sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Vai viajar em outubro? Veja para onde ir e para onde não ir.


Outubro é considerado um das melhores meses para se viajar, por seu clima agradável e preços mais baixos. Além disso, a perturbadora multidão que invade os pontos turísticos em julho e agosto, já partiu e retornou ao trabalho e aos estudos. Então, se você conseguiu alguns dias livres nesse mês, aproveite. Veja abaixo algumas dicas dos melhores lugares para se conhecer nesse período.

1 – Nepal

Nepal é um país com duas temporadas bem marcantes. O período seco, que vai de outubro a maio, e o período das chuvas, de junho a setembro. Mais especificamente, o outono (setembro a novembro) traz um clima praticamente perfeito e é definitivamente a melhor época para visitar o país. Com o fim das monções, os campos estão verdes e o ar límpido, permitindo uma visão perfeita do Himalaia. Além disso, é a época dos festivais, o que torna a visita ainda mais interessante.

2 – Japão

Outubro é um ótimo mês para conhecer o Japão, com uma temperatura agradável e as cores suaves do outono. A beleza das folhas secas é o outro lado da magia natural do Japão, contrastando com o período mágico da primavera, quando as cerejeiras florescem. Se você pensa em visitar o Japão, mas está preocupado com os custos da viagem, dê uma olhada nesse artigo, publicado no site do Lonely Planet. Pode ser bastante útil!

3 – Veneza

Um local com um apelo único como Veneza sempre vai estar cheio de turistas, mas o mês de outubro possui um equilíbrio agradável entre um clima um pouco mais ameno e uma redução do intenso fluxo de visitantes. Ah, e se você quiser fugir um pouco da multidão, tente passear pela Piazza San Marco ao nascer do sol.




4 – Marrocos

A temperatura no norte da África começa a baixar no mês de outubro, se tornando um pouco mais tolerável. Além disso, a alta temporada só irá começar no final do ano. Assim, o incrível labirinto das Medinas vai estar um pouco mais vazio, tornando a beleza de Marraquexe e Fez ainda mais marcante.







5 – Nova Inglaterra

Existem poucas maneiras de aproveitar melhor o outono do que uma viagem pelas estradas da região da Nova Inglaterra. Vá conhecer o Acadia National Park ou então aproveite a vila pesqueira de Bar Harbor. Você vai se surpreender com as insuperáveis cores da região.










Mas existem alguns locais em que a magia do outono ou da primavera não são tão imperdíveis assim. Para essas regiões, vale a pena adiar a visita um pouco mais:

1 – Tailândia

As terríveis monções no sudeste asiático atingem cada região em seu devido tempo. Mas, de uma forma geral, no mês de outubro ela atinge o país violentamente, resultando em muita chuva e lama. Aguardo mais um pouco e vá conhecer a Tailândia logo após o fim das monções!

2 – Caribe

A natureza também está bastante agitada nesse período na região do Golfo do México. É a famosa temporada de furações, trazendo chuvas e destruição ao paraíso caribenho. Segure mais um pouco e deixe a praia para mais tarde. Você não vai se arrepender!


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Trinta dias pelo Sudeste Asiático, roteiro detalhado e meios de transporte


A pedido dos leitores do Cruzando Fronteiras e viajantes Henrique e Jean, publico abaixo uma versão resumida (mas nem tanto) do roteiro que utilizei em minha última viagem, incluindo o tempo que permaneci em cada cidade e os meios de transporte que utilizei em meus deslocamentos. Considerando o tempo que faz desde o meu retorno (eu viajei em janeiro de 2012), e a minha habitual falta de memória, vou tentar publicar este roteiro com o maior detalhamento possível, mas muitas coisas já se perderam no tempo! Acho que, de qualquer forma, esse roteiro pode ser útil àqueles que estejam planejando uma viagem à Tailândia, Vietnã ou Camboja.

Dia 01 –   Chegada à Bangkok, em um vôo da KLM (Rio de Janeiro – Amsterdã – Bangkok). Pegamos um trem no próprio aeroporto e depois um metrô, em direção à região onde fica o hotel. Da estação de metro, foi uma caminhada relativamente longa até o hotel, e o calor prejudicou um pouco. Mas o caminho era seguro e foi fácil localizar o hotel.

