domingo, 27 de novembro de 2011

Viajar é fazer escolhas


Dentre as muitas características que fazem do ato de viajar uma experiência única e inigualável, a principal é a constante necessidade de escolher, de optar. Desde a fase inicial do planejamento até o último dia de roteiro, o viajante precisa sempre confrontar opções, refletir e tomar decisões. E ainda mais complicado do que decidir o que fazer, é decidir o que não fazer, o que deixar para depois, adiar para uma próxima oportunidade.

A escolha do destino já é bastante complexa. É a primeira e mais fundamental decisão de todo viajante – e aquela que pode mudar completamente as suas férias. São tantos países, tantas cidades e atrações. Como decidir? Analisar seus interesses e prioridades já é um bom começo. Fatores como o clima e a época do ano já podem eliminar alguns candidatos. A distância, o custo, as alternativas de transporte e o número de dias disponíveis para viajar são outros aspectos que ajudam na decisão. Mas sempre fica aquele gosto amargo, aquela dúvida: será que não era melhor ter ido para outro lugar? E se outra oportunidade não surgir?

E mesmo após escolhido o seu destino, é só o primeiro passo. Primeiro passo de um longo caminho. Com tão poucos dias (os dias nunca são suficientes), quais lugares devo conhecer? Como cortar uma cidade? Provavelmente nunca voltarei nesse país – ou pelo menos não tão cedo! Essa pode ser a mais difícil escolha do viajante. Esse ano eu tenho vinte e sete dias para conhecer três países tão vastos e complexos como a Tailândia, o Vietnã e o Camboja. É muito pouco tempo, e tive que cortar muitos destinos que desejava conhecer. Entre as ilhas tailandesas e as montanhas do norte vietnamita, fiquei com a segunda (ah, tremo só de pensar no que estou perdendo!). Entre a cidade de Chiang Mai, com suas tribos exóticas e elefantes domesticados, e os museus de Phon Penh, decidi pela importância histórica do período negro do Kmer Vermelho. Mas as dúvidas ainda persistem. E certamente não foram decisões fáceis e nem mesmo permanentes!

E mesmo depois de decididos o destino e o roteiro, ainda restam dúvidas. Com poucos dias em cada cidade, o que fazer com o pouco tempo disponível? Visitar este museu ou aquele parque? Entre duas atrações, qual escolher? Realmente, não são poucas as opções. Imagine ter que optar sobre como preencher dois ou três dias em Paris, com tantas alternativas! Isso sem falar com a escolha da companhia para sua viagem. Viaje com a pessoa errada e isso pode por tudo a perder!

Mas, tantas decisões não são motivo de desespero. Vá para um lugar ou para outro. Visite esta ou aquela atração. Vá sozinho ou bem (ou mal) acompanhado. Cada viagem é única e as suas opções só colaboram para isso. Mesmo repetindo o destino, visitando a mesma cidade, cada viagem será inigualável. Dentre tantas escolhas, nunca repetimos os mesmos passos.  


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Perguntas e Respostas: Dirigindo de Durban ao Kruger – passando pela Suazilândia


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Olá Luiz! Parabéns pelo seu blog de viagens! É realmente ótimo! Estou indo agora em janeiro para a Africa do Sul e vou ficar em Hazyview me hospedando num Lodge bem próximo ao Kruger Park e gostaria de algumas dicas de passeios alem dos mais "turísticos", que já vou fazer. Vi em um dos seus relatos que você dirigiu pela costa da região de Zululândia, entre Kruger e Durban, passando pela Suazilândia, me interessei bastante por isso e queria te pedir que você me contasse os detalhes, pois pretendo fazer a mesma coisa. Agradeceria se pudesse me contar todos os detalhes. Muito obrigada!

Oi Marília, tudo bem? Obrigado pela visita ao Cruzando Fronteiras! Espero ver você sempre por aqui, hein! Eu tento sempre postar alguma coisa nova, e em breve irei postar os detalhes da minha próxima viagem à Tailândia, Vietnã e Camboja. Não deixe de visitar!

