pena conhecer?


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Oi Luiz, estou preparando meu roteiro Vietnã/Camboja/Tailândia. Vi um comentário seu em um post falando sobre Phnom Penh. Não tinha me interessado por lá, mas você disse que é bem legal. Poderia me passar umas dicas sobre a cidade? Obrigada. Eliza.

Olá, Eliza! Tudo bem? Phnom Penh é a capital do Camboja e a maior cidade do país. Durante muito tempo, a cidade foi ignorada pelos turistas e viajantes, que preferiam ir direto para Siem Reap e as ruínas de Angkor, sem ao menos dar uma passada na capital do país. E mesmo a turística cidade de Siem Reap ficou esquecida durante os longos anos de terror do Khmer Vermelho. Mas, com o renascimento do turismo no país, as pessoas passaram a dar uma chance à capital Cambojana.

Acredito que as principais atrações da cidade estão relacionadas a esse tenebroso período sob o domínio do Khmer Vermelho. Uma visita à antiga prisão S-21, local onde 14.000 pessoas foram torturadas e mortas, e que agora foi transformada em um museu, é imperdível. O Tuol Sleng Genocide Museum e um museu simples, mas chocante. Um senhor, um dos pouquíssimos prisioneiros que foram poupados da morte, permanece no pátio da antiga cadeia, vendendo um pequeno livro que relata as suas experiências e tirando fotos, por alguns dólares. Além dele, apenas outras sete pessoas que foram encarceradas nesse local conseguiram sobreviver.

Ainda mais marcante que uma visita ao Museu do Genocídio é conhecer os campos de extermínio do antigo regime. The Killing Fields of Choeung Ek estão localizados à 17km do centro da cidade, e você pode contratar um tuk-tuk para chegar até lá, combinando as duas atrações em um só dia. Mas vá preparado: não é uma visita “leve”. Andando por caminhos de terra onde os corpos foram enterrados em covas coletivas, ainda é comum pisar em fragmentos de ossos e dentes humanos, assim como trapos de roupas e outros itens pessoais. Uma espécie de torre de vidro com alguns bons metros de altura, preenchida com os crânios das vítimas completam um cenário macabro e perturbador. É uma visita obrigatória, mas pesada e emocionante. Mas é fundamental conhecer esse período negro da historia.

Além das atrações descritas acima, algumas outras também merecem destaque, sendo a principal delas o Palácio Real, um complexo de construções históricas marcantes, incluindo templos e pagodas que valem a visita. O Museu Nacional do Camboja também é bem legal e vale a pena visitá-lo, principalmente se você tem interesse na cultura Khmer.

Quando visitei Phnom Penh, eu fiquei hospedado em um boutique hotel chamado The Willow. O lugar era bem legal, confortável, mas um pouco caro pelo que ele oferecia. Eu fiz uma crítica desse local para o Trip Advisor. Se você estiver interessada, é só clicar nesse link.

Eu acho que uma visita de dois dias seria o ideal para conhecer essa cidade, sendo um dia dedicado ao Campo de Extermínio e ao Museu do Genocídio, e o outro dia para visitar o Palácio Real e o Museu Nacional, além de outras atrações de menor importância espalhadas pela cidade. Mas, se o seu roteiro for um pouco corrido, tente ao menos ficar um dia inteiro em Phnom Penh. Acho que vai valer a pena! Mas, vá preparada para enfrentar as atrações emocionalmente pesadas...


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Vai viajar? Não deixe de levar a sua farmácia de viagem!


Ao partir em uma viagem, é fundamental levar na bagagem um kit de medicamentos, com aqueles remédios que podemos precisar enquanto estamos longe. Pode ser um simples resfriado, uma dor de barriga (tão comum nos viajantes) ou mesmo alguma coisa um pouco mais séria. Mas esses imprevistos podem se tornar um pouco menos complicados se estivermos munidos daquele comprimido salvador!

Em uma farmácia de viagem, não podem estar ausentes alguns remédios, como analgésicos, antialérgicos e antibióticos. Outros itens são também indispensáveis, como um termômetro, band-aids, repelentes e o fundamental protetor solar (mesmo que você não vá para um destino de praia).

Mas é claro que não estamos incentivando a automedicação nem a compra de remédios sem receita médica. Antes de viajar, consulte o seu clínico-geral ou uma clínica especializada em medicina de viagem. Eles vão sempre lhe orientar melhor sobre quais remédios levar, quando tomá-los e a dose recomendada. Mas, mesmo assim, é sempre bom levar alguns remédios na sua mochila, para evitar ter que comprá-los em locais onde isso pode ser uma tarefa bastante complicada e cara.

