sexta-feira, 29 de junho de 2012

Perguntas e Respostas: Cinco dias no Kruger


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Grande Luiz Fernando, tudo bem com você? Bem, acho que eu já li quase todos os seus posts sobre safári e mesmo assim surgem algumas dúvidas, né! Eu já estou com minha passagem comprada para a África do Sul, eu moro em Sydney e estou indo de férias para o Brasil mês que vem e na volta pra Sydney (última semana de agosto) eu e minha esposa vamos ficar cinco dias na África, só que conseguimos uma promoção e vamos para Phalaborwa, ao norte, perto da fronteira com Moçambique. Bem, já sei que a cidade fica praticamente dentro do Kruger! Já vi lá várias opções de hotel, mas quando li suas opiniões, decidimos que vamos chegar lá, alugar um carro, de preferência uma Land Rover porque é grande e partir pra dentro do Kruger Park. Se depender da gente, entramos no park no 1º dia e só sairemos no último! Agora sim começa minhas dúvidas. Entrei no park e chegando a noite eu não sai ainda e nem encontrei um lugar para dormir, a opção é dormir dentro do carro! E ai, é possível ou tem algum perigo? Com relação a combustível, como que é? Dentro do park tem algum local que posso comprar ou tenho que ficar de olho no meu marcador de combustível? Na minha volta, tenho 2hrs em Johanesburgo, o que você acha que é possível ver lá com apenas 2hrs? Ou fica quieto dentro do aeroporto mesmo? Acredito que toda sua opinião vai ser muito bem aproveitada! Grande abraço e parabéns pelo blog. Luciano.
  
Fala Luciano, tudo certo?  Cinco dias no Kruger, chegando por Phalaborwa e saindo por Johanesburgo me parecem um ótimo plano! Acho que vocês vão aproveitar bastante o parque. Será uma experiência inesquecível (eu sempre me pego sonhando em voltar para o Kruger, é mesmo um lugar especial).

 Alugar um carro e explorar o parque por conta própria é, sem dúvida, a melhor forma de se aproveitar o Kruger. A princípio, não é necessário alugar um 4x4 ou um Land Rover, já que as principais estradas dentro do parque são asfaltadas, e as estradas secundárias, apesar de serem de terra, estão em muito bom estado. Eu aluguei um carro popular 1.0 e foi o suficiente. Mas, se o custo não for um fator importante, um Land Rover tem a vantagem de ser um veículo alto, o que vai facilitar na tarefa de avistar os animais. E em uma reserva gigantesca como o Kruger, esse fator por fazer a diferença!

Em relação à acomodação, não se esqueça que as reservas para alojamento dentro do parque devem ser feitas com o máximo de antecedência possível! Como você vai agora em agosto, não perca mais tempo e tente encontrar alguma acomodação assim que possível. Existe o risco de algumas opções já terem esgotado, então, acesse o site oficial do parque e confira quais alternativas restam e faça a reserva. O processo é bem simples e o pagamento pode ser feito com cartão de crédito. Eu fiz uma passo-a-passo básico para o blog, que você pode acessar nesse link.

Em relação à sua dúvida, infelizmente não é possível passar a noite dentro do veículo, enquanto você estiver dentro do Kruger. As únicas opções são, ou dormir em alguma das acomodações dentro do Kruger (incluindo os campings, tendas, huts, bungalows, etc), ou então ficar hospedado em algum hotel privado nas proximidades do parque. Eu prefiro sempre me hospedar dentro do parque, tento pela proximidade da natureza, quanto pela relação custo-benefício. Mas, se não for possível achar acomodação no parque para uma ou mais noites, vale a pena procurar alguma alternativa bem próxima ao portão do parque – e entrar no parque assim que o dia clarear.

Outro fator a ser levado em consideração no seu roteiro é o horário de entrada no parque. Em agosto, os portões fecham às 18h00 e, enquanto a chegada mais tarde é permitida em alguns dos portões, desde que autorizada previamente, isso não é possível no portão de Phalaborwa.

Eu não sei a que horas o seu vôo chega à Phalaborwa, mas existe a possibilidade de você ter que dormir a primeira noite fora do parque. Mas isso não é um grande problema. Apenas procure uma acomodação na cidade para essa noite e acorde bem cedo. Os portões abrem às 6h e vale a pena estar lá assim que os portões abrirem, já que essa é a melhor hora para se avistar os animais.