Sobre a África do Sul, eu aluguei um carro na cidade de Durban e fui dirigindo até o Kruger. Permaneci no parque por cinco noites e depois fui dirigindo até Joanesburgo (parando no caminho na cidade de Graskop). Para o aluguel, eu utilizei uma empresa chamada Tempest Car Hire (www.tempestcarhire.co.za). Eu aluguei um carro simples, 1.0 da Hyundai, e foi tudo muito fácil. No início, tive um pouco de dificuldades com a direção no lado “oposto”, mas depois de uns dias, acabei me adaptando. As estradas em geral são muito boas e bem sinalizadas, então não tive dificuldades nesse aspecto.

O trecho entre Durban e o Kruger foi muito legal! Eu saí de Durban bem cedo pela manhã, logo após pegar o carro na locadora, e dirigi a primeira etapa até a cidade de Santa Lúcia. Essa é uma pequena cidade, bem próxima ao iSimangaliso Wetland Park (antigamente chamado Sta. Lucia Wetland Park). De Santa Lucia também é possível visitar o parque Infulozi-Hluhluwe, que é bem semelhante ao Kruger – tanto na vida selvagem quanto na infra-estrutura. 

Após ficar uns quatro dias em Santa Lucia, aproveitando os parques e a bela cidade (incluindo a visita a uma “tribo” zulu, que foi bem interessante), segui dirigindo rumo ao norte, passando pela Suazilândia, que é um país bem pequeno, que pode ser percorrido em um só dia. Mas, para aproveitar um pouco mais, resolvi dormir um dia ao longo do caminho.

No dia seguinte, parti de Suazilândia em direção ao Kruger, chegando ao parque no meio do dia. No geral, foi um trecho muito legal e fácil de percorrer. Se tiver tempo, acho que é uma experiência marcante – tanto pela natureza e pela fauna, quanto pelo aspecto cultural da região Zulu.

Bom, espero ter ajudado um pouco. Qualquer outra dúvida, não hesite em escrever.


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Vistos para a Tailândia e Camboja: são necessários? Como proceder?


Complementando o post anterior, aqueles que planejam visitar a Tailândia não precisarão se preocupar com vistos de entrada. No próprio aeroporto internacional de Bangkok (Suvarnabhumi), o viajante irá receber um carimbo no passaporte com validade prévia de três meses, o visto na verdade é a declaração de bens e itens que o turista recebe no avião, esse papel vai ficar grampeado no passaporte até sua partida da Tailândia. O serviço é gratuito para brasileiros e portugueses e não há necessidade de foto.

Vistos para o Camboja

Por outro lado, aqueles que irão visitar o Camboja terão, obrigatoriamente, que obter um visto de entrada no país. A boa notícia é que esse visto pode ser conseguido na fronteira, sem a necessidade de arranjos prévios. O preço oficial do visto é de US$ 20, mas é comum os agentes exigirem uma quantia maior (US$ 30 ou mais!) nos postos de fronteira terrestres. Esse é um velho golpe, aplicado com muita freqüência. Então, fique atento!

Se você desejar, entretanto, pode obter o visto antecipadamente em qualquer embaixada ou consulado do Camboja no exterior. Nesses casos, o visto custa US$ 15, e é válido por um período de três meses, contados a partir da data de emissão (mas você só poderá permanecer 30 dias no país – caso deseje ficar mais, terá que comprar uma extensão, válida por outros 30 dias, por um valor de US$ 15.

Para solicitar o visto (seja nas embaixadas ou na fronteira) você deverá levar duas fotos no tamanho padrão para passaportes. Será necessário também um passaporte com validade remanescente mínima de seis meses e pelo menos uma página em branco. Não se esqueça de levar dólares em espécie (de preferências notas novas) para pagar a taxa do visto. Se for pagar em moeda local, espere um taxa de conversão muito desfavorável.

E-visa, uma alternativa mais simples

Uma opção um pouco menos complicada é solicitar o visto online, através da página do Ministério das Relações Exteriores do Camboja. O processo é relativamente simples. O viajante deve acessar o site, preencher os dados solicitados, anexar uma fotografia para passaportes em formato digital e pagar a taxa de US$ 25 dólares (que pode ser paga utilizando o cartão de crédito). Com isso, o visto eletrônico é emitido em até três dias úteis. Você receberá o visto por e-mail, em um formato PDF. Assim que o visto for emitido, você deve imprimir o selo do visto em duas vias, recortar e guardar dentro do seu passaporte.