Para evitar quaisquer transtornos, tente levar os remédios nas suas embalagens originais, acompanhados da bula (apesar das caixas ocuparem mais espaço na bagagem). E leve também uma cópia das receitas médicas, contendo a prescrição das drogas. Assim, em caso de questionamento por alguma autoridade, você poderá explicar melhor a origem e a finalidade da sua farmácia particular.

Caso você tome algum medicamento regularmente, não se esqueça de levar esses remédios na bagagem e também uma prescrição extra (guardada separadamente), caso você tenha que comprar mais ao longo da viagem, devido à perda ou extravio das caixas que você trouxer na bagagem. E se você usar óculos, leve sempre um par extra: você não vai querer ficar sem enxergar direito em caso de perda ou um acidente qualquer.

Abaixo, listo os medicamente que fazem parte da minha farmácia particular, que me acompanha em todas as viagens. Alguns desses medicamentos podem ser comprados diretamente na farmácia, sem necessidade de receita médica. Em outros casos, você precisará consultar um médico antes de comprar. Mas, de qualquer forma, é sempre bom procurar um médico que te oriente sobre quando e como usá-los. O ideal é ter o telefone de um médico para quem você possa ligar e com quem conversar durante a sua viagem, no caso de alguma doença ou mal-estar (a não ser que você seja privilegiado como eu, e viaje com uma médica só para você!). Veja a relação a seguir:

- Dipirona, Tylenol, Aspirina ou outro analgésico;
- Ibuprofeno (anti-inflamatório);
- Buscopan (dores abdominais);
- Otosporin (dor de ouvido);
- Gingilone (aftas);
- Cetirizine e Loratadina (antialérgicos);
- Dramim e Plasil (enjoos);
- Azitromicina (antibiótico);
- Diprosalic (corticoide tópico);
- Imosec / Floratil (diarreia);
- Fluconazol / Cetaconazol (antifúngico);
- Anti-ácido;
- Descongestionante nasal;
- Anti-gripal;
- Anti-concepcional (caso se aplique, evidentemente) ou preservativos;
- Termômetro;
- Band-aids;
- Filtro solar;
- Repelente.

É claro que essa é uma lista particular, e inclui remédios que eu uso regularmente ou eventualmente, e que pode (e deve) ser atualizada de acordo com as suas necessidades. Mas o importante é se prevenir e montar uma farmácia para você, de acordo com as suas necessidades – e o seu histórico médico. Não esqueça: procure seu médico antes de viajar e não viaje sem seguro!


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Foto da Semana – Rio Kali Gandaki, Nepal


Cientistas e montanhistas caminham por uma trilha sobre o Rio Kali Gandaki, no Nepal. Um pouco acima, algumas das milhares de cavernas da região. Escavadas séculos atrás, muitas delas permanecem inexploradas até os dias de hoje.



Para mais fotos como essa, acesse o site da National Geographic.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Perguntas e Respostas: Gasto médio, por dia, no Sudeste Asiático


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Oi Luiz, tudo bem? Cara, li seu relato do sudeste asiático e fiquei encantado.  Vez ou outra abro seu blog e vejo - babando! - os seus posts também sobre a região, África, etc.. Gostaria muito de te fazer umas perguntas. Ouvi dizer que no sudeste asiático o gasto médio diário pra um mochileiro é de 30 a 40 dólares. É isso mesmo ou tão exagerando? Estou achando muito barato... Creio que o maior empecilho é a passagem aérea. Não achei com menos de quatro mil reais, ida e volta. Qual a melhor época pra ir lá, em razão dos preços? Mês de Janeiro, Julho ou Outubro compensa ir? Te agradeço a atenção! Verner.

Oi Verner, tudo bem? Eu acho que o gasto médio diário de uma viagem depende muito do estilo de cada viajante. Eu, por exemplo, não me considero um viajante econômico - acho que sou mais um viajante de gastos médios. Eu costumo me hospedar em quartos duplos de albergues, guesthouses ou pequenos hotéis. E também gosto muito de jantar em restaurantes - pelo menos de vez em quando - e costumo também pegar um ou outro vôo ao longo dos meus roteiros. Enquanto isso, existem outros viajantes que ficam sempre em dormitórios, comem sempre na rua ou preparam a sua própria comida, e quase nunca pegam um vôo inteiro durante as suas viagens. Então, em um só país ou região, o orçamento de uma viagem por variar muito, dependendo de quem está viajando!

Durante a minha última viagem ao sudeste asiático, eu gastei em média, 70 dólares por dia, por pessoa. Isso incluindo todos os gastos - até mesmo os três vôos que peguei ao longo do roteiro (um deles um trecho muito caro entre Siem Reap e Bangkok). Mas durante a viagem, eu não economizei quase nada, e pude aproveitar ao máximo os passeios, restaurantes, etc. 

