segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Happy Travels in 2013!


Interrompo essas pequenas férias de fim de ano para desejar a todos vocês um excelente 2013, cheio de viagens e aventuras! E prometo iniciar o próximo ano com muitos posts, relatos, fotos, dicas, e muito mais! Abraços e boas festas!



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Como conseguir o visto para o Vietnã em Bangkok


Para aqueles que não puderem ou não desejarem conseguir o visto para o Vietnã antes de sair do Brasil (e principalmente para quem for entrar no Vietnã por terra, e assim não tiver a opção de utilizar o visto on line), uma alternativa é tirar o visto em Bangkok, o principal hub dos viajantes brasileiros no sudeste asiático.

Conseguir um visto em Bangkok é bastante simples e não é tão demorado assim.  Antes de qualquer coisa, você deve se dirigir à embaixada do Vietnã em Bangkok:

Endereço: 83/1 Wireless Road, Lumpini, Pathumwan, Bangkok 10330.
Telefone: 66 (0) 2 251 5836-8
Horário de Atendimento: Segunda a Sexta das 08:00 às 11:30 e das 13:30 às 16:30.

É necessário preencher um formulário, levar duas fotos no formato de passaporte e pagar uma taxa de 1800 Bahts (aproximadamente 60 dólares). O processo de emissão do visto demora de três a quatro dias, mas se você precisar de um visto mais rapidamente (em um dia útil ou até para o mesmo dia) você pode solicitar uma entrega expressa, pagando uma taxa extra (para o visto ser emitido no dia seguinte o valor total sai a 2300 Bahts, para o mesmo dia, 2800 Baht)

Para maiores informações e outros detalhes, visite o site oficial da Embaixada do Vietnã em Bagkok.

Porém, para quem não se importar em pagar um pouco a mais, é também possível solicitar o seu visto em diversas agências de viagem espalhadas pela cidade (principalmente na região de Khao San Road, o reduto backpacker de Bangkok). Mas como a embaixada é localizada numa região de fácil acesso utilizando o eficiente transporte público local (na verdade fica bem ao lado de onde eu me hospedei quando estive na cidade), não sei se vale a pena pagar mais para alguém fazer o trabalho para você, já que tudo é muito simples e fácil de fazer por conta própria.

Lembrando sempre que, se você chegar ao Vietnã de avião, é muito mais simples e barato conseguir o visto online, conforme expliquei nesse post.

Ah, é também possível conseguir o visto para o Vietnã no Camboja – e muitas vezes pode sair mais rápido e mais barato do conseguir o visto em Bangkok. Em breve postarei mais informações sobre mais essa alternativa...


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Qual companhia aérea é a melhor? Leia a opinião de outros viajantes antes de escolher!


O excelente site Melhores Destinos (que costumo visitar com muita freqüência) publicou ontem um ranking das companhias aéreas nacionais e estrangeiras, baseando-se na opinião dos seus leitores.

É um ranking bastante útil e que deverá ser publicado mensalmente pelo site (tomara!). Ao final desse mês, o site já totalizava 351 avaliações de companhias nacionais e 448 de companhias internacionais. Dentre as brasileiras, a Azul foi a campeã, com uma avaliação média de 8,8 e 100% de recomendação. Dentre as estrangeiras, a vencedora foi a Singapore Airlines, que ficou com a impressionante nota 9,8 (em segundo e terceiro lugares ficaram a Qatar Airlines e a Emirates, empatados com a nota 9,6). No total, 32 companhias aéreas estrangeiras e cinco nacionais foram avaliadas.

Assim que tiver um tempinho, vou publicar a minha impressão das empresas aéreas que utilizei mais recentemente – KLM, South African Airlines, TAP e Turkish Airlines, além da GOL e TAM. Afinal, esse ranking é uma excelente idéia e vale a pena fazer parte dessa proposta.

Ah, para conferir o ranking, é só clicar nesse link.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Não deixe de conferir as fotos da Turquia!


Nesse fim de semana, finalmente terminei de selecionar as fotos da Turquia! No total, acabei escolhendo 110 fotos e acho que elas ficaram muito boas – mas também, com um cenário desses é difícil tirar uma foto ruim!

A visita à Turquia foi a primeira parte da minha última viagem. Em um roteiro de dez dias, a caminho da China, eu passei por Istambul, Goreme (Capadócia), Pamukkale e Selçuk (Éfeso). O roteiro completo da viagem eu compartilhei nesse post.

Eu parti do Brasil com altas expectativas em relação à Turquia. Afinal, muitos amigos já tinham visitado e país e todos tinham gostado muito. Mas, mesmo assim, eu me surpreendi bastante. Me surpreendi com o clima agradável, mesmo em novembro. Com a comida, muito saborosa – bem melhor do que a comida marroquina, por exemplo. Com a gentileza do povo local, apesar da insistência dos vendedores do Grand Bazar. E, principalmente, me surpreendi com a beleza natural e a importância história desse país, o que vocês poderão conferir nas fotos.

Após dez dias (que foram poucos), saí da Turquia com a impressão de um dia retornarei. E certamente acrescentei um novo país à minha lista de destinos preferidos.

Não deixem de acessar meu perfil do Facebook e conferir as fotos que publiquei por lá. Com o tempo, vou postar algumas das fotos aqui no blog. Mas, devido à grande quantidade de imagens, achei melhor deixar todas as fotos por lá, organizada em um álbum, e ir postando aos poucos no Cruzando Fronteiras, ilustrando posts e relatos sobre a Turquia.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Foto da Semana – Bangkok, Tailândia


O Palácio Real ou Grande Palácio é um complexo de edifícios e construções, localizado no coração de Bangkok, capital da Tailândia. O Palácio serviu de residência oficial para os Reis do Sião (e, posteriormente, da Tailândia) desde 1782. O Rei, sua corte e o governo real basearam-se neste Palácio até 1925. Apesar de o local ter se transformado em um dos principais destinos turísticos na cidade, ele ainda é utilizado para cerimônias oficiais.



A cada semana postarei uma foto de minha autoria, de alguma de minhas viagens. Além de me ajudar a relembrar antigos destinos (e me fazer sonhar com um possível retorno), vai me permitir compartilhar com vocês alguns dos lugares mais incríveis que pude visitar. Se você já conhece esse local e tem algum comentário ou dica, não deixe de escrever!