Conseguir o visto no momento da chegada é mais barato do que solicitar o visto online. Por outro lado, solicitando o visto previamente pela internet, você evita as longas filas na chegada do vôo ou nos postos de fronteira. Outra vantagem de obter o visa online é evitar o conhecido golpe aplicado pelos agentes de fronteira, de cobrar um valor maior pelos vistos.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Como conseguir o visto para o Vietnã – rápido e fácil, pela internet!


Trago uma dica muito útil para aqueles que estão pensando em viajar para o Vietnã. O país exige visto de turismo para os brasileiros, que pode ser obtido na embaixada do Vietnã em Brasília. Mas esse processo pode ser um pouco complicado e demorado – principalmente para quem mora em outras cidades, como é o meu caso. Para evitar viagens desnecessárias (e custosas) ou para que não seja preciso enviar seu passaporte pelos correios até a embaixada vietnamita, vale utilizar uma excelente alternativa que descobri nos últimos dias: o visa-on-arrival.

Mas como funciona esse processo?

Na verdade é muito simples e fácil. Você primeiro deve acessar um dos muitos sites que oferecem esse serviço. No fim desse post, vou colocar alguns links. Todas essas empresas são consideradas confiáveis, e o serviço oferecido é basicamente o mesmo. O que varia é a tarifa cobrada (e essa varia muito de uma empresa para outra). Então, não deixe de pesquisar e comparar!

Após escolher uma das empresas, você apenas precisa preencher um formulário, pagar a taxa (que varia de US$ 9 a 25 para um visto simples de um mês) e aguardar. Em alguns dias você receberá uma carta-convite por e-mail. Então, é só imprimir e levar esta carta com você no aeroporto. Logo após o desembarque, dirija-se ao escritório de imigração com a carta em mãos e uma foto no formato 4x6 cm. Lá, você entrega a carta e a foto, paga uma taxa de US$ 25 (stamp fee) e pronto! Agora, é só aproveitar as maravilhas do Vietnã!

Apenas no aeroporto

Mas, atenção! Esse método só pode ser utilizado por aqueles que chegam ao país por via aérea, em um dos três aeroportos internacionais (sendo os principais, o de Hanói e de Ho Chi Minh). Se você vem por terra, terá que conseguir o visto antes de chegar ao Vietnã – seja na embaixada brasileira ou em outro país da região, como a Tailândia ou Camboja.

Não deixe de pesquisar!

Veja abaixo o endereço eletrônico de algumas empresas que prestam esses serviços. Todas essas companhias forma recomendadas nos fóruns do Lonely Planet, por usuários que já testaram seus serviços. Em geral, o processo é igual para todas elas. Então, vale procurar pela tarifa mais barata.

http://www.vietnamvisapro.com – ainda nessa semana, solicitarei meu visto utilizando essa empresa. Eles cobrar US$ 10 por um visto simples de um mês. Assim que receber a documentação e tudo correr bem, volto para contar minha experiência!

http://www.myvietnamvisa.com/ - esse site foi muito bem recomendado, mas cobra um valor mais alto (US$ 19) pelo serviço.

http://www.hotels-in-vietnam.com/vietnam-visa.html - Também foi bem recomendado, e o valor cobrado é mais em conta: US$ 14 pelo visto simples.

Outros links:

http://www.vietnamstay.com/

Atualização: Ontem a noite solicitei a minha carta de autorização por meio do site Vietnam Visa Pro e hoje pela manhã já recebi a carta por e-mail. Menos de 24h após a solicitação e o pagamento (que fiz no site PayPal), já estou com a carta impressa! Confirmo, então, a qualidade e a eficiência do site! Aproveitem!


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Amazing Race: não deixe de assistir!


Nos últimos dias tenho passado muitas e muitas horas em frente à TV, numa autêntica maratona de Amazing Race. Aproveito o embalo, então, para vir aqui recomendar esse excelente programa. Atualmente, ele está sendo transmitido pelo canal Space (é, eu também nunca tinha ouvido falar nesse canal), em sua 19ª temporada. Mas, como a atual edição já está acabando, vale a pena baixar os outros episódios na internet e assistir desde o começo. Semana passada eu fiz o download de todas as dezenove edições da versão internacional do programa, assim como as duas temporadas latino-americanas. São muitas horas de diversão garantida! O problema é que agora não consigo parar de assistir...