Para as demais noites, procure acomodações em campos como Satara e Skukuza (duas noites em cada campo, por exemplo), que possuem uma excelente estrutura (incluindo postos de gasolina, que estão disponíveis em todos os campos) e ficam em direção à região sul do parque, por onde você partirá rumo à Johanesburgo.

Por fim, com apenas duas horas, não sei se vale a pena sair do aeroporto em direção à Johanesburgo, que fica um pouco distante e é uma cidade onde a locomoção é complicada. Acho que valeria mais a pena parar no caminho entre o Kruger e Johanesburgo e conhecer algum local como a região do Blyde River Cânion, que é muito bonita e seria uma boa escapada de algumas horas.

Bom, espero ter ajudado um pouco no planejamento da sua viagem e, qualquer outra dúvida, é só me escrever! Abraços!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Frase da Semana


“All journeys have secret destinations of which the traveler is unaware.”

Martin Buber (1878 – 1965), filósofo e escritor austríaco


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Perguntas e Respostas: Sudeste Asiático, quando ir (parte 2)


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Luiz, sensacional a sua resposta! Vai me ajudar bastante! Basicamente estou trabalhando com duas frentes:  Sudeste Asiático ou Turquia e Grécia (e talvez litoral da Croácia). Pelo que você disse, talvez fosse legal começar a viagem por Vietnã e Camboja e depois ir à Tailândia. Se não me engano, Tailândia não precisa visto, mas Camboja e Vietnã sim. É fácil conseguir estes vistos aqui no Brasil? Sei que dá pra tirar por lá, mas fico pensando se não é melhor sair com tudo certo daqui pra não correr riscos. Quanto ao Laos você sabe se precisa? Tem alguma informação básica de lá?
Mais uma coisa: já andei olhando passagens para Bangkok e estão meio caras. Mas até aí, fazer o quê, ainda mais com a alta do dólar? O que me chamou a atenção foi a duração dos vôos. Demora mais que ir para a Austrália. Você tem alguma dica quanto à rota a se seguir? Por exemplo, ir até a Austrália e de lá subir ou ir para Johanesburgo e seguir de lá. Ou então ir pela Europa... E qual seria o melhor ponto de entrada: Bangkok, Puhket, Vietnã, etc.. Abração! E sigamos nos nossos planejamentos! Vinicius.

Vinicius, bom dia! O visto para o Vietnã pode ser obtido no Brasil apenas na Embaixada do Vietnã em Brasília. O prazo para emissão é de aproximadamente três dias úteis e o custo para o visto simples com duração de trinta dias é de R$ 120,00. Mas, como eu descrevi nesse post, vale muito mais a pena obter o visto na chegada ao Vietnã (visa on arrival), desde que você providencie a carta convite com antecedência, seguindo os passos descritos no post. Não precisa se preocupar, o processo é simples, rápido e bem mais barato. Mas só vale para quem entrar no país de avião, hein! Uma segunda opção seria conseguir o visto já em Bangkok, o que seria mais simples do que viajar até Brasília. Mas ainda acho que, para aqueles que vão entrar no Vietnã por via aérea, não há alternativa melhor do que o visa on arrival.

O visto para o Camboja também pode ser obtido na fronteira, sem maiores complicações ou dificuldades. Ou então se pode obter um visto eletrônico, solicitado pela internet. Você paga uma taxa, recebe o visto por e-mail, em formato PDF, imprime e cola no seu passaporte! O passo-a-passo para a obtenção do visto cambojano foi publicado nesse post. Vale a pena ler e, qualquer outra dúvida, é só perguntar! Eu consegui o meu visto na fronteira e foi muito, muito simples. Também não acho que seja motivo para preocupação.

Eu não tenho experiência com a obtenção do visto para o Laos, já que (infelizmente) não tive a oportunidade de conhecer esse país – apesar de já ouvido falar muito bem desse lugar, seu povo e suas atrações. Certamente está na minha lista para as próximas viagens! Mas, pelo que eu pesquisei na internet, o visto deve ser obtido na entrada do país, seja nos principais aeroportos ou na fronteira com a Tailândia. Não existe representação diplomática do Laos no Brasil (assim como do Camboja), então o jeito é obter o visto no momento da entrada no país, ou então solicitar o visto em Bangkok.