Dia 02 –    Bangkok

Dia 03 –    Bangkok

Dia 04 –    Bangkok

Dia 05 –   Vôo de Bangkok a Hanói (Vietnã), às 6h30, com chegada às 8h30, pela Air Asia. O visto para o Vietnã, eu adquiri pela internet, seguindo o procedimento detalhado neste post. O processo foi bastante rápido e fácil, e a grande maioria dos passageiros desse vôo utilizou esse serviço. Desembarcando em Hanói, eu peguei um micro-ônibus oferecido pela Vietnam Airlines, mas disponível para passageiros de outras companhias, que me levou ao centro de Hanói por apenas US$ 2.

Dia 06 –    Hanói

Dia 07 –   Hanói. A noite, partida de trem rumo à região de Sapa, em um tour que contratei no próprio hotel onde estava hospedado. O valor do tour, eu não me recordo ao certo, mas o preço cobrado pelo hotel estava de acordo com o praticado pelas agências de turismo da cidade. O nome de todos os hotéis desta minha viagem está disponível nesse post, assim como as críticas que fiz desses locais no site Trip Advisor.

Dia 08 –   O trem chega pela manhã bem cedo. Uma van nos aguardava para nos levar ao hotel que serviu de base ao longo do tour. No resto do dia, fizemos caminhadas e passeios pela região.

Dia 09 –   Continuamos com o tour pelas montanhas ao norte do Vietnã. No início da noite, tomamos um trem com destino à Hanói. Os bilhetes de trem, assim como o hotel onde passamos a noite, estavam incluídos no preço do tour.

Dia 10 –    O trem chega a Hanói às cinco da manhã. Um taxi nos encontra na estação e nos leva de volta ao hotel, onde tomamos café da manhã e aguardamos a saída do tour para Ha Long Bay, que parte às oito horas, na mesma manhã. Esse tour, também contratamos no hotel. Passamos o resto do dia em Ha Long Bay e dormimos dentro de um tradicional barco da região.

Dia 11 –   Retornamos do tour às cinco da tarde, em uma van que nos deixa novamente no hotel. Saímos para jantar e aguardamos a partida do trem em direção à Dong Hoi, que saía às 23h.

Dia 12 –    Chegada a Dong Hoi às oito da manhã, onde um carro nos aguardava para nos levar em direção à Phong Nha Farm Stay, um hotel rural próximo às famosas cavernas do Parque Nacional de Phong Nha. As cavernas são incríveis e foram um dos pontos altos da minha viagem, mas o hotel foi decepcionante (não deixem de ler as críticas detalhadas de cada hotel!).

Dia 13 –    Phong Nha Farmstay

Dia 14 –    Partida pela manhã em uma van para nos levar até Hue. A van partiu bem cedo pela manhã, e ao meio dia estava chegando a Hue.

Dia 15 –    Hue

Dia 16 –    Hue

Dia 17 –   Partida de ônibus, pela manhã, em direção à Hoi An. O bilhete de ônibus foi bem barato (algo como seis ou sete dólares), mas eu comprei em uma agência de viagem na cidade, após pesquisar bastante. Os preços variavam bastante de um lugar para o outro, e no hotel custava quase o dobro do valor. A viagem é razoavelmente rápida, mas o ônibus era velho e sem ar condicionado, o que fez o tempo passar bem devagar!

Dia 18 –    Hoi An

Dia 19 –    Hoi An. No início da noite, peguei um avião para Ho Chi Minh, pela JetStar. O vôo foi bem barato (US$ 25 por pessoa), mas eu comprei o bilhete com bastante antecedência – uns três meses antes da data do vôo. A alternativa seria viajar de trem, mas o trajeto demoraria muito tempo e custaria mais do que eu paguei pela passagem de avião. Cheguei a Ho Chi Minh no início da noite e fui até o guichê de taxis, onde forneci o endereço do hotel e paguei antecipadamente à atendente, que me forneceu um tíquete com o valor pago e o endereço de destino. Entreguei o papel ao motorista de taxi, que me levou ao hotel sem problemas.

Dia 20 –    Ho Chi Minh

Dia 21 –    Ho Chi Minh

Dia 22 –   Pela manhã, ônibus em direção à Phnom Penh (Camboja). O ônibus foi bem barato, e eu comprei em uma das inúmeras agências de viagem que lotam a região backpacker de Ho Chi Minh. O ônibus partiu pela manhã e chegou à Phnom Penh no final do dia. A viagem foi tranqüila, apesar do calor no velho ônibus que fez esse trajeto. O visto para o Camboja eu consegui na fronteira, no momento da entrada no país, conforme descrevi nesse post. O ônibus me deixou em uma parada no centro de Phnom Penh, onde eu peguei um tuk-tuk por 3 ou 4 dólares até o hotel.