Eu acho sim que é possível alguém gastar de 30 a 40 dólares por dia, dependendo de estilo de viagem. Em algumas cidades eu fiquei hospedado em ótimos guesthouses por cerca de 40 ou 50 dólares por casal. E conheci outros viajantes que estavam hospedados em alguns albergues bem simples por menos de cinco dólares por dia. E as comidas de rua são muito, muito baratas – uma boa forma de economizar! Então, é um orçamento possível, só é necessário um bom planejamento - e uma boa dose de autoconhecimento, para reconhecer qual é o seu estilo de viagem, e planejar de acordo com isso.

Em relação à melhor época para conhecer a região, eu acho que o mês de Janeiro é o melhor período, em relação ao clima. Mas como é alta temporada, os preços podem estar um pouco mais altos - principalmente em relação às passagens aéreas e hotéis.

Mas o preço médio de um vôo até essa região está em torno disso tudo mesmo. Eu, quando viajei, paguei três mil e quinhentos reais, pela KLM. Mas na época a taxa de câmbio era outra, e os preços aumentaram um pouco desde então. Mas vale sempre ficar de olho em eventuais promoções. Eles não são assim tão comuns para essa região, mas vai que pinta alguma coisa? Abraços e boas viagens!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Perguntas e Respostas: Viajando para a África do Sul, como levar meu dinheiro?


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Olá! Vou para África do Sul agora em outubro e tenho ainda algumas dúvidas: sou correntista no HSBC. O cartão Visa Electron HSBC é aceito na África do Sul? Alguém já usou por lá? Compensa? É a opção mais barata de todas mesmo? Existe algum limite (valor por dia/semana/mês) para uso do Visa Electron no exterior? Vou levar dinheiro também, um pouco em Rands e talvez um pouco em Dólar Americano ou Euro ou Libra. O que seria melhor para este destino? Aqui no Brasil, existe algum banco ou casa de câmbio em especial que oferece boa taxa de conversão de Reais para Rands? Para ter uma opção a mais, eu adquiri um Visa Travel Money e o carreguei com o valor mínimo em Rands (moeda local). O câmbio na Confidence foi absurdamente caro, um roubo. As únicas vantagens do VTM são a praticidade e a segurança mesmo. Já ouvi dizer que o Traveller Check está em desuso, mas talvez eu use um pouco, por segurança, só para ter mais uma opção. Acho que estou cometendo excessos! Fábio.

Olá, Fábio! Obrigado pela sua visita! Sobre suas perguntas, eu não acho uma boa idéia você levar Rands aqui do Brasil. Por mais que você procure, não vai achar uma casa de câmbio com uma boa cotação. Se for levar algum valor em espécie, leve em dólares. Mas tente não levar um valor muito alto em dinheiro, apenas o necessário para alguma emergência.

Eu prefiro focar a maior parte das minhas despesas no cartão de débito, efetuando saques diretamente da minha conta corrente do Brasil. Com isso, você consegue a moeda local de uma forma mais fácil, prática e até mesmo mais econômica. Assim que você chegar ao aeroporto, procure um caixa automático e saque o máximo valor permitido pela máquina. Assim, você reduz o peso da taxa cobrada pelo seu banco (no meu caso, o Itaú me cobra nove reais por saque, independente do valor sacado). Só não se esqueça de conferir a taxa cobrada pelo seu banco (compare com outros, se você tiver mais de uma conta) e de liberar a função "saques no exterior" do seu cartão. Isso é fundamental para evitar surpresas. Se você tiver mais de um cartão, libere todos eles, assim você fica com um back-up para eventuais surpresas.

Você pode usar o seu cartão de débito para fazer compras, com a vantagem de não pagar taxas. Mas isso só funciona comigo às vezes - tem algumas ocasiões em que não consigo comprar no débito (a operação não é aprovada, não sei o porquê), e acabo tendo que pagar em dinheiro mesmo.

Além dos cartões de débito e de certo montante em dinheiro, eu gosto também de levar um cartão de crédito, para emergências. Apesar de não usá-lo muito (o IOF prejudica bastante), é sempre bom ter alguma opção em mãos apenas para o caso de precisar.

O VTM também é uma alternativa, mas a taxa de emissão cobrada pelos bancos ou casas de câmbio, e as taxas nem sempre tão atrativas, prejudicam um pouco. Mas pode servir também como uma opção de back-up. Eu, pessoalmente, não tenho usado essa modalidade, mas já usei em uma viagem que fiz uns anos atrás e ocorreu tudo bem.

Cheques de viagem realmente estão entrando em desuso. E não acho que valha a pena levá-los. Se for apenas pela segurança, é mais fácil usar o cartão de débito mesmo ou o VTM.