Em relação aos vôos, realmente é uma facada! Eu voei inicialmente para Bangkok pela KLM, com escala em Amsterdam. Foi um vôo longo e caro, que me custou aproximadamente R$ 3.500. Mas, como eu fui numa época bem cara (entre o Natal e o Ano Novo), acho que você pode encontrar algumas opções mais em conta, se pesquisar bastante e com antecedência. Procure alternativas na British Airlines, Turkish, South African ou mesmo na Emirates. E vale a pena conferir no site Matrix Airfare Search, que mencionei nesse post. É a minha principal fonte de informações sobre tarifas promocionais. A princípio acho que é melhor buscar por vôos para Bangkok, mas não custa nada conferir todas as opções disponíveis.

Mas apesar da passagem aérea ser bem cara, o custo nesses países é bem baixo, o que pode compensar no final da sua viagem. De uma forma geral, computando todos os gastos, essa minha viagem ao Sudeste Asiático saiu mais econômica do que minha viagem à África do Sul, por exemplo, já que o custo do dia-a-dia compensou a diferença nas tarifas aéreas.

Bom, e vamos planejando! Qualquer outra dúvida, é só escrever! Abraços! Luiz.


domingo, 24 de junho de 2012

Foto da semana - Petra, Jordânia


Petra, Jordânia. A antiga e mágica construção se torna ainda mais bela à noite. Velas iluminam o cenário e guiam os visitantes ao longo do trajeto de cerca de um quilômetro e meio até Al Khazneh. Os viajantes se reúnem junto às lamparinas, espalhadas em frente a este incrível tesouro arqueológico, enquanto apreciam a música tocada ao vivo.


Para mais fotos como essa, acesse o site da National Geographic



sábado, 23 de junho de 2012

Perguntas e Respostas: Kruger – onde se hospedar?

Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Fala Luiz, tudo bom? Muito bom teu post sobre o Kruger e muito pertinente. Veja se pode me ajudar, por favor. Estou planejando ir para a África do Sul em setembro e no roteiro estou tentando colocar o Kruger. O problema é que está encarecendo muito a viagem. De lá a idéia é ir para Cape Town e seguir de carro até Port Elizabeth. Como planejo ficar no máximo três dias lá, me sugeriram ficar no Kapama River Lodge, pois disseram ser mais certo ver os animais por ter reserva privativa. É caro. Queria saber se vale a pena, na sua opinião. Vi no Booking que existem muito hotéis no Kruger, mas estou na dúvida se consigo comprar os game drive's lá direto, matutinos e de final da tarde.  E precisa mesmo ser reserva privativa? No caso do Kapama, eles já estão inclusos no preço do pacote, aproximadamente $500 dólares as duas noites/três dias. Isso inclui três games e toda alimentação. Muito Obrigado! Abraços, Felipe.
  
Felipe, bom dia! Eu, pessoalmente, sou muito mais favorável a se hospedar dentro do Kruger, sempre que possível. Primeiro, por ser uma experiência muito mais autêntica, e um contato muito mais estreito com a natureza local. Mas também por ser muito mais barato.

As acomodações privadas nas proximidades do Kruger costumam ser bem caras – como parece ser o caso do Lodge que te recomendaram. Acho que vale a pena você acessar o site oficial do Kruger (http://www.sanparks.org/parks/kruger/) e pesquisar um pouco sobre as opções de hospedagem dentro do parque. Os valores variam muito, mas existem opções bem econômicas, incluindo um camping para aqueles que curtem esse tipo de aventura.

Eu fiquei em um Hut com ar-condicionado que foi muito confortável e não foi caro (numa consulta rápida ao site do parque, os preços estavam em torno de R380 - veja as fotos que ilustram esse post!). E uma das noites eu passei em um Tent, que era ainda mais barato, mas também bem confortável (apenas não tinha ar-condicionado, o que não fez tanta diferença assim). Dentro do parque, os restaurantes não são caros, e você pode inclusive cozinhar sua própria comida, já que os camps têm cozinha à disposição dos hóspedes.

Além do custo da hospedagem, você teria que pagar a taxa diária, que atualmente está em R192, e o aluguel do carro. No final, fica um pouco caro, mas vale muito a pena, já que um safári no Kruger é uma experiência única e inesquecível. Eu sempre me pego sonhando em voltar para lá um dia.