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Perguntas e Respostas: China, como levar meu dinheiro e outras dúvidas


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Oi Luiz! Estamos indo pra China dia 15 de dezembro e ainda estamos na duvida de como levar o dinheiro (vamos ficar um mês), o que você acha? Qual é o banco do cartão de débito que usou? Nós temos o Banco do Brasil e não sabemos se é possível utilizar assim... E dólar, vocês levaram? Foi fácil trocar? Quanto aos vôos internos, quanto tempo antes é bom chegar? É tranqüilo despachar bagagem? Eles cobram excesso de peso? Falam inglês? Muito obrigada! Lauren.

Olá, Lauren! Tudo bem? Em relação ao dinheiro, durante minha viagem à China, eu usei o meu cartão de débito para fazer saques diretamente da minha conta corrente no Brasil. É muito prático e simples, e na China os ATMs estão em qualquer esquina. Só não se esqueça de liberar a função "saques no exterior" do seu cartão e confirmar as taxas cobradas pelo seu banco. Se possível, leve também mais de um cartão de bancos diferentes, para se garantir contra quaisquer eventualidades.

Eu, nessa última viagem, usei os cartões do Bradesco e do Itaú. O Bradesco me cobrou R$7,90 por saque e o Itaú, R$9. O Banco do Brasil permite saques no exterior sim, mas você tem sempre que entrar em contato com o banco, antes da viagem, para liberar essa função e também conferir as tarifas cobradas. E leve mais de um cartão, se possível, para evitar qualquer imprevisto.

Eu não levei dólares nem euros para essa viagem. Mas pode ser uma boa idéia, principalmente para alguma emergência! Como eu não levei dinheiro em espécie, não posso te dizer se é fácil trocar dinheiro por lá ou não... Mas não me lembro de ter visto muitas casas de câmbio pela cidade. Acho que, a princípio, o cartão de débito vai ser mais prático. Mas o dinheiro pode ser um bom "back-up".

Eu só peguei um vôo interno na China, e cheguei ao aeroporto um pouco mais de uma hora antes do vôo. O processo de check-in e embarque foi muito simples e rápido, sem maiores complicações. Acho que vale seguir a mesma regra dos outros países e chegar uma hora antes dos vôos domésticos e duas ou três antes dos vôos internacionais.

Inglês na China nunca é uma coisa simples. Mas os funcionários da China Eastern falavam o básico, o suficiente para fazer o check-in e pedir um assento na janela!

Sobre a bagagem, eu despachei o meu mochilão (que tinha aproximadamente uns 12 quilos) e levei outra mochila menor como bagagem de mão. Eles não conferiram o peso da minha bagagem de mão, mas a passagem previa um limite de 15kg para malas despachadas e 6kg para bagagem de mão. Acho que segue o padrão normal de vôos domésticos (foi o mesmo critério dos vôos na Turquia).

Boa viagem e, qualquer coisa, é só escrever!


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

As fotos da China estão no ar!



Demorou um pouco, devido à quantidade absurda de fotos (foram quase cinco mil!), mas finalmente selecionei 130 imagens da minha viagem à China e postei no meu perfil do Facebook. As fotos da Turquia ainda estão sendo analisadas e selecionadas e espero publicá-las até o final da semana!

Para quem não acompanhou meu planejamento, foram 20 dias de viagem nesse trecho chinês do meu roteiro, começando por Pequim e seguindo para Datong, Pingyao, Xi’An, Hangzhou, Suzhou e finalizando em Xangai. O roteiro completo foi postado aqui no blog.

A viagem foi incrível, apesar do frio um pouco exagerado e as dificuldades com a língua (que eu já esperava). Foi uma viagem um pouco cansativa e difícil em alguns momentos, mas muito gratificante. Os lugares que conheci foram impressionantes e inesquecíveis, como se pode ver pelas fotos. E, afinal, são as pequenas dificuldades que transformam uma viagem em uma experiência única, né! Eu ainda espero voltar à China no futuro (breve), para conhecer o sul do país e a região do Tibet... Eu deixei na China muita coisa por fazer e por conhecer!

Então, não deixe de visitar o meu perfil no Facebook e dar uma olhada nas fotos da viagem! Ah, e ao longo da semana espero começar a postar um relato completo da viagem aqui no blog... Não deixe de acompanhar!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Voltando pra casa....


Depois de trinta dias de muitas aventuras, experiência incríveis e lugares inimagináveis, retornei nessa segunda feira ao Brasil e a minha rotina de trabalho e correria. Peço desculpas pelo sumiço e pela falta de notícias, mas não tive muito tempo de atualizar o blog ao longo do meu corrido roteiro de dez dias pela Turquia, e a fechada política chinesa para a internet me impediu de acessar o blog ao longo dos meus vinte dias por lá.

Mas, no momento, estou colocando os e-mails em dia, e respondendo (com um pouco de atraso) os diversos recados deixados aqui no blog e também no fórum Mochileiros. Assim que possível, começarei a postar os meus relatos de viagem e também as fotos dessa última aventura. Falando nisso, acho que as fotos ficaram muito boas!

Tenham mais um pouquinho de paciência, que logo, logo o Cruzando Fronteiras voltará à sua normalidade – e com carga total!

Abraços e continue nos visitando sempre!


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vai viajar em dezembro? Veja para onde ir.


Devido à proximidade das festas de fim de ano, ou talvez por alguma exigência do trabalho, muitos optam por sair de férias no final do ano. Eu mesmo, nos últimos dois anos, tive que viajar nesse período do Natal e Ano Novo, por exigências profissionais. A principal desvantagem de viajar nesse período é o preço das passagens aéreas, inflacionadas pela alta demanda. O clima também pode ser implacável nas regiões ao norte do globo. Mas, com atenção e cuidados, podemos escolher excelentes destinos para aproveitarmos bem esse período de descanso. Veja abaixo a relação dos melhores destinos de dezembro.