Dia 23 –    Phnon Penh

Dia 24 –    Phnon Penh

Dia 25 –    Pela manhã, peguei uma van até Siem Reap. O trajeto foi razoavelmente rápido, e a van era nova e veloz. Mas estava muito lotada de passageiros e de bagagens, o que fez o trajeto bastante desconfortável. O preço do transporte também foi barato, algo como 11 dólares, aproximadamente, e o bilhete foi comprado em uma pequena agência de viagens. Também vale a pena pesquisar e pechinchar, já que os preços variam muito.

Dia 26 –    Siem Reap

Dia 27 –    Siem Reap

Dia 28 –    Siem Reap. Às 19h30, vôo até Bangkok pela Bangkok Airways, chegando na capital tailandesa às 21h. Esse bilhete foi bastante caro, comparando-se com os outros trajetos de avião do meu roteiro (mais de US$200, por pessoa!). Não sei se valeu a pena um gasto tão elevado para a economia de algumas horas. Talvez, se eu fosse repetir esse roteiro, teria optado por ir por terra (de carro até a fronteira e, depois, um trem ou ônibus até Bangkok). Seria uma viagem mais longa, mas muito mais econômica e interessante. Às 23h59, partiu meu vôo em direção ao Rio de Janeiro, pela KLM, com escala em Amsterdam.


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Perguntas e Respostas: Passeio de balão na Capadócia, em novembro


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Oi! Também estou planejando uma viagem à Turquia, no meio de novembro. O site está sendo muito útil, obrigada! Tenho uma duvida: você acha que nessa época dá pra fazer o famoso passeio de balão na Capadócia? E será que pego muita chuva?! Estou na duvida se essa é mesmo uma boa época pra ir pra lá ou se deixo pra depois e altero meu destino...  Muito obrigada! Abraços. Beth.

Olá, Beth! Tudo bem? Antes de qualquer coisa, muito obrigado pela visita ao Cruzando Fronteiras! Espero ver você sempre por aqui, hein!

Apesar de eu ainda não ter visitado a Turquia (por enquanto!) e, portanto, não ter experiências em primeira mão para te passar, pelo que eu pesquisei e andei lendo na internet nos últimos meses, acho que o mês de novembro é uma época razoável para se visitar Istambul, Capadócia e o restante da Turquia. Não é um dos melhores períodos, mas também não é tão negativo quanto o auge do inverno (dezembro, janeiro e fevereiro). Apesar de já estar um pouco frio (o que seria o lado negativo de viajar época), esse período também tem pontos positivos, como preços mais baixos e atrações mais vazias (ou menos cheias). Tradicionalmente, a temporada alta para o turismo na Turquia vai de março a outubro. Novembro seria, então, o primeiro mês da baixa temporada.

A temporada de balões na Capadócia vai de março ao final de novembro, então acho que será possível sim fazer o famoso passeio (e esse é o meu plano, claro!). Para aumentar as chances de conseguir um bom vôo, vale a pena reservar uns três dias para conhecer a região da Capadócia e marcar o seu passeio logo para o primeiro dia. Assim, se alguma eventualidade fizer o seu passeio ser cancelado, você ainda tem duas outras chances de voar!

Mas mesmo fora da temporada de balões, ainda é possível voar. Um amigo viajante visitou a Turquia em janeiro e, apesar do frio e da neve, fez um passeio de balão em Goreme e adorou! Mas acredito que, nessa época, os vôos não sejam tão freqüentes, o que deve dificultar o planejamento.

Mas, de uma forma geral, eu não acho que seja necessário cancelar a sua viagem ou alterar o seu destino. Com um bom planejamento, a Turquia tem muito a oferecer em qualquer época do ano. E eu estou muito ansioso para chegar a minha vez de conhecer esse país incrível!


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Frase da Semana


“Our happiest moments as tourists always seem to come when we stumble upon one thing while in pursuit of something else.”

Lawrence Block, escritor norte-americano


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Dica de Leitura XI – Viajando de Trem Através da China, por Paul Theroux


Aproveitando a proximidade da minha viagem à China (falta um pouco mais de dois meses!), comecei a reler um excelente livro, que li pela primeira vez quando tinha pouco mais de 15 anos, e que me marcou bastante. Foi o primeiro grande livro de viagens que eu li, e o primeiro desse excelente escritor chamado Paul Theroux, que veio a se tornar meu escritor predileto.