Realmente, três dias não é muito tempo. Mas se você conseguir planejar o seu roteiro de forma que você tenha os três dias inteiros para passear no parque, eu acho que já é o suficiente para você ter um gostinho do Kruger – mas você vai querer voltar para conhecer, pode apostar! Em um parque privado, é claro que você conseguirá ver muito mais animais, afinal eles não estão tão livres assim. Esses parques são planejados para que os turistas vejam os animais mais facilmente. No Kruger, é um pouco mais difícil avistá-los, mas cada achado é muito compensador, já que você estará testemunhando a natureza no seu estado mais puro!

Faça as contas e compare os preços. Eu acredito que ficar dentro do parque vai sair bem mais em conta. E será uma grande aventura!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Frase da Semana


“I have found out that there ain't no surer way to find out whether you like people or hate them than to travel with them.”

                Mark Twain (30/11/1835 – 21/04/1910), escritor norte-americano


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Perguntas e Respostas: Sudeste Asiático, quando ir?


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Fala Luiz! Tudo bem? Andei lendo seus posts relativos aos vistos na Tailândia, Camboja e Vietnã. Estava pensando em ir a estes países agora em Outubro/Novembro, mas ano passado fiquei sabendo de várias enchentes na Tailândia, aí desanimei. Você sabe dizer algo sobre isso? Outubro e novembro é uma época ruim de chuvas para estes três países? É calor, né? Como eu fiquei na dúvida referente ao clima lá, pensei em mudar minha viagem para a Turquia, e aí vi que você pretende também ir pra lá em breve. Você já tem notícias quanto ao clima na Turquia em outubro e novembro? Pelo que percebi, já vai estar esfriando, mas acho que o frio é no leste do país, e para lá não pretendo ir. O máximo ao leste que iria é para a Capadócia. Tem alguma dica quanto ao clima lá nessa época? Um abração! Vamos nos falando! Vinicius.

Fala Vinicius, tudo bem? O melhor período para se visitar a Tailândia e os demais países da região são os meses de "inverno", compreendidos entre Novembro e Fevereiro, quando as temperaturas estão um pouco mais baixas e as chuvas já diminuíram. A região central da Tailândia (onde Bangkok está localizada) fica muito quente a partir de março, com temperaturas normalmente acima dos 40 graus. No sul da Tailândia, por outro lado, as temperaturas são mais estáveis ao longo do ano, já que a região fica mais próxima do Equador.

A alta temporada para o turismo na região vai do início de novembro ao fim de março. Se você quiser evitar as multidões (e essa região fica mesmo muito cheia nesse período), tente visitar em períodos alternativos, mas é preciso tomar cuidado com as chuvas. Outubro é o mês mais chuvoso do ano, e as enchentes são relativamente comuns (como ficou claro no ano passado!), então vale a pena tomar cuidado com isso.

Não sei ao certo as datas da sua viagem e nem o período que você permanecerá na região. Mas, se possível, deixe a Tailândia para o final. Em novembro, início da alta temporada, as chuvas já deverão ter diminuído, e o clima ficará mais agradável para passear.

Em relação ao Vietnã, é mais difícil se prever o clima em cada período, principalmente devido à variedade natural do país. Em Hanói e na região de Sapa, o inverno pode ser muito frio - e até nevar nas montanhas do extremo norte! E em Ho Chi Minh e na região do Delta do Mekong, por outro lado, mesmo no inverno as temperaturas ficam sempre acima dos 30 ou 35 graus!

Eu viajei em janeiro por esses países e passei um certo frio no norte do Vietnã (aproximadamente 5 graus em Hanói) - e o clima também estava bem chuvoso, uma chuva fina e fria. Mas nada que atrapalhasse muito a viagem (mas tive que comprar alguns casacos extras). Acho que em outubro ou novembro, você pegará um clima um pouco melhor no Vietnã.

De acordo com o site do Lonely Planet, o mês de outubro é o melhor para visitar o Vietnã, juntamente com abril e maio. Então, pode ser uma boa começar a sua aventura pelo Vietnã e ir avançando aos poucos em direção à Tailândia.

Camboja pode ser visitado em qualquer época do ano. O mês de outubro marca o fim do período de chuva, mas elas tendem a ser fortes e isoladas, então não devem atrapalhar muito a viagem.

Eu ainda não conheço a Turquia (pelo menos não até novembro!), mas estou muito ansioso e acho que essa deve ser uma viagem excelente. Outubro é um bom período para se visitar o país, já que o inverno não vai ter chegado e o clima ainda deve estar agradável (eu vou em novembro, quando o frio estiver começando a chegar). Entretanto, por enquanto o sudeste asiático foi a minha viagem preferida e acho que você não deveria desistir de conhecer a região por causa do clima. Vale a pena pesquisar mais um pouco e pensar em um roteiro que te permita conhecer ao máximo de cada lugar, apesar das dificuldades do clima.