1 – Patagônia, Argentina

Aproveite o clima ameno do verão patagônico e vá explorar essa que é uma das mais belas regiões do mundo. Veja o outro lado de Bariloche, que no verão se transforma num centro de esportes radicais – e um destino bem diferente do encontrado nos meses nevados do inverno. E, se dispor de mais tempo, vá até o “fim do mundo” e aproveite um dos melhores momentos para conhecer a incrível Terra do Fogo.



2 – Tailândia

Uma visita fora da temporada de chuvas é a garantia de que as belas praias do país vão estar no seu melhor momento. Vá até a região de Trang, para encontrar algumas praias menos freqüentadas por turistas e um pouco mais autênticas. E não deixe, é claro, de aproveitar os encantos da capital Bangkok.





3 – Áustria

Considerado um dos melhores destinos para esquiar na Europa, Salzburg tem tudo o que um viajante deseja para aproveitar o inverno europeu. Aproveite as montanhas nevadas para esquiar, mas não deixe também de conhecer os belos castelos da região!




4 – Kerala, Índia

Com o fim das monções, Kerala vê surgir o período seco do inverno indiano, e com ele um clima mais ameno. A região revive e se transforma, oferecendo ao viajante um destino bem mais agradável. Comece sua visita à região por Kollam, um dos portos mais antigos do Mar Arábico e uma tranqüila cidade costeira.



5 – Antártica

Os meses de dezembro e janeiro são quando os ovos dos pingüins finalmente se rompem e uma nova geração de animais invade o extremo sul do planeta. É o auge do verão austral, trazendo temperaturas mais quentes (ou menos frias!) e até vinte horas de luz solar por dia! São os melhores meses para conhecer essa região – uma das últimas fronteiras (quase) inexploradas do turismo.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Ler também é viajar


Embarcando em sua primeira viagem internacional? Veja cinco passos para planejar suas férias perfeitas!


(Texto escrito por mim e publicado originalmente no site Passagens Aéreas Promo)

Viajar para o exterior pela primeira vez pode parecer assustador para muitas pessoas. E viajar por conta própria, sem o auxílio de uma agência de viagens, pode parecer uma aventura inimaginável. Mas, com o devido planejamento e um certo cuidado, essa opção se torna uma excelente maneira de se conhecer o mundo. Uma viagem com mais liberdade, mais calma e muito, muito mais econômica. Então, veja abaixo alguns passos (e muitas dicas) para você planejar a viagem dos seus sonhos – e por conta própria!

1 – A viagem começa com a escolha do destino.

Parece uma afirmação óbvia. Mas toda viagem começa no momento que você define um destino e compra a passagem aérea. Nesse momento, o que era sonho ou um simples desejo se torna realidade. Com data, lugar, prazos, etc. Então, esse é o momento mais crucial de um planejamento: para onde vou? E como chegar lá? Faça uma lista de lugares que você sempre quis conhecer. Pesquise sobre o clima nessas regiões, sobre as melhores e piores épocas do ano para o turismo em cada país, e assim vá cortando um ou outro destino e até adicionando algum que possa ter ficado de fora da sua relação inicial.

Com a lista final em mãos, comece a pesquisar os preços de passagens aéreas. Busque promoções, analise as vantagens dos programas de milhagem e pesquise muito. Geralmente, o preço da passagem aérea é a maior despesa individual de uma viagem, representando 50% ou mais do valor total das suas férias. Então, vale a pena perder um bom tempo nessa etapa do seu planejamento.

2 – Pesquise, pesquise e depois pesquise mais um pouco.

Depois de ter decidido um destino e o número de dias que você passará no país escolhido, é hora de arregaçar as mangas e começar o trabalho pesado. Comece a ler muito sobre o país a ser visitado. De preferência, compre um bom guia de viagens. Eu prefiro o Lonely Planet, que agora possui uma versão em português. Mas tente descobrir qual é o guia que mais te agrada.

Acesse também alguns fóruns de viajantes, que sempre fornecem dicas precisas para um bom planejamento. Eu sempre visito o fórum do Lonely Planet (em inglês) ou então o site Mochileiros (em português). E não deixe também de acessar o Wikitravel, a enciclopédia dos viajantes. Estar informado é o primeiro passo para montar um bom roteiro e aproveitar o seu destino ao máximo. E também ser para evitar algumas roubadas que sempre aparecem no caminho.

3 – Monte um roteiro detalhado.

Com as informações que você acumulou ao longo das suas pesquisas e leituras, tente montar um roteiro detalhado da sua viagem. Liste as principais cidades que você deseja visitar e o que você que conhecer em cada uma delas. Pense em quantos dias ficar em cada local e em qual região da cidade se hospedar. Nesse momento, é fundamental ficar atento para não ser ousado demais, tentando ver tudo de uma só vez. Afinal, ninguém quer passar as férias inteiras correndo de um lugar para outro, sem poder aproveitar cada local com a devida calma. Pense em sentir a cultura local, conviver com o povo do país visitado e não apenas visitar pontos turísticos. Corte algumas cidades, acrescente um ou dois dias nos principais destinos, e vá com calma.

Ah, e não ignore um ponto fundamental do seu roteiro: como ir de uma cidade a outra! Leve em consideração o tempo gasto nos descolamentos. Isso pode ser fundamental, dependendo das distâncias e das opções de transporte disponíveis.

4 – Um hotel não é só um lugar para dormir.

Vale a pena gastar alguns dias do seu planejamento escolhendo um bom lugar para se hospedar. Mas antes, decida qual é o seu estilo de viagem. Você pretende ficar em quartos coletivos de albergues ou em quartos privados de hotéis? Prefere grandes hotéis ou resorts de rede ou pequenas pousadas e bed & breakfasts cheios de charme e estilo? E quanto você pretende gastar por dia em acomodação?

Lembre-se que, geralmente, o custo de hospedagem representa uma boa parcela do custo diário de uma viagem. Então, se você não possui uma verba muito grande, é nesse momento que você poderá economizar um bom dinheiro. Mas, com o devido planejamento, isso não significa que você tenha que ficar hospedado em um lugar ruim, sujo, perigoso, mal localizado, etc.. Existem excelentes opções econômicas para aqueles que pesquisam e reservam com antecedência. Então, mãos à obra!

O meu site preferido para buscar dicas valiosas e bons negócios em hospedagem é o Tripadvisor, que oferece críticas e sugestões de diversos viajantes. Outro bom site para pesquisas e reservas é o Booking.