Para aqueles que ainda não conhecem, esse é um dos mais famosos e premiados programas da TV mundial. Transmitido desde 2001, e vencedor de sete prêmios Emmy, Amazing Race é um reality show (calma, esse é diferente!) no qual várias equipes (duplas compostas por familiares, amigos, casais, etc.) devem percorrer os cinco continentes competindo por um prêmio milionário. Os participantes viajam pelo mundo das mais diversas formas, buscando pistas e realizando provas e desafios variados. A cada episódio, alguma é eliminada, até restar somente uma – a vencedora do prêmio de um milhão de dólares.

Logo na primeira temporada, as equipes visitaram a África do Sul, Zâmbia, França, Tunísia, Itália, Índia, Tailândia e China. Ao longo dos anos, foram muitos outros destinos, dos mais exóticos aos mais tradicionais. Veja na imagem ao lado, todos os locais visitados. É impressionante!

Unindo o entretenimento de uma corrida com visuais incríveis e uma experiência cultural bem interessante, acho que esse é um programa imperdível para todos os mochileiros e viajantes. Não deixe de assistir!


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Perguntas e Respostas: Alugando um carro no Marrocos


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Boa tarde, Luiz! Li algumas dicas suas no site mochileiros.com e gostaria de algumas informações sobre o Marrocos, se possível. Estou indo passar o Natal lá com mais 3 amigas e gostaríamos de alugar um carro em Marrakech para fazer algum tour até Zagora e outros. Tenho muitas dúvidas em relação ao aluguel do carro, pois não encontrei nenhuma informação sobre quais os documentos necessários para tal procedimento. A carteira de motorista brasileira é válida no Marrocos? Eles exigem algum documento específico? Agradeço desde já sua atenção. E com certeza qualquer resposta será muito útil para passar esse “medo” de ir pro Marrocos. Lucas.

Lucas, bom dia! Para alugar o carro no Marrocos, o único documento que tive que providenciar foi a carteira internacional de motorista. Na internet, tinha lido algumas informações conflitantes sobre a possibilidade de utilizar a carteira brasileira (alguns diziam que era possível, outros afirmavam que não). Então, para não arriscar, resolvi emitir a carteira internacional. Como foi um processo bem fácil e rápido, acho que valeu a pena, já que não tive qualquer dificuldade durante a viagem – mesmo tendo sido parado pela polícia uma vez.

Para contratar o aluguel do carro, eu utilizei um site chamado Economy Car Rentals (www.economycarrentals.com). Esse é um daqueles sites de busca, que ajudam a encontrar ofertas pela internet. Acabei optando por comprar através desse site, por ele oferecer preços melhores do que comprando diretamente com a empresa, que no meu caso foi a Budget Car Hire. 

Eu busquei o carro na cidade de Essaouira e devolvi em Fez, ficando com o veículo um total de sete dias. No caminho, passei pelas cidade de Ouarzazate, pela região de Dades Gorge, por Merzouga, Ifrane e Meknes. Foi um longo caminho, mas não tive nenhum problema com o carro, que estava em boas condições. O carro era um Suzuki 1.0, pequeno mas valente.

Bom, qualquer outra dúvida que você tiver em relação ao aluguel do carro ou qualquer outro aspecto da sua viagem, é só me escrever. Será um prazer ajudar! Abraços, Luiz.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Perguntas e Respostas: Muito em pouco tempo – o primeiro erro do viajante


Eu recebi por e-mail um roteiro bem detalhado (hora-a-hora!) para uma estadia de cinco dias em Paris. Junto a este roteiro, veio um pedido de uma viajante assídua (e bota assídua nisso!) e leitora do Cruzando Fronteiras, pedindo uma ajuda para convencer uma amiga a alterar o planejamento de suas férias. O roteiro que recebi era um detalhamento, hora por hora, dos cinco dias em Paris – começando às sete da manhã e indo até o final da noite – sem nenhuma hora de folga. Uma maratona frenética que poderia cansar qualquer um. Além disso, os planos desta amiga incluíam também passar oito dias viajando por Londres, Amsterdam e Bruxelas. Segue abaixo o e-mail que recebi e a resposta que enviei. Quem sabe pode ser útil para outros leitores? E não se esqueçam, continuem enviando seus e-mails, com dúvida, perguntas e sugestões!