Continue pesquisando e planejando. E qualquer dúvida ou pergunta, é só escrever! Abraços! Luiz.


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Dez dias na Turquia – roteiro preliminar


Eu sei que ainda faltam mais de quatro meses para o dia do embarque. Mas eu não posso evitar. Com tanta antecedência, já passo meus dias sonhando com o próximo roteiro e, sempre que me sobra um tempo, pesquisando alguma coisa sobre a Turquia e a China. Os guias Lonely Planet já não saem na minha mochila. E os engarrafamentos diários entre o Rio de janeiro e Niterói me proporcionam tempo de sobra para manter minha leitura em dia.

Por considerar a Turquia um país menos complexo do que a China (e bem menor, evidentemente), iniciei meu planejamento pelo primeiro país do meu roteiro. Como tenho apenas dez dias para conhecer esse local de tantos atrativos, tive uma certa dificuldade em escolher quais cidades e regiões visitar. Mas, no final, acho que consegui bolar um trajeto que englobasse as principais atrações. Pelo menos para uma primeira visita.

Veja abaixo o roteiro preliminar dessa primeira parte da minha viagem. É claro que muitas coisas podem mudar até o dia 31 de outubro. E eu não espero que seja diferente. Os roteiros são flexíveis e mutáveis até mesmo durante a viagem e nada é certo quando se está viajando. Mas, eu acredito que planejar uma viagem é fundamental, para evitar surpresas e permitir que um viajante aproveite o máximo de cada lugar, principalmente quando o tempo é escasso. E o máximo de conhecimento prévio é importante até para se mudar de idéia no meio da viagem!

Bom, vejam o que vocês acham e me enviem dicas e sugestões. Melhor do que um guia, só a opinião de quem já esteve lá!

Dia 01 – Chegada à Istambul às 21h35.
Dia 02 – Istambul
Dia 03 – Istambul
Dia 04 – Istambul
Dia 05 – Istambul. Às 20h10, vôo para Kayseri pela Pegasus Airlines. Chegada às 21h25. Carro nos leva até o hotel em Goreme.
Dia 06 – Goreme
Dia 07 – Goreme
Dia 08 – Goreme. À noite, ônibus noturno para Pamukkale (Denizli).
Dia 09 – Chegada pela manhã em Pamukkale. Visita a Pamukkale e segue de ônibus para Selçuk (aprox. 3 a 4 horas).
Dia 10 – Selçuk / Éfesus
Dia 11 – Selçuk. Às 18h15, vôo para Istambul pela Pegasus Airlines. Chegada às 19h15. Partida para a China.


terça-feira, 19 de junho de 2012

Perguntas e Respostas: Egito, ir ou não ir?


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Olá, Luiz! Prazer em conhecê-lo virtualmente! Preciso urgentemente de uma "luz" de alguém com mais conhecimento de viagens do que eu! Faço parte de um grupo de 18 pessoas que tem viagem marcada p/ o Egito. A princípio estava tudo acertado p/ dia 15 de julho. Hoje a operadora de turismo transferiu p/ dia 25 de julho em função dos acontecimentos políticos. O grupo está decidindo se vai ou não! Eu, particularmente estou bem apreensiva. Penso que a qualquer momento pode haver muita confusão (estou errada?). Como já está tudo pago, e, em função da troca de data pela operadora, este é o momento de, quem desistir da viagem, ter o valor 100% reembolsado! Estou numa ansiedade e não sei o que fazer. Será que pode me esclarecer um pouco mais? Agradeço imensamente sua ajuda! Abraços, Rosa.


Oi Rosa, tudo bem? Antes de qualquer outra coisa, muito obrigado pela sua visita ao Cruzando Fronteiras. Apesar da falta de tempo do dia-a-dia, eu estou sempre tentando manter o blog atualizado, com novas postagens e conteúdos úteis para os viajantes. Espero ver você sempre por aqui, hein!