O livro foi um presente do meu avô, que talvez tenha passado para mim sua paixão por viagens. Ler esse clássico da literatura de viagens me fez começar a sonhar com uma aventura pela China e o extremo oriente. E me fez também planejar (sonhando) inúmeras aventuras pelo mundo afora. Mais de quinze anos depois, me pego imaginando mais uma viagem à China – mas dessa vez uma viagem real, que se aproxima!

O livro é um detalhado relato de uma viagem de mais de um ano pelos mais inóspitos e isolados cantos da China, sempre de trem. O autor descreve em detalhes, com seu estilo crítico e ácido, uma China em transformação, no final da década de 1980. Esse é um livro obrigatório para todos os apaixonados por viagens. Recomendo, e muito!


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

The Guide to Sleeping in Airports: dicas valiosas para os imprevistos de qualquer viagem!


Dormir em aeroportos nunca é a coisa mais agradável do mundo. Na verdade, quase sempre é muito desconfortável! Eu me lembro muito bem do frio que passei, dormindo no gelado chão de mármore do aeroporto de Casablanca, enquanto aguardava a partida do meu vôo, cedo pela manhã do dia seguinte. E me recordo com clareza também dos duros bancos do aeroporto de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia...

Mas dormir em aeroportos muito vezes é a melhor opção para se evitar uma viagem desnecessária até a cidade, quando o seu próximo vôo partirá em apenas algumas horas. Além disso, é uma boa maneira de economizar na hospedagem, para aqueles que viajam com um orçamento bem apertado. E em épocas de cancelamentos de vôos, longos atrasos e eventos climáticos inesperados, nunca se sabe quando ficaremos presos nos aeroportos contra a nossa vontade!

Então, vale a pena conferir um site que pode ser muito útil em situações como essas. Ele se chama The Guide to Sleeping in Airports (www.sleepinginairports.net) e, por mais de 16 anos, vem oferecendo dicas, histórias engraçadas, críticas de aeroportos e sugestões sobre quais são os melhores e os piores locais para se passar a noite. Não deixe de conferir! Pode ser muito útil nas suas próximas aventuras, ajudando a amenizar os “perrengues” de qualquer viagem!


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Perguntas e Respostas: Planejando uma viagem ao Peru


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Olá Luiz! Gostei muito das dicas do seu blog e gostaria de uma ajuda para decidir como aproveitar melhor meu tempo no Peru! Vou em Outubro, chegando direto em Cuzco (de 14/10 a 24/10) e a seguir, pego um vôo para Lima (de 24/10 a 28/10). Quero conhecer os lugares mais bacanas, porém não tenho muito pique de mochilar e ficar trocando de hostel o tempo todo! Eu pensei em dividir da seguinte forma: Cuzco > Puno > Cuzco > Águas Calientes (Machu Picchu) > Cuzco > Lima. Aí vão as minhas dúvidas:

  1. Vale à pena ir até Arequipa? Achei um pouco longe...
  2. Ficando em Cuzco, existem várias opções de roteiros com duração de um dia, voltando para o hotel, correto? Além de Vale Sagrado, o que você recomenda?
  3. Pensei em fechar antes os hostels, as passagens de trem e a entrada para Machu Picchu, por ser muito concorrido,. Você concorda?
  4. Pensei em fechar os passeios lá, pois uma colega falou que assim consigo melhores preços. O que você acha?
  5. Em Machu Picchu, vou comprar o ingresso com Huayna Picchu, você acha que vale a pena?
  6. Em Águas Calientes, pensei em ficar umas três noites. Lá tem algum atrativo, fora a visita à MP?
  7. Estou indo com meu marido e com um orçamento previsto de 5mil, você acha que é o suficiente?
  8. É melhor levar o dinheiro em dólar ou real?

Bom, acho que é isso! Em Lima me parece tudo mais simples, por ser uma cidade grande. E lá quero aproveitar para descansar e comer muito! Agradeço qualquer ajuda!


Oi Simone, tudo bem? Antes de qualquer coisa, muito obrigado pela visita ao Cruzando Fronteiras! Apesar da falta de tempo, eu tento manter o blog atualizado, sempre que possível. E espero ver você sempre por lá, hein!