5 – E como levo o meu dinheiro?  

Esse é um assunto que gera dúvidas em muitos viajantes experientes – e em todos os viajantes iniciantes! Como fazer para levar o dinheiro em uma viagem: comprar dólares ou euros? Levar uma quantidade em moeda do país de destino? Comprar cheques de viagem ou o cartão Visa Travel Money?

Na verdade, eu já experimentei todas essas opções, e a maneira mais prática, fácil e até mesmo mais econômica é simplesmente sacar o dinheiro com o seu cartão de débito. Isso mesmo, exatamente como no Brasil! Chegando ao país de destino, a primeira coisa que se deve fazer é se dirigir a um caixa eletrônico, para sacar um montante em moeda local. E você não precisa mais me preocupar em pagar aquela corrida de taxi com dólares ou ir atrás de uma casa de câmbio no aeroporto, onde certamente não fará um bom negócio. Antes de viajar, porém, procure a sua agência ou entre no site do banco e libere a função “saques no exterior” no seu cartão de débito. Atenção: é no débito mesmo, não é no cartão de crédito! Se você efetuar saques no crédito, terá que pagar aqueles juros exorbitantes. No débito, não há essa cobrança!

Os cartões pré-pagos, como o Visa Travel Money, são outra possível opção. Eles são seguros, práticos e permitem a compra na função débito, sem o pagamento de taxas. Para os saques, entretanto, há cobrança de uma taxa de U$ 2,50 a cada operação.

Levar dólares ou euros em espécie é a opção mais comum dos viajantes. Entretanto, temos que considerar alguns aspectos, sendo o principal deles o risco de viajar com um montante elevado escondido junto ao corpo. Em alguns países, isso pode ser crítico! Além disso, a taxa de câmbio praticada na compra do papel moeda é a mais prejudicial ao turista, tornando esta uma opção desvantajosa do ponto de vista financeiro. Ah, e ter que localizar casas de câmbio, comparando as taxas utilizadas não é nada prático!

Ah, e comprar a moeda do país de destino no Brasil é um péssimo negócio! Dependendo do país a ser visitado é bastante difícil localizar alguma agência de câmbio que disponibilize a moeda desejada. E, mesmo encontrando uma, a taxa de câmbio utilizada provavelmente será muito desvantajosa! Se quiser levar dinheiro em espécie, prefira levar dólares ou euros, mesmo tendo que efetuar o câmbio duas vezes.

Levando-se em conta as vantagens e desvantagens de cada operação e tentando minimizar o risco de alguma coisa sair errada, a melhor opção é diversificar. Normalmente, levo um montante em dinheiro vivo, para emergências. Algo como U$300 a U$500, dependendo do destino e por quanto tempo você viajará. Utilizo os saques internacionais como método principal para obter moeda local, mas levo sempre dois cartões de crédito de reserva para eventuais emergências ou compras maiores.



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Perguntas e Respostas: Planejando uma viagem ao Marrocos


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Estou pensando seriamente em ir para o Marrocos em dezembro, mas tenho umas dúvidas. Já li que rola uma integração eficiente entre as principais cidades do Norte do Marrocos por trem. É verdade mesmo? Casablanca, Meknes, Marrakesh, Fès, Rabat, Ouarzazate e camelo no deserto estariam incluídos no meu roteiro, a princípio. Pretendo ficar 10 dias no Marrocos e finalizar com 05 dias em Barcelona. Quantos dias por cidade marroquina você acharia razoável? O transporte entre elas é tranqüilo? Lá existem pacotes turísticos acessíveis que façam os traslados entre essas cidades (já pesquisei por alto e vi que tem, mas são caros, na casa de mil dólares)? Como você se virou lá? Obrigado desde já pela consultoria! Marcelo.

Fala Marcelo, tudo bem? As cidades de Casablanca, Meknes, Marrakesh, Fez e Rabat são interligadas por trens, além de possuírem muitas opções de ônibus intermunicipais (para maiores informações visite os sites da Supratours e da CTM, as companhias de trem e ônibus do Marrocos). Então, acho que o transporte não será problema para esses destinos. Ouarzazate e o deserto, por outro lado, são um pouco mais difíceis de chegar, mas nada tão complicado.  De qualquer forma, o que mais me preocupa nos seus planos não é a questão do transporte, afinal é possível usar os ônibus locais nessas duas cidades ou até menos alugar um carro, que foi o que eu fiz.

Eu penso que dez dias talvez seja muito pouco para se conhecer tantas cidades. Afinal, só Marrakesh poderia tomar uns três dias do seu roteiro, e Fez pelo menos outros dois. Meknes é outra cidade bem legal, e que merece um dia de visita. Para evitar muitos deslocamentos, com malas, mudanças de hotéis, etc., você pode conhecer Meknes a partir de Fez, em um day-trip. Caso opte por essa alternativa, reserve três dias para Fez (sendo um deles gasto em Meknes). Outro day-trip bem legal a partir de Fez é uma visita às ruínas de Vollubilis, a maior e mais bem preservada cidade romana fora da Europa (e aí seria mais um dia...).

Casablanca e Rabat não são cidades com muitos atrativos turísticos, e talvez seja melhor tirá-las do seu roteiro, já que você não tem muito tempo à disposição. Caso o sue vôo chegue ou parte por Casablanca, você pode aproveitar e visitar a Mesquita de Casablanca, que é grandiosa e bonita. Mas meio dia na cidade é o suficiente para você visitar a Mesquita e seguir em frente.

Ouarzazate é uma cidade bem interessante e peculiar, e merece uma visita, principalmente para se conhecer Ait-Benhaddou, um patrimônio da humanidade incrível. Eu cheguei por lá vindo de carro a partir de Marrakesh, em uma viagem de aproximadamente cinco horas. Mas também é possível fazer esse percurso de ônibus (veja horários e preços no site da CTM).