 Oi Luiz, tudo bem? Me diga se fazer esse roteiro de cinco dias em Paris e conhecer quatro países (londres, paris, amsterdam e bruxelas) em treze dias não é uma loucura e ao invés de férias pode virar um pesadelo? Tenho uma minha amiga quer fazer isso que apelidei de "tentativa de suicídio" e eu não tenho mais argumentos pra convencê-la do contrário. Quero saber se ela é sã ou se sou eu mesmo que sou devagar e preguiçosa quando estou de férias... Beijão, obrigada! Larissa.

Oi Larissa, tudo bem? Eu analisei rapidamente o roteiro da sua amiga e a programação que ela fez para os cinco dias que pretende passar em Paris e concordo com você.

Antes de qualquer outra coisa, eu não sou muito a favor de uma programação hora-a-hora de uma viagem. Afinal, ninguém gosta de passar umas férias tão engessadas assim. Se fosse para seguir um passo-a-passo tão apertado e inflexível desta maneira, é melhor contratar um pacote na CVC, não é? Acho que é fundamental permitir um pouco de liberdade aos seus dias, sem aquela obrigação de chegar ao Louvre em tal horário e sair duas ou três horas mais tarde para a próxima atração. Eu concordo que Paris é uma cidade com tantos atrativos e tantos locais para se visitar que um roteiro básico é fundamental para que o viajante não se perca ou acabe esquecendo um ou outro museu ou igreja. Mas acho que é melhor apenas fazer uma lista geral de interesses e atrações, talvez agrupando os locais que ficam em uma mesma região, e ir riscando os itens enquanto for visitando. Um bom guia sempre ajuda, é claro.

O que me preocupou um pouco, também, nos planos de sua amiga foi a intenção de visitar quatro das principais capitais européia em apenas treze dias. Principalmente porque dentre essas quatro estão Londres e Paris! O roteiro não está dos mais corridos (afinal, já vi tanta coisa por aí!), mas um viajante poderia perfeitamente passar os treze dias de viagem em apenas uma dessas cidades. Ou então, seria perfeitamente normal dividir essas duas semanas entre as duas capitais. Mas, no mínimo, recomenda-se reservar cinco dias para cada uma. E mesmo isso pode ser pouco para tantas atrações, principalmente no caso de Paris. Aumentar o período em Paris para seis dias, reduzindo um dia de Londres pode ser uma alternativa – dependendo, é claro, dos interesses de cada um.

Sendo assim, sobrariam apenas três dias do roteiro, para visitas à Amsterdam e Bruxelas – sem contar com o tempo gasto em deslocamentos. Como Amsterdam também é uma cidade bem interessante, acho que ela poderia passar os três dias restantes na capital holandesa, principalmente porque Bruxelas, ao contrário, não é uma cidade assim tão cheia de atrações.

Cortando uma cidade do roteiro, as coisas ficariam um pouco melhores, e o roteiro, mais calmo.

Não sei se essa é a primeira viagem à Europa desta sua amiga. Mas tentar ver tudo em tão pouco tempo é o principal erro de quem viaja pela primeira vez, principalmente quem vai à Europa, onde a proximidade entre os países parece ser uma tentação grande demais para se resistir. Mas vale sempre lembrar que muitas das melhores lembranças das minhas viagens não estão nas atrações turísticas, e sim no tempo que passei perambulando pelas ruas, ou a manhã que perdi sentado num banco de praça ou numa mesa de café, observando o dia-a-dia dos moradores locais. Reduzir o ritmo é sempre uma boa pedida, assim como conhecer também as pequenas cidades e vilarejos – não se restringindo às movimentadas capitais, tomadas por turistas de todo o mundo.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Frase da Semana


“It is not down in any map; true places never are.”

Herman Melville (1819 – 1891), escritor norte-americano


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Perguntas e Respostas: Viagem de cinco dias à Cidade do Cabo.


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Meu nome é Rodrigo e sou de Curitiba. Parabéns pelos relatos e pela baita experiência que você adquiriu em todas as suas viagens! Escrevo para te pedir ajuda na elaboração do meu roteiro de viagem à Cidade do Cabo. Tenho apenas cinco dias lá. Muito pouco eu sei, mas como vou sozinho, posso impor meu ritmo e aproveitar ao máximo todos os dias. O que mais me interessa são as belezas naturais, vistas da cidade, cabos, e os esportes radicais/aventura.