Pelo o que eu entendi do seu roteiro, você teria 10 dias para conhecer a região de Cuzco e mais quatro dias para Lima. Com esse tempo todo, acho que você poderia acrescentar um ou mais destinos ao seu roteiro.

Para conhecer bem a região de Cuzco e Machu Picchu, incluindo o Vale Sagrado, acho que você gastaria em torno de cinco dias, ou seis, no máximo. Isso te daria uns quatro ou cinco dias extras para conhecer Puno (e o Lago Titicaca) e ainda incluir Arequipa no seu roteiro.

Arequipa é uma bonita cidade colonial, cujo centro histórico merece uma visita. Além disso, é o ponto de partida para se conhecer a região do Cânion Del Colca. Eu acredito que seja uma boa opção para o seu roteiro. Par achegar lá, a melhor opção é o ônibus noturno a partir de Cuzco ou Puno. Eu concordo que ônibus noturno não é o ideal em termos de conforto, mas acho que no final vai valer a pena.

Nos demais cinco ou seis dias na região de Cuzco, eu acho que você deveria passar quatro dias completos em Cuzco e uma noite apenas em Águas Calientes. Com quatro dias completos em Cuzco, você poderia passar dois dias conhecendo a cidade de Cuzco e mais dois visitando os arredores, conhecido para Vale Sagrado (não deixe de ir a Pisac, Ollantaytambo e o Tempo do Sol). Eu fiz dois passeios de um dia quando estive em Cuzco. Os dois passeios partiam de Cuzco e percorriam as principais atrações do Vale Sagrado. Um passeio completa o outro, percorrendo assim os principais pontos de interesse da região.

Eu também acho que você deveria comprar com antecipação a entrada para Machu Picchu e o bilhete de trem (isso é fundamental, já que os ingressos são limitados). Os hostels também podem ser reservados com antecedência, pois assim você garante a sua primeira opção de hospedagem e não corre o risco de ficar andando atrás de acomodação, com a mochila nas costas. Mas também concordo com a sua amiga, e não acho que vale a pena contratar passeios a partir do Brasil. Lá em Cuzco existem muitas e muitas agências de viagem espalhadas pela cidade inteira, e você pode comparar os preços e pechinchar antes de fechar com alguma delas.

Eu, quando visitei Machu Picchu, não escalei a sagrada montanha de Huyana Pichu. Mas já ouvi falar muitas coisas excelentes de pessoas que fizeram essa subida. Dizem que a vista lá de cima é incrível! Passando a noite em Águas Calientes, acho que vale a pena acordar cedo e subir a montanha – deve ser uma experiência única e inesquecível!

Mas acho que apenas uma noite em Águas Calientes é o suficiente, já que a pequena cidade não possui nenhum atrativo importante. Ela é apenas um bom lugar para dormir, para aqueles que desejam chegar cedo a Machu Picchu e assim fugir das multidões ou escalar Huyana Pichu. Tirando isso, não tem porque ficar lá por três noites...

Por fim, acho que levar dinheiro em dólares é melhor do que levar reais. Mas, melhor ainda é utilizar o cartão de débito para fazer saques no exterior, diretamente da sua conta corrente. Ou então levar um cartão pré-carregado, como o Vista Travel Money. Mas, sobre isso, eu fiz um post bem legal aqui no blog. Acho que vale a pena você ler. Pode ser que te ajude nessa questão.

O custo de uma viagem para o Peru geralmente não é muito alto, mas depende muito do estilo de viagem de cada um. O principal gasto normalmente é a hospedagem e isso pode variar bastante! Além, é claro, do custo de entrada em Machu Picchu e do trem até lá, que serão os principais gastos da sua viagem. Eu, normalmente, calcularia o custo total girando em torno de US$ 60 dólares por pessoa, por dia.  Mas isso considerando o meu estilo de viagem (que eu considero como intermediário). Tente primeiro ver a hospedagem e confirme o preço do trem e da entrada para Machu Picchu. Com esses dados, vai ser mais fácil calcular o seu orçamento total (mas de qualquer forma, acho que R$ 5 mil é mais do que suficiente para duas pessoas e 14 dias).

Bom, espero ter ajudado um pouco no seu planejamento e, qualquer outra dúvida, é só escrever!


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Foto da Semana – Sapa, Vietnã


Uma criança Hmong montada em um búfalo, na região montanhosa de Sapa, Vietnã.