E sobre a sua pergunta, realmente essa é uma época um pouco complicada para se visitar o Egito. Nesse momento estão sendo realizadas as eleições presidenciais e as conseqüências desse pleito são imprevisíveis - tanto com uma provável vitória do candidato religioso, quanto com uma surpreendente vitória do candidato apoiado pelos militares. É possível que os confrontos reapareçam após a divulgação do resultado oficial. Mas ninguém sabe o que poderá ou não acontecer. Pessoalmente, eu mesmo estava pensando em visitar o Egito esse ano (numa viagem que incluiria ainda Israel e Jordânia), mas acabei adiando os planos e vou em novembro para a Turquia e a China. Deixei o Egito para um futuro próximo.

Por outro lado, um amigo foi ao Egito em abril desse ano e ele não relatou nenhuma dificuldade ou confusão. Conseguiu aproveitar bastante a viagem, com um número bem menor de turistas do que o habitual. Mas a visita dele foi bem curta (apenas alguns dias) e ele permaneceu no Cairo, sem se aventurar pela conturbada região do Sinai, por exemplo.

Acho que, ir ou não ir é uma decisão muito pessoal de cada viajante. Depende, é claro, de quanto uma pessoa faz questão de visitar o Egito - para você, esse é um destino com o qual sempre sonhou, ou apenas uma opção dentre tantas outras? Se você alterasse a sua viagem para outro país, isso seria um desapontamento muito grande? Ou poderia ser trocado por outro destino - como o Marrocos ou a Turquia - sem maiores problemas? E depende também do apetite ao risco de cada viajante, é claro.

Outros fatores que influenciam na decisão são o roteiro da viagem e o número de dias que você passará por lá. Qual são os planos do seu grupo? Qual será o roteiro da sua visita? A presença de um guia local também ajuda, já que um local possui conhecimento de quais lugares visitar e quais evitar durante possíveis confrontos. 

Mas, no final, a decisão cabe apenas a você. Poder sair com 100% de reembolso dos valores pagos é mesmo uma boa oportunidade. A hora da decisão é essa. Considere os prós e contras e também pense na possibilidade de alterar o seu destino (será que ainda daria tempo de comprar outra passagem ou outro pacote?).

Espero ter te ajudado um pouco na sua escolha. Eu sei que esse tipo de imprevisto é bem complicado e decidir agora não é fácil. Se você tiver qualquer outra pergunta, é só me escrever. Se eu puder, será um prazer ajudar. Abraços! Luiz.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Hillman Wonders of the World: onde você já esteve?


Howard Hillman é considerado um dos maiores viajantes do planeta e, mais especificamente, um especialista em maravilhas da humanidade. Ele já visitou mais de 100 países, do Afeganistão ao Zimbábue, e escreveu mais de 25 livros de viagens, além de ter publicado diversos artigos sobre o tema em jornais como o New York Times e o Washington Post.

Desde 1968, Howard cruza o mundo em busca de lugares incríveis e atrações únicas, compilado seus destinos preferidos em uma gigante lista de maravilhas. Em 1996, decidiu expor o resultado de suas viagens e a sua lista de maravilhas em um único website, contendo mais de duas mil páginas de informações. Desde então, a sua página já recebeu mais de um milhão e trezentos mil visitantes.

Na internet, o autor publica a relação das 1.000 maiores maravilhas da humanidade (de acordo com a sua opinião, é importante salientar), premiando as 100 principais com medalhas de ouro e as demais com medalhas de prata ou bronze.

Apesar de ser uma lista pessoal, baseada na opinião do autor, esta é uma relação muito interessante, elaborada por uma pessoa com um enorme conhecimento no assunto. Liderada pelas famosas Pirâmides do Egito e seguida pela Muralha da China e o Taj Mahal, a relação conta com outros destinos menos badalados, como o Pagode Shwedagon, no Myamar, ou o Templo Menashki Amman, localizado na Índia.

Dentre os representantes brasileiros, merecem a medalha de ouro, de acordo com Howard Hillman, as Cataratas do Iguaçu, a Floresta Amazônica, o Carnaval Carioca e a vista panorâmica da cidade do Rio de Janeiro.  Receberam medalhas de bronze a Estátua do Cristo Redentor, as Praias de Copacabana e Ipanema, o Pão de Açúcar, o MAC de Niterói-RJ, Brasília, Salvador, Fernando de Noronha e o Teatro Amazonas.

Além de conter uma gigantesca quantidade de informações sobre os destinos escolhidos, a lista tem como objetivo inspirar os viajantes a conhecer os mais diversos cantos do planeta. Então, veja aqui a lista completa e envie a sua opinião! Há algum lugar faltando nessa relação? E quais dessas atrações você já teve a oportunidade de conhecer?