Sobre esse assunto, não deixe de ler esse post. Pode ser bastante útil! Abraços, Luiz.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Vinte dias pela China – um roteiro (quase) final


Faltando um mês para a minha partida (o vôo está marcado para o dia 31 de outubro), estou decidindo agora os detalhes finais da viagem. Os dez dias na Turquia já estão bem acertados, incluindo o roteiro, hotéis, passeios, etc. Inclusive já publiquei o meu planejamento nesse post. Agora, o roteiro dos vinte dias na China também já começa a ganhar forma.

Apesar dos eventuais contratempos (que sempre acontecem) e de possíveis mudanças de rumo, acho que já posso considerar que a base da viagem está traçada. Publico, então, os meus planos, que podem ser úteis para aqueles que estiverem planejando uma viagem à China, ou mesmo para quem sonha em um dia conhecer esse gigante.

Chego a Pequim no dia 12 de novembro, às quatro da tarde, em um vôo proveniente de Istambul. E parto no final do dia 02 de dezembro, quinze para meia-noite, rumo ao Rio de Janeiro, mais uma vez com escala na capital turca. Espero aproveitar esses vinte dias ao máximo, sem a pretensão de conhecer tudo o que esse enorme país tem a oferecer. Veja abaixo o que pretendo fazer:

Dia 01 – Chegada à Pequim, às 16h00.

Dia 02 – Pequim.

Dia 03 – Pequim.

Dia 04 – Pequim.

Dia 05 – Pequim.

Dia 06 – Pequim. Trem noturno para Datong, partindo às 23h42.

Dia 07 – Chegada de trem a Datong às 06h03. Contratar tour para os Grotões de Yungang e para o Monastério Suspenso. Às 23h17, partida de trem em direção a Pingyao.

Dia 08 – Chegada a Pingyao às 06h25.

Dia 09 – Pingyao. Às 21h38, trem noturno para Xi’An.

Dia 10 – Chegada a Xi’An às 06h18.

Dia 11 – Xi’An.

Dia 12 – Xi’An (day-trip para a montanha de Huashan).

Dia 13 – Xi’An (day-trip para Luoyang – Grotões de Longmen).

Dia 14 – Pela manhã, avião para Hangzhou, partindo às 07h50 e chegando às 09h50.

Dia 15 – Hangzhou.

Dia 16 – No fim da tarde, trem para Xangai.

Dia 17 – Xangai.

Dia 18 – Xangai (day-trip para Suzhou).

Dia 19 – Xangai (day-trip para Tongli).

Dia 20 – Xangai. No fim da tarde, avião para Pequim. Às 23h45, retorno ao Rio de Janeiro.


As passagens de trem são um ponto crítico desse roteiro, em especial às viagens noturnas entre Pequim, Datong, Pingyao e Xi’An. E como o meu roteiro estava um pouco apertado (e corrido) entre essas cidades, não podia arriscar perder um dia ou mais esperando por um bilhete. Assim, para evitar algum transtorno, resolvi providenciar as passagens com antecedência, por intermédio do pequeno hotel onde ficarei hospedado em Pequim. Isso me custou um pouco (o hotel cobrava uma taxa equivalente a US$ 8 por bilhete emitido), mas acho que valeu a pena, pela tranqüilidade e praticidade.

Ainda estou providenciando os bilhetes aéreos entre Xi’An e Hangzhou e entre Xangai e Pequim. Mas, por serem trechos muito movimentados, não devo ter dificuldades em encontrar assentos livres. Para fazer essas reservas, vou utilizar sites chineses, como o Ctrip, por exemplo. Geralmente oferecem melhores preços. Mas vale também conferir diretamente nos sites das companhias aéreas.

Os hotéis em Pequim, Pingyao e Xi’An já foram reservados (mais adiante, postarei a lista de hotéis que escolhi). E estou agora procurando algum lugar bom e barato em Hangzhou e Xangai. Sempre que possível, tenho utilizado sites como o Booking.com para fazer as reservas com mais flexibilidade. Assim, em caso de imprevistos ou mudanças de planos, posso cancelar ou alterar as datas sem pagar taxas ou multas. Uma dica importante é confrontar os preços entre os diversos sites de reservas (como o Booking, o HostelBookers, Agoda, etc.), já que os preços variam muito de um site para outro. Utilize o site mais barato, mas fique sempre de olho nas regras para cancelamento e alteração.

No mais, continuo sempre lendo muito sobre o meu destino. Seja em guias de viagem, livros de viajantes, sites da internet, fóruns, etc.. Afinal, preparo nunca é demais!

E continuo aceitando dicas e sugestões para a minha viagem. Então, se você tem algo a acrescentar, é só escrever! Vou ficar muito feliz em receber suas opiniões! Então, não deixe de entrar em contato!