Chego no dia 09 e retorno dia 14 de novembro.  Sobre tua sugestão de roteiro, gostaria de saber se você não pode me passar mais informações sobre o passeio de bike que fez até o cabo da Boa Esperança. Achei muito legal a idéia! Quanto tempo dura o passeio? Qual empresa faz? Com certeza, tenho de subir a Table Mountain, e parece que de lá dá para fazer um rapel de mais de 100m. Você já experimentou esse passeio? A subida da Table Mountain dura quanto tempo de ônibus? Vi que tem uma empresa de ônibus que leva até a Table Mountain, vinícolas e outros pontos turísticos. Você conhece? Será que vale a pena? Fiquei alucinado com a possibilidade de mergulhar com tubarões brancos. O que você acha? Você ou algum amigo seu já fez? Realmente é garantido ver os tubarões?  Outra aventura que queria fazer muito, mas acho que será complicado pela distância, é o Bungee Jump. Parece que são mais de 200m, 10s de queda livre... Você sabe se é possível ir e voltar em um dia? Tem ônibus pra lá? A visita a Robben Island não pode ser feita na manhã do último dia ou na tarde do primeiro dia, logo após a minha chegada? Como é o clima em novembro, dá para ficar de bermuda e camiseta ou venta tanto que usarei mais calça e jaqueta? Posso deixar para fazer compras e conhecer mais a cidade à noite? É seguro? Se você puder me ajudar a dispor estes passeios nos dias que terei, e dar outras sugestões, todas que lembrar, agradeço muito mesmo! Abraços, Rodrigo.

Bom dia, Rodrigo! Primeiro, agradeço pela visita ao Cruzando Fronteiras. Espero ver você sempre por aqui! Mas vamos às suas dúvidas!

O passeio de bike que eu fiz, foi parte de um tour de um dia pelo Parque Nacional do Cabo da Boa Esperança. Eu contratei o tour no guest house onde estava hospedado. Além da visita ao Parque Nacional do Cabo (que percorremos de bicicleta) o passeio incluía também uma visita a outros locais da região, como os pingüins de Simon's Town e um passeio de barco para ver os leões marinhos em Hout Bay. Foi um passeio bem legal, acho que vale muito a pena! Eu não me lembro do preço nem do nome da empresa, mas no local onde fiquei hospedado havia anúncios de várias companhias que faziam passeios exatamente como esse. Acho que, chegando lá, você não terá dificuldades de encontrar uma empresa para organizar esse passeio.

Subir a Table Mountain é muito fácil. Você vai de taxi ou de ônibus (pode usar o Sightseeing Bus, que para mim é a melhor opção) até a estação dos teleféricos, compra o ingresso e sobe! O teleférico funciona o dia todo, mas você tem que prestar atenção no tempo, e subir só quando o dia estiver ensolarado, para poder ter uma boa visão lá de cima. A subida é rápida, mas lá no alto tem algumas trilhas para percorrer. Eu achei essas trilhas bem legais, principalmente pelo cenário incrível lá de cima. Assim, eu acabei passando uma manhã inteira explorando a Table Mountain. Mas acho que é sim possível ir lá no final da tarde – só fique atento às nuvens... Sobre o rapel, e já ouvi falar, mas não experimentei e não posso te passar muitas informações sobre isso. Mas deve ser incrível!

Esse ônibus que você viu é o Sightseeing Bus. Eu achei uma excelente opção. Ele passa em todos os principais pontos turísticos da cidade e você pode ir saltando em cada ponto e voltando para o ônibus quantas vezes quiser no dia. Eu comprei o bilhete de dois dias e foi muito útil. Recomendo bastante!

Eu não fiz o mergulho com os tubarões, mas conheço algumas pessoas que fizeram e adoraram! Os tubarões ficam circulando em volta da gaiola metálica e atacam as grades com tudo! Os responsáveis pelo passeio jogam sangue e pedaços de peixe no mar para atrair os animais, então você fica literalmente cercado por tubarões famintos! No dia que eu voltar à África do Sul, certamente farei esse passeio! O único problema é que o trajeto da Cidade do Cabo até o lugar do mergulho é bastante longo, e a viagem pode ser cansativa. O passeio também vai tomar um dia inteiro do seu roteiro – e você não dispõe de muito tempo. Mas, no fim, acho que deve sim valer o esforço.