Você pode conhecer o deserto marroquino em Merzouga (acessível em um ônibus noturno a partir de Fez ou então em uma longa viagem de ônibus desde Marrakesh, veja o site da Supratours) ou então em Zagora (ops, eu tinha me confundido e escrito Erfoud!), que fica mais próximo de Ouarzazate. A partir de Ouarzazate, você pode contratar tours que partem para o deserto e passam uma ou mais noites nas dunas. Eu optei por conhecer o nordeste em Merzouga, mas como estava de carro, parti de Marrakesh, fui até Ouarzazate e depois segui visitando a região de Dades Gorge, Todra Gorge até chegar a Merzouga. Mas minha viagem durou 17 dias no total.

Como você não deverá alugar um carro, você então pode optar por partir de Fez até Merzouga em um ônibus noturno e depois retornar à Fez para continuar a viagem. Ou então ir até Ouarzazate de ônibus a partir de Marrakesh e visitar o deserto por lá, em um tour. Tirando essa segunda opção, não acredito que haja necessidade de você contratar um tour durante o seu passeio pelo Marrocos. Todos os outros trechos podem ser feitos por conta própria, inclusive a ida até Merzouga e o passeio ao deserto por lá.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Os dez melhores destinos para 2013, pelo Lonely Planet


Os consagrados viajantes do Lonely Planet, autores de alguns dos mais vendidos guias de viagem do mundo, acabaram de publicar a relação dos melhores destinos e principais apostas para o ano de 2013. A relação traz algumas surpresas, como Madagascar, as Ilhas Salomão e o Sri Lanka. E também algumas opções consagradas (principalmente para nós, brasileiros), como a Turquia e o Equador. Veja abaixo a relação completa dos países selecionados. E não deixe de nos mandar a sua opinião!

1 – Sri Lanka

O Sri Lanka foi afetado tragicamente pelo tsunami de 2004, e ainda sofre as conseqüências de uma guerra civil que durou de 1983 até 2009 e manteve muitas áreas do país inacessíveis até para os mais intrépidos viajantes. Mas agora as coisas melhoraram, e a indústria do turismo começa a florescer. Aproveite que os preços ainda estão baixos e que o número de viajantes ainda é pequeno e vá conhecer esse país antes que as hordas de turistas o invadam!

2 – Montenegro

A natureza foi generosa e criativa com esse pequeno país, produzindo paisagens icônicas, como a Baía de Kotor e as lindas praias da região. Mas não se esqueça de levar, além da roupa de banho, um bom par de botas de trekking, já que o interior do país rivaliza com o seu lindo litoral, e é ideal para trilhas, tanto a pé quanto de bicicleta. Só tente evitar os meses de julho e agosto, quando o país é invadido por turistas europeus em suas férias de verão.

3 – Coréia do Sul

Sem muito estardalhaço, a Coréia do Sul vem se firmando como um excelente destino para atividades ao ar livre, desde o tradicional golfe, até a pesca esportiva e as caminhadas. Apesar se ser um país ainda relativamente desconhecido dos turistas ocidentais, a Coréia do Sul vem se despontando rapidamente, e quem sabe 2013 será o ano em que irá surgir com força no cenário internacional?


4 – Equador

A rede ferroviária do Equador está sendo radicalmente remodelada, e deve reabrir em 2013 com novas linhas conectando a cosmopolita Quito com a cidade litorânea de Guayaquil. Os trilhos devem conectar também o famoso vulcão de Cotopaxi (localizado a 5.900 metros de altitude) e o Nariz del Diablo, no que deverá ser a linha férrea mais íngreme e assustadora do mundo ocidental! 



5 – Eslováquia

Duas décadas após o fim da antiga Tchecoslováquia, a pequena República Eslovaca se transformou numa das economias que mais crescem na Europa, principalmente após a sua entrada na União Européia. Atualmente, o país luta para se tornar um destino turístico mais conhecido, e ir além das tradicionais pistas de esqui baratas. 2013 pode ser o ano em que o país romperá as antigas barreiras e se tornará um destino europeu completo e badalado.

6 – Ilhas Salomão

Esqueça a imagem que você tem dos destinos no Pacífico. Esqueça os grandes e luxuosos resorts. Viajar para as Ilhas Salomão é como voltar no tempo. No lugar dos enormes complexos turísticos, pense em hotéis ecológicos ou hospedagem nos pequenos vilarejos locais. E, é claro, nos melhores locais do mundo para a prática do mergulho. No passado, o turismo no país foi prejudicado pela ausência de vôos comerciais, pela dificuldade no transporte interno e até pela guerra civil. Mas atualmente as coisas estão bem melhores, não há previsão de novos conflitos, e até os mosquitos parecem menos perigosos!

7 – Islândia

Pergunte a qualquer turista que tenha visitado a Islândia e verá que todos desenvolvem um amor incondicional por essa pequena ilha, seja pelo belo cenário, pelos pratos deliciosos ou pelo povo hospitaleiro. A atual crise financeira – que desvalorizou a moeda local em 75% – também ajudou a tornar o turismo no país bem mais barato. Mas existe a expectativa que a moeda volte a se valorizar ao longo do próximo ano. Então, vá antes de seja tarde – e caro – demais!

8 – Turquia

A Turquia vem rapidamente crescendo no cenário turístico internacional. Hordas de turistas lotam o país ao longo do ano, em especial durante o verão europeu. Mas as empresas aéreas de baixo custo e a excelente rede de transporte rodoviário permitem escapar dos locais mais visitados e desbravar territórios onde um turista ainda é uma visão rara. Então, aproveite a fuja do caminho mais trilhado e descubra uma nova e fascinante Turquia!



9 – República Dominicana

No primeiro trimestre de 2012, a Republica Dominicana viu o número de turistas no país crescer 8,4%. Com uma maior oferta de vôos internacionais e um grande número de cruzeiros aportando na ilha, cada vez mais viajantes optam por aproveitar essa terra de praia e sol que não deixa nada a dever a qualquer outro destino caribenho.