Para mais fotos como essa, acesse o site da National Geographic



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Perguntas e Respostas: Algumas perguntas sobre o Marrocos


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Olá Luiz, tudo bem? Meu nome é Fernanda e viajo para o Marrocos no dia 18/10/2012, saindo de Madri. Já li varias vezes seu relato sobre os 17 dias no Marrocos e tem sido referencia para planejar a minha viagem. Antes de mais nada, parabéns pela escrita concisa, texto informativo e sem ser longo demais e pela riqueza de detalhes. Gostaria de fazer algumas perguntas, se não for um incomodo para você. Obrigada mesmo pela atenção. Abraços, Fernanda.

1 - Porque você foi alugar um carro em Essaouira e não em Marraquexe? Nós pretendemos alugar um carro também e ficou essa duvida.

2 - Eu vou viajar com um casal de amigos, mas em um ponto da viagem, vou ficar sozinha por dois dias, estarei em Essaouira e quero ir a El Jadida e depois voltar para Marraquexe, para no dia seguinte fazer um bate e volta para Oukaimeden (uma estação de esqui).  Você desaconselha viajar esses lugares desacompanhada?

3 - Você conhece Oukaimeden? Eu não consegui achar muita coisa sobre ela em termos práticos, tipo como ir, se da para fazer um bate e volta de Marraquexe, se fecha em alguma época do ano, coisas assim. 

Olá Fernanda, tudo bem?  Muito obrigado pelas suas palavras! Fico feliz que você tenha gostado do meu relato e, principalmente, que ele esteja sendo útil no planejamento da sua próxima aventura. Com 17 dias disponíveis, acho que você vai conseguir montar um roteiro bem legal, para conhecer com mais profundidade e mais calma esse país incrível (e muito bonito) que é o Marrocos. Mas vamos às suas perguntas! E qualquer outra dúvida que você tiver, é só escrever! Abraços, Luiz.

1 – Bom, eu também tive esse dúvida quando estava montando o meu roteiro! Eu acabei optando por pegar o carro apenas em Essaouira, porque eu não tinha planos de usar o carro durante o meu período nessa cidade e nem em Marraquexe. Esses são lugares onde um carro não é necessário, já que as principais atrações ficam próximas ou dentro da medina, onde o carro não pode entrar. Sendo assim, pegando o carro no aeroporto de Essaouira, eu economizaria alguns dias do aluguel do carro, que não me serviria em nada e representaria um gasto extra. Mas antes de me decidir, eu fiz uma pesquisa de preços, e vi que buscar o carro em Essaouira ou Marraquexe custaria o mesmo, então eu optei por ir até Essaouira de ônibus e voltar já com o carro, em direção à Ouarzazate. Depois, eu retornei o carro em Fez, no final da minha viagem.

2 – Durante a minha viagem, eu encontrei algumas meninas viajando sozinhas pelo Marrocos. Todas me falaram que não estavam tendo problemas por viajar sozinhas (a não ser um ou outro incômodo, como gracinhas e coisas do tipo). Além disso, logo após o meu retorno ao Brasil, minha Irmã viajou para o Marrocos acompanhada apenas de uma amiga. Elas passaram mais de uma semana no país e, apesar de serem duas meninas, aproveitaram bastante, sem nenhum problema. Então, eu acho que você não precisa se preocupar por ficar sozinha, principalmente por ser apenas dois dias. Só tente se vestir discretamente e não se incomode com eventuais gracinhas (ou mesmo alguma mão boba) que você certamente enfrentará!

3 – Durante o planejamento da minha viagem, eu cheguei a procurar algumas informações sobre Oukaimeden. Mas, como acabei retirando essa cidade do meu roteiro, não fui muito a fundo na minha pesquisa. De qualquer forma, tente procurar algumas informações no site Wikitravel ou então no fórum do Lonely Planet. Esses são sempre minhas principais fontes de pesquisa. Eu vou tentar ver se acho alguma coisa no guia Lonely Planet que comprei para a minha viagem. Se achar alguma informação útil ou interessante, eu te repasso! Mas, pelo que eu andei lendo rapidamente na internet, eu acho que a época para esqui é em janeiro ou fevereiro e não sei se você conseguiria aproveitar o resort em outubro. De qualquer forma, a estação fica apenas a 45 quilômetros de Marraquexe, e não deve ser difícil chegar lá, principalmente se você for de carro.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Aconteceu no mundo: Tesouros da Síria estão sob ameaça de virar pó