Sobre o maior bungee jumping do mundo, eu também não conheço pessoalmente, mas sei que fica na mesma região do passeio do tubarão – região conhecida como Garden Route. Quem sabe você não consegue fazer o salto no mesmo dia do mergulho? Acho que vale a pena perguntar na empresa de turismo que faz o passeio dos tubarões... Seria uma combinação extrema – e inesquecível!

O passeio à Robben Island demora mais ou menos meio dia. Mas não sei se você conseguiria fazer no primeiro dia, já que eu tive que comprar no ingresso para o dia seguinte – os bilhetes para o mesmo dia já estavam esgotados. Mas, quem sabe você não consegue? Mas para isso você teria que ir à bilheteria assim que chegar à cidade. Ou melhor, tente entrar no site oficial e comprar o bilhete com antecedência! Mas sempre há o risco do vôo atrasar ou coisa assim...

Em relação ao clima, eu fui em fevereiro, no auge do verão. Mas o clima era bem agradável – às vezes um pouco frio, mas o sol era bem forte! Acho que em novembro deve estar ainda um pouco mais frio, então vale a pena levar um casaco. Para ir com mais certeza, procure essa informação na internet. Acho que você consegue achar a temperatura média nessa época do ano em vários sites (como o www.weather.com, por exemplo).

E em relação à segurança, eu achei a Cidade do Cabo bem tranqüila, inclusive de noite. Eu fiquei hospedado numa região conhecida como Green Point (perto do estádio da Copa do Mundo) e saía à noite para jantar e passear a pé e nunca tive nenhum problema em relação a isso. É claro que Johanesburgo é outra história, mas na Cidade do Cabo você não deve ter problemas. Mas sempre vale a pena ficar atento, para não dar chances ao azar.

Bom, acho que consegui responder pelo menos as suas principais dúvidas! Mas, qualquer outra coisa, não deixe de escrever! Abraços, Luiz.


sábado, 5 de novembro de 2011

Resultado da Enquete e nova pesquisa no ar!


Pelo resultado da nossa enquete, parece que os viajantes ainda mantêm vivo o espírito dos mochileiros – apesar do resultado ter sido bem dividido! Eu mesmo votei na opção vencedora – mas acho que o importante mesmo é estar sempre viajando, não importa como!

Veja abaixo resultado final da nossa enquete e não se esqueça de votar na nova pesquisa! Afinal, com qual freqüência vocês costumam viajar? Uma vez por ano? Menos? Mais? Não deixe de votar!


Em suas viagens, você prefere usar:

A boa e velha mala                                                       22%
Prefiro ir de mochilão                                                 44%
Tanto faz, o importante é viajar sempre!            33%


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Dez locais belos, curiosos ou exóticos que merecem uma visita


Recebi por esses dias um e-mail bem interessante, enviado pelo viajante Alexandre Spata (a quem eu agradeço por mais essa colaboração e pelas freqüentes visitas ao Cruzando Fronteiras) com uma relação de dez locais mais belos, curiosos ou exóticos, nos mais variados países e continentes. Achei a relação muito boa – e as fotos incríveis – então reproduzo a lista aqui no blog, com alguns comentários adicionais. Espero que vocês gostem e comentem! Eu ainda não tive a oportunidade de conhecer nenhum desses lugares. E vocês?

1-      Rocas Baimbridgen, Arquipélago de Galapagos - Equador

Procurei pela internet mais informações sobre esse local e não consegui encontrar quase nada a respeito. A legenda da foto anexa ao e-mail informava que essa pequena ilha faz parque do Arquipélago de Galapagos, no Equador e que costuma receber a visita de milhares de flamingos, que vêm se alimentar em sua pequena lagoa central. Mas não consegui muito mais do que isso...



2 – Cratera Nyiragongo, República Democrática do Congo

Localizado na República Democrática do Congo, distante 20 km da cidade de Goma, o Monte Nyiragongo é um vulcão pertencente à cadeia de montanhas Virunga, associada ao Grande Vale do Rift. A famosa cratera principal (na foto ao lado) está localizada a 250 metros de profundidade e a dois quilômetros da borda do vulcão.  A última erupção deste vulcão ocorreu em 2002, matando 45 pessoas e desabrigando 120.000, na que foi considerada a mais destrutiva erupção da história moderna.