10 – Madagascar

Após anos de instabilidade política e econômica, que impediu o desenvolvimento do turismo local, Madagascar parece estar, finalmente, retomando o rumo do crescimento. Esse é o momento certo para visitar o país, antes que os agentes de viagem voltem a prestar atenção a essa ilha africana. Mas prepare-se para uma visão de outro mundo: a fauna e a flora locais não podem ser comparadas àquelas encontradas em nenhum outro lugar no planeta.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Relato de Viagem: Uma aventura boreal, por Pierre Gontijo*


Esta foi mais do que uma viagem. Foi de forma inequívoca, uma aventura. Digo isso por que foram diversos vôos, escalas, passeios, comidas exóticas... Tudo em busca dela: a Aurora Boreal. A Aurora não é meramente um fenômeno óptico composto de brilhos observáveis nos céus noturnos nas regiões polares, decorrentes do impacto de partículas de vento solar e a poeira espacial encontrada na via láctea com a alta atmosfera da Terra, canalizadas pelo campo magnético terrestre. Não mesmo. É um desfile de luzes (onde prepondera o verde). Digo desfile, pois ela fica, literalmente, dançando no céu.

A viagem é longa... Em termos de distância, é a quase que ir do Rio de Janeiro para Nova Zelândia. Mas vale muito a pena. Primeiro, um vôo de onze horas até Paris, depois mais três horas até Oslo. Por fim mais duas horas até o extremo norte da Escandinávia. Tromsø, o destino final, é a maior cidade da Lapônia e do norte da Escandinávia. Muitas pessoas acham que a Lapônia é apenas o norte da Finlândia, mas, na verdade, compreende todas as regiões ao norte do circulo polar da Noruega, Finlândia e Suécia.

Tromsø está a 400 km ao norte do círculo polar ártico, a 69 graus de latitude, o que equivale geograficamente ao extremo norte do Alaska, norte da Sibéria, da Finlândia e acima do extremo da Suécia. É uma cidade pequena, mas cosmopolita e estruturada. Possui 70 mil habitantes, sendo que dez mil deles são estudantes de uma grande universidade. Sendo assim, suas ruas são repletas de jovens, pubs, bares, shoppings, museus e tudo que existe em uma grande cidade.

Tromsø é uma cidade litorânea, e por este motivo não possui frio extremo, mesmo estando tão ao norte no globo como as regiões equivalentes do Alaska, Finlândia e Sibéria. A corrente de água quente proveniente do golfo do México banha o litoral da Noruega, “esquentando” a terra e deixando o clima mais ameno. Basta pegarmos uma estrada para o interior, em direção à Finlândia, que a temperatura despenca depois de algumas dezenas de quilômetros.

O litoral da Noruega é montanhoso, todo recortado por montanhas e fiordes (braços do mar que percorrem o interior da terra) fazendo com que o país tenha uma das mais belas paisagens do mundo. A cidade de Tromsø é uma grande ilha no meio de um fiorde, possuindo duas pontes que a ligam ao continente.

Ficamos seis dias em Tromsø. Durante o dia, nada de muito interessante para se fazer. A grande expectativa era para a chegada da noite. Saíamos em pequenas viagens em busca da aurora boreal. Dependendo da meteorologia de cada dia, buscávamos o melhor destino pré-estabelecido para nossa caçada. O fundamental é fugir da cobertura de nuvens e luzes artificiais que atrapalham a visão.
  
Além do céu aberto, para ver a aurora precisamos também de uma boa radiação magnética. A cada dia, a radiação varia, podendo estar muito forte ou fraca, oscilando em uma escala que vai de 1 a 10. Tivemos sorte de o mês de setembro ter sido de equinócio, para muitos a melhor época para se ver a aurora. Além disso, estávamos em ano do pico do ciclo solar, o que indica uma grande possibilidade de desfrutarmos das luzes do norte.

Das seis noites que passamos por lá, pudemos ver a aurora em três. A primeira vez foi à beira de um lago, com o grupo todo extremamente ansioso para vê-la. Também nos fazia companhia uma garrafa de Absolut Grapevine para nos proteger do frio. Quando ela surgiu, foi uma beleza, pois o céu estava estrelado, um pouco nublado, mas junto com o ar frio, formou um cenário bastante exótico.

Entretanto, o ponto alto da viagem foi um passeio até uma cidadela finlandesa chamada Kilpisjärvi. Uma road trip maravilhosa de cerca de duzentos quilômetros. Neste passeio de um dia inteiro, pudemos percorrer a mais bela cadeia de montanha da Noruega, as montanhas Lyngen, entre fiordes. Por fim, subimos o planalto da Finlândia. Vegetação, construções, lagos. Na fronteira entre a Noruega e a Finlândia, algumas renas atravessaram a estrada e posaram para fotos. Outras foram parte de nossa refeição!

Quando caiu a noite, testemunhamos a mais bela de todas as auroras. Você senta, espera anoitecer, e o céu começa a ganhar outras cores. À medida que a noite avança, as cores ficam mais intensas e começam a passear pelo céu. Como a radiação estava forte (atingindo o nível nove), fomos agraciados com um céu verde, lilás, roxo e outros tons amarelados. De tanto tirar fotos, as baterias das máquinas fotográficas esgotaram-se. Foi quando aconteceu o maior momento de toda a viagem. Na mesma fronteira onde renas pastavam, agora havia a aurora boreal. Só que muito mais forte, e ao som de Mozart. Um momento indescritível. Não só pela beleza, mas por todo um conjunto: frio (cerca de oito graus negativos), o céu em cores e a música clássica.

Depois, fomos para a Ilha de Svalbard, onde passamos três noites: o destino mais ao norte do Planeta Terra. Não podemos dizer que Svalbard seja propriamente parte da Noruega, sendo na verdade uma terra de ninguém administrada pela Noruega, assim como a Groelândia é administrada pela Dinamarca. Quarenta países assinaram um tratado para explorar a ilha, mas a lei local fica a cargo da Noruega. Na época do carvão, existiram diversas cidadelas na região. Hoje, são apenas três povoados habitados. Longyearbyen, Barentzburg (uma colônia totalmente russa e sem acesso por terra) e o isolado vilarejo de Ny Alesund, este habitado por pouco mais de trinta cientistas.

Fizemos um passeio de barco, interessantíssimo, pelo oceano (o que só possível em setembro por causa do gelo), até uma antiga vila russa, Pyramiden, totalmente desabitada e abandonada, como uma cidade fantasma. Lá foi possível observar casas e objetos que, até hoje, se encontram do jeito foram deixados. Vimos muitas geleiras. A maior delas, Olav Lund é do tamanho do estado da Paraíba. A água refletia no gelo, surgindo um azul lindíssimo. Experimentamos churrasco de carne de baleia, comida típica local, no deck do barco. Lembra bife de fígado com maresia...
  