Fonte: O Globo 
Tesouros históricos da Síria — entre castelos, mesquitas, igrejas, museus, mosaicos romanos e as famosas Cidades Mortas — estão sendo saqueados e destruídos por rebeldes armados e milícias do governo, em meio ao combate que assola o país. Ontem, em comunicado, o Conselho Nacional Sírio (CNS), a principal coalizão da oposição, acusou o Exército de bombardear as sedes das instituições públicas que formam parte do patrimônio arquitetônico de Aleppo. A cidade é uma das mais antigas do mundo e o centro histórico tem um “valor universal inestimável”, segundo a Unesco. Ao Norte de Aleppo, em Azaz, que foi palco de batalha na época das Cruzadas, destroços de mesquitas são vistas ao lado de carcaças de blindados.

Relatos citam danos irreparáveis para o patrimônio do Oriente Médio. Até a magnífica fortaleza de Krak des Chevaliers, a 65 quilômetros da cidade de Homs, descrito por Lawrence da Arábia como “talvez o castelo mais bem preservado e admirável do mundo”, foi bombardeada pelo Exército sírio, danificando o interior de sua capela, após ser ocupada por rebeldes.

A destruição do patrimônio do Iraque durante a invasão anglo-americana de 2003 — do Museu Nacional, da Biblioteca do Alcorão e de antigas cidades sumérias — pode estar se repetindo agora na Síria. Relatórios de arqueólogos sírios e de especialistas ocidentais da Idade do Bronze falam de um templo assírio arruinado em Tell Sheikh Hamad, que seria uma das fortalezas mais importantes da Cruzada no Levante, além de saques aos magníficos mosaicos romanos de Apamea, onde os ladrões teriam usado escavadeiras para retirar pisos.

Rebeldes armados buscam refúgio atrás das grossas paredes de castelos, mas descobrem que o Exército sírio não hesita em destruir edifícios históricos para atingir seus inimigos. Batalhas foram travadas no meio das chamadas Cidades Mortas, formadas por centenas de povoados abandonados no Noroeste do país e que tem remanescentes da arquitetura cristã bizantina.

— A situação do patrimônio da Síria, hoje, é catastrófica — afirma Joanne Farchakh, uma arqueóloga libanesa que também investigou a devastação do patrimônio no Iraque. — Um dos problemas é que muitos monumentos de pedra foram instalados em jardins externos, em parte para provar que o regime sírio era forte o suficiente para protegê-los. Agora, os museus foram saqueados — por rebeldes e milícias do governo — e antiquários relatam que mercados da Jordânia e da Turquia estão inundados com artefatos da Síria.

O Mosteiro de Sednaya foi atingido por morteiros, que danificaram um prédio do ano 574. A mesquita Umayyad, em Deraa, também foi atingida. O saque e a destruição estão por todos os lados, com ladrões que entram quando a segurança se evapora.

— As velhas igrejas, as velhas ruas de Homs, podemos esquecer. Elas não existem mais — diz Joanne.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Conseguir o visto para a China é mais fácil do que parece. Veja como! (ATUALIZADO)


Como parte do planejamento da minha próxima viagem, deparei com a necessidade de conseguir o visto de turismo para a China. No início a tarefa parecia bastante complicada. Mas, pesquisando sobre o assunto na internet e em fóruns especializados, descobri que o visto chinês é bastante simples de se conseguir. Basta apenas seguir algumas instruções e pronto! É improvável que haja qualquer tipo de complicação, exigências, entrevistas, ou coisa do tipo. Veja abaixo como proceder para que tudo ocorra sem maiores complicações.

Antes de mais nada, é importante ficar atento para a sua área da jurisdição consular. A área de atuação do Consulado-Geral em São Paulo compreende os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A área da jurisdição consular do Consulado-Geral no Rio de Janeiro compreende os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Para os demais estados, o visto deve ser obtido diretamente na embaixada em Brasília.

Veja abaixo a localização, os telefones e horários de funcionamento de cada ponto de emissão de vistos. Mas antes de iniciar o processo de solicitação do visto (e principalmente antes de efetuar o pagamento!), vale a pena entrar em contato diretamente com o Consulado ou Embaixada e confirmar as informações fornecidas aqui no post – afinal, alguma coisa pode ter mudado!