A geografia de Svalbard surpreende a todos. No mês de setembro, sem neve, pode-se ver a vegetação típica da região, a tundra, que se caracteriza pela ausência de arvores e pelo fato de que o solo permanecer sempre congelado. Escalamos uma rocha de 500m, o Monte Sarcofagum. Lá no alto, começou a nevar. De lá, voltamos para Oslo, onde pernoitamos (cidade bonita, mas sem grandes atrativos turísticos). Voltamos para Paris (onde passamos tarde/noite e fizemos uma caminhada pelos principais pontos turísticos) e de lá retornamos para o Rio de Janeiro.

Algumas dicas e considerações para quem se interessar em fazer essa viagem:

  • Noruega é cara e Oslo é hoje a cidade mais cara do Mundo. Logo, não é uma viagem de compras, exceto nos free-shops. Curiosamente, o de Oslo é mais barato que o de Paris, e é muito bom; 
  • Durante a viagem, eu utilizei o Visa Travel Money. Gostei muito e recomendo; 
  • Apesar de a Noruega ser muito cara, as roupas de frio têm preços bons. Deixe para comprar lá; e, 
  • Encontramos um grupo de brasileiros que ficou cinco dias lá e não conseguiu ver Aurora Boreal. Existem guias que têm certificação de “Nothern Lights Chaser”. Viajei com um deles, o Daniel Japor, que tem uma agência especializada neste tipo de viagem, chamada Geotrip

* Pierre Gontijo é um viajante e colunista convidado do Cruzando Fronteiras

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Phnom Penh, Camboja: vale a pena conhecer?


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Oi Luiz, estou preparando meu roteiro Vietnã/Camboja/Tailândia. Vi um comentário seu em um post falando sobre Phnom Penh. Não tinha me interessado por lá, mas você disse que é bem legal. Poderia me passar umas dicas sobre a cidade? Obrigada. Eliza.

Olá, Eliza! Tudo bem? Phnom Penh é a capital do Camboja e a maior cidade do país. Durante muito tempo, a cidade foi ignorada pelos turistas e viajantes, que preferiam ir direto para Siem Reap e as ruínas de Angkor, sem ao menos dar uma passada na capital do país. E mesmo a turística cidade de Siem Reap ficou esquecida durante os longos anos de terror do Khmer Vermelho. Mas, com o renascimento do turismo no país, as pessoas passaram a dar uma chance à capital Cambojana.

Acredito que as principais atrações da cidade estão relacionadas a esse tenebroso período sob o domínio do Khmer Vermelho. Uma visita à antiga prisão S-21, local onde 14.000 pessoas foram torturadas e mortas, e que agora foi transformada em um museu, é imperdível. O Tuol Sleng Genocide Museum e um museu simples, mas chocante. Um senhor, um dos pouquíssimos prisioneiros que foram poupados da morte, permanece no pátio da antiga cadeia, vendendo um pequeno livro que relata as suas experiências e tirando fotos, por alguns dólares. Além dele, apenas outras sete pessoas que foram encarceradas nesse local conseguiram sobreviver.

Ainda mais marcante que uma visita ao Museu do Genocídio é conhecer os campos de extermínio do antigo regime. The Killing Fields of Choeung Ek estão localizados à 17km do centro da cidade, e você pode contratar um tuk-tuk para chegar até lá, combinando as duas atrações em um só dia. Mas vá preparado: não é uma visita “leve”. Andando por caminhos de terra onde os corpos foram enterrados em covas coletivas, ainda é comum pisar em fragmentos de ossos e dentes humanos, assim como trapos de roupas e outros itens pessoais. Uma espécie de torre de vidro com alguns bons metros de altura, preenchida com os crânios das vítimas completam um cenário macabro e perturbador. É uma visita obrigatória, mas pesada e emocionante. Mas é fundamental conhecer esse período negro da historia.

Além das atrações descritas acima, algumas outras também merecem destaque, sendo a principal delas o Palácio Real, um complexo de construções históricas marcantes, incluindo templos e pagodas que valem a visita. O Museu Nacional do Camboja também é bem legal e vale a pena visitá-lo, principalmente se você tem interesse na cultura Khmer.

Quando visitei Phnom Penh, eu fiquei hospedado em um boutique hotel chamado The Willow. O lugar era bem legal, confortável, mas um pouco caro pelo que ele oferecia. Eu fiz uma crítica desse local para o Trip Advisor. Se você estiver interessada, é só clicar nesse link.

Eu acho que uma visita de dois dias seria o ideal para conhecer essa cidade, sendo um dia dedicado ao Campo de Extermínio e ao Museu do Genocídio, e o outro dia para visitar o Palácio Real e o Museu Nacional, além de outras atrações de menor importância espalhadas pela cidade. Mas, se o seu roteiro for um pouco corrido, tente ao menos ficar um dia inteiro em Phnom Penh. Acho que vai valer a pena! Mas, vá preparada para enfrentar as atrações emocionalmente pesadas...


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Vai viajar? Não deixe de levar a sua farmácia de viagem!


Ao partir em uma viagem, é fundamental levar na bagagem um kit de medicamentos, com aqueles remédios que podemos precisar enquanto estamos longe. Pode ser um simples resfriado, uma dor de barriga (tão comum nos viajantes) ou mesmo alguma coisa um pouco mais séria. Mas esses imprevistos podem se tornar um pouco menos complicados se estivermos munidos daquele comprimido salvador!

Em uma farmácia de viagem, não podem estar ausentes alguns remédios, como analgésicos, antialérgicos e antibióticos. Outros itens são também indispensáveis, como um termômetro, band-aids, repelentes e o fundamental protetor solar (mesmo que você não vá para um destino de praia).

Mas é claro que não estamos incentivando a automedicação nem a compra de remédios sem receita médica. Antes de viajar, consulte o seu clínico-geral ou uma clínica especializada em medicina de viagem. Eles vão sempre lhe orientar melhor sobre quais remédios levar, quando tomá-los e a dose recomendada. Mas, mesmo assim, é sempre bom levar alguns remédios na sua mochila, para evitar ter que comprá-los em locais onde isso pode ser uma tarefa bastante complicada e cara.