  • Consulado Geral da República Popular da China no Rio de Janeiro
    • Endereço: Rua Muniz Barreto, No. 715, Botafogo, Rio de Janeiro.
    • Tel: (21) 3237-6600, (21) 3237-6633, (21) 3237-6616, (21) 3237-6618
  • Consulado Geral da República Popular da China em São Paulo
    • Endereço: Rua Estados Unidos 1071, Jardim América, São Paulo.
    • Tel: (11) 3069-9877
  • Embaixada da China no Brasil (Brasília)
    • Endereço: Av. das Nações, Quadra 813, Lote 51, Asa-Sul, Brasília.
    • Tel: (61) 2195-8200
O horário de funcionamento de todos os pontos de emissão do visto é de segunda a sexta-feira (exceto feriados chineses), das 09:00 - 12:00.

O visto pode ser solicitado, na maioria das vezes, sem a presença da pessoa interessada. É possível que outra pessoa vá ao local, desde que leve todos os documentos necessários, inclusive o formulário devidamente preenchido e assinado. Em alguns casos, por ser necessária uma entrevista. Mas isso é muito raro.

É importante salientar para aqueles que possuem dupla nacionalidade, que não é possível obter o visto chinês em outro passaporte que não seja o brasileiro. Então, não se esqueçam de trazer o passaporte BRASILEIRO quando for solicitar o visto! Cidadãos estrangeiros podem sim solicitar o visto no Brasil. Mas brasileiros não podem usar a sua segunda nacionalidade para solicitar o visto.

Não é necessário agendar um horário. O atendimento será por ordem de chegada. Quando o solicitante chegar ao Consulado, a primeira coisa para fazer é ir à recepção, para que os funcionários confirmem se os documentos estão todos corretos. É necessário levar os seguintes documentos para a solicitação de visto de turismo:

  • Passaporte com validade mínima de seis meses, e uma página de visto em branco;
  • Formulário de pedido de visto preenchido completamente e assinado (o formulário pode ser baixado aqui)
  • Uma foto colorida atualizada ( 3×4 );
  • Cópia da passagem aérea de ida e volta e da reserva de hotel (esse item não consta da lista de documentos necessários no site do Consulado da China no Rio de Janeiro, mas consta nos sites da Embaixada Chinesa em Brasília e do Consulado em São Paulo. Pelo que li em diversos fóruns da internet, não acredito que sejam solicitados esses documentos, mas, por vias das dúvidas, aqueles que possuam devem levá-los)
Será necessário pagar uma taxa para obter o seu visto. As taxas variam de acordo com o número de entradas pretendido e a nacionalidade do solicitante. Veja abaixo os valores para cidadãos brasileiros, de acordo com o tipo de visto:

  • Visto de uma entrada                                                                                 R$100,00
  • Visto de duas entradas                                                                              R$150,00
  • Visto de múltiplas entradas, com validade de seis meses         R$200,00
  • Visto de múltiplas entradas com validade de um ano                  R$300,00

Para efetuar o pagamento, deverá ser feito um depósito na conta do Consulado ou da Embaixada apenas em dinheiro e só direto no caixa. Não são aceitas outras maneiras de pagamento tais como cheque, cartão de crédito ou transferência de pagamento na caixa eletrônica, etc.. O pagamento só deverá ser feito após a entrega da solicitação, quando o Consulado liberar um protocolo, com o qual se efetua o depósito bancário. Na retirada, deve-se apresentar o protocolo e o comprovante de depósito original.

Normalmente o visto sai após quatro dias úteis. É possível solicitar entregas urgentes, porém será cobrada uma taxa de urgência. O horário de retirada é o mesmo, sempre das 9:00 as 12:00. A retirada pode ser feita também por terceiros. Será necessário apenas entregar o protocolo e o comprovante de depósito originais.

Semana que vem será a minha vez de ir até o Consulado solicitar o visto. Assim que estiver com o visto em mãos, volto aqui para postar novos comentários. Vamos torcer para que dê tudo certo, né!

ATENÇÃO! Atualizando as informações do post! Segundo informações que obtive diretamente com o consulado geral da China no Rio de Janeiro e em São Paulo (confirmadas também por outros viajantes que solicitaram o visto recentemente), agora, além dos documentos descritos acima, também passou a ser necessário levar a cópia da passagem aérea de ida e volta, comprovantes de reserva de hospedagem para todas as noites do seu roteiro, e comprovante de rendimentos (podendo ser um contra-cheque ou uma cópia da declaração do imposto de renda). Então, fique atento e leve todos os documentos solicitados! Com a documentação em mãos, o visto deverá ser concedido sem maiores problemas...