Para evitar quaisquer transtornos, tente levar os remédios nas suas embalagens originais, acompanhados da bula (apesar das caixas ocuparem mais espaço na bagagem). E leve também uma cópia das receitas médicas, contendo a prescrição das drogas. Assim, em caso de questionamento por alguma autoridade, você poderá explicar melhor a origem e a finalidade da sua farmácia particular.

Caso você tome algum medicamento regularmente, não se esqueça de levar esses remédios na bagagem e também uma prescrição extra (guardada separadamente), caso você tenha que comprar mais ao longo da viagem, devido à perda ou extravio das caixas que você trouxer na bagagem. E se você usar óculos, leve sempre um par extra: você não vai querer ficar sem enxergar direito em caso de perda ou um acidente qualquer.

Abaixo, listo os medicamente que fazem parte da minha farmácia particular, que me acompanha em todas as viagens. Alguns desses medicamentos podem ser comprados diretamente na farmácia, sem necessidade de receita médica. Em outros casos, você precisará consultar um médico antes de comprar. Mas, de qualquer forma, é sempre bom procurar um médico que te oriente sobre quando e como usá-los. O ideal é ter o telefone de um médico para quem você possa ligar e com quem conversar durante a sua viagem, no caso de alguma doença ou mal-estar (a não ser que você seja privilegiado como eu, e viaje com uma médica só para você!). Veja a relação a seguir:

- Dipirona, Tylenol, Aspirina ou outro analgésico;
- Ibuprofeno (anti-inflamatório);
- Buscopan (dores abdominais);
- Otosporin (dor de ouvido);
- Gingilone (aftas);
- Cetirizine e Loratadina (antialérgicos);
- Dramim e Plasil (enjoos);
- Azitromicina (antibiótico);
- Diprosalic (corticoide tópico);
- Imosec / Floratil (diarreia);
- Fluconazol / Cetaconazol (antifúngico);
- Anti-ácido;
- Descongestionante nasal;
- Anti-gripal;
- Anti-concepcional (caso se aplique, evidentemente) ou preservativos;
- Termômetro;
- Band-aids;
- Filtro solar;
- Repelente.

É claro que essa é uma lista particular, e inclui remédios que eu uso regularmente ou eventualmente, e que pode (e deve) ser atualizada de acordo com as suas necessidades. Mas o importante é se prevenir e montar uma farmácia para você, de acordo com as suas necessidades – e o seu histórico médico. Não esqueça: procure seu médico antes de viajar e não viaje sem seguro!


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Foto da Semana – Rio Kali Gandaki, Nepal


Cientistas e montanhistas caminham por uma trilha sobre o Rio Kali Gandaki, no Nepal. Um pouco acima, algumas das milhares de cavernas da região. Escavadas séculos atrás, muitas delas permanecem inexploradas até os dias de hoje.



Para mais fotos como essa, acesse o site da National Geographic.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Perguntas e Respostas: Gasto médio, por dia, no Sudeste Asiático


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Oi Luiz, tudo bem? Cara, li seu relato do sudeste asiático e fiquei encantado.  Vez ou outra abro seu blog e vejo - babando! - os seus posts também sobre a região, África, etc.. Gostaria muito de te fazer umas perguntas. Ouvi dizer que no sudeste asiático o gasto médio diário pra um mochileiro é de 30 a 40 dólares. É isso mesmo ou tão exagerando? Estou achando muito barato... Creio que o maior empecilho é a passagem aérea. Não achei com menos de quatro mil reais, ida e volta. Qual a melhor época pra ir lá, em razão dos preços? Mês de Janeiro, Julho ou Outubro compensa ir? Te agradeço a atenção! Verner.

Oi Verner, tudo bem? Eu acho que o gasto médio diário de uma viagem depende muito do estilo de cada viajante. Eu, por exemplo, não me considero um viajante econômico - acho que sou mais um viajante de gastos médios. Eu costumo me hospedar em quartos duplos de albergues, guesthouses ou pequenos hotéis. E também gosto muito de jantar em restaurantes - pelo menos de vez em quando - e costumo também pegar um ou outro vôo ao longo dos meus roteiros. Enquanto isso, existem outros viajantes que ficam sempre em dormitórios, comem sempre na rua ou preparam a sua própria comida, e quase nunca pegam um vôo inteiro durante as suas viagens. Então, em um só país ou região, o orçamento de uma viagem por variar muito, dependendo de quem está viajando!

Durante a minha última viagem ao sudeste asiático, eu gastei em média, 70 dólares por dia, por pessoa. Isso incluindo todos os gastos - até mesmo os três vôos que peguei ao longo do roteiro (um deles um trecho muito caro entre Siem Reap e Bangkok). Mas durante a viagem, eu não economizei quase nada, e pude aproveitar ao máximo os passeios, restaurantes, etc. 

Eu acho sim que é possível alguém gastar de 30 a 40 dólares por dia, dependendo de estilo de viagem. Em algumas cidades eu fiquei hospedado em ótimos guesthouses por cerca de 40 ou 50 dólares por casal. E conheci outros viajantes que estavam hospedados em alguns albergues bem simples por menos de cinco dólares por dia. E as comidas de rua são muito, muito baratas – uma boa forma de economizar! Então, é um orçamento possível, só é necessário um bom planejamento - e uma boa dose de autoconhecimento, para reconhecer qual é o seu estilo de viagem, e planejar de acordo com isso.

Em relação à melhor época para conhecer a região, eu acho que o mês de Janeiro é o melhor período, em relação ao clima. Mas como é alta temporada, os preços podem estar um pouco mais altos - principalmente em relação às passagens aéreas e hotéis.

Mas o preço médio de um vôo até essa região está em torno disso tudo mesmo. Eu, quando viajei, paguei três mil e quinhentos reais, pela KLM. Mas na época a taxa de câmbio era outra, e os preços aumentaram um pouco desde então. Mas vale sempre ficar de olho em eventuais promoções. Eles não são assim tão comuns para essa região, mas vai que pinta alguma coisa? Abraços e boas viagens!