3 – Praia de Navagio, Zakynthos, Grécia

Mundialmente conhecida pela sua beleza, e pelos restos de um antigo naufrágio que dão ao local uma característica marcante, a praia de Navagio está localizada na ilha de Zakynthos. O local só pode ser acessado de barco, geralmente em tours e cruzeiros que partem da capital desta Ilha. Devido a sua fama, o local costuma ficar lotado nos meses de verão – e uma foto deserta como essa não é tão comum assim.


4 – Havasu Falls, EUA

Conhecida pelas crateras, resultado dos antigos trabalhos de mineração na região, Havasu Falls está localizada no estado norte-americano do Arizona, no Parque Nacional do Grand Canyon. Antigamente esta cachoeira era conhecida pelo “criativo” nome de “Véu da noiva”, mas a denominação foi alterada em 1910. Ao contrário da legenda do e-mail, que afirmava que este local seria de difícil acesso, a cachoeira é um destino muito popular entre os norte-americanos, o que muitas vezes resulta em degradação e lixo – principalmente no agitado período do spring break.

5 – Mont Saint Michel, França

O Monte Saint-Michel é um ilhote rochoso na embocadura do Couesnon, no departamento da Mancha, na França, onde foi construído um santuário em homenagem ao arcanjo São Miguel. Seu antigo nome é "monte Saint-Michel em perigo do mar" (Mons Sancti Michaeli in periculo mari). Este mosteiro, fortificado no século XIII, integra um conjunto com mais três cidades cujas fortificações e desenvolvimento são notáveis: Aigues Mortes (1270-1276), ponto de reunião dos Cruzados rumo à Terra Santa, Carcassone, célebre por suas defesas, e Avignon, sede alternativa da Cristandade (1309-1377). Estas cidades fortificadas, denominadas "bastides" marcavam a fronteira dos reinos ao final da Idade Média, servindo como elementos de defesa e dando ao povo novas oportunidades sociais. Foram construídas mais de 300 só na França, entre os anos de 1220 e 1350.

6 -  Death Valley, EUA

Uma opção curiosa nessa relação, por não possuir a beleza marcante dos outros itens da lista, o Death Valley é uma árida depressão localizada ao norte do Deserto de Mojave, nos Estados Unidos, no estado da Califórnia. Estende-se por aproximadamente 225 km, ao longo da fronteira com o estado de Nevada, a aproximadamente 160 km a oeste de Las Vegas. O Vale da Morte é famoso por seu clima extremamente quente.





7 – Pamukkale, Turquia

Um destino cada vez mais popular, esta é apenas umas das muitas atrações desse maravilhoso país.  Pamukkale ("castelo de algodão", em turco) é um conjunto de piscinas termais de origem calcária que com o passar dos séculos formaram bacias gigantescas de água que descem em cascata numa colina, situado próximo a Denizli, na Turquia. A formação deste cenário deve-se aos locais termais abaixo do monte, que provocam o derrame de carbonato de cálcio, que solidificam em contato com a temperatura externa. Pamukkale foi declarado Patrimônio Mundial da UNESCO em 1988.

8 – Chand Baori, Índia

Esses curiosos locais, também conhecidos como Stepwells ou Bawdis, são, na realidade, grandes poços onde a água é atingida ao se descer os degraus do reservatório. De uso histórico (com registros de construções a partir de 600 a.C.), esses locais se tornaram marcos arquitetônicos, e são mais comuns no oeste de Índia e também no Paquistão.  Na foto ao lado, um dos mais famosos baoris, o Chand Baori, localizado na vila de Abhaneri, na província do Rajastão.

9 – Palau

A República do Palau é uma pequena nação insular no Oceano Pacífico, localizada a 800 km a oeste das Filipinas e a 3.200 km ao sul de Tóquio. A capital, Melekeok, possui uma população de apenas 381 habitantes!








10 – Gruta do Lago Azul, Brasil

A Gruta do Lago Azul é uma gruta a 20 km do centro de Bonito (Mato Grosso do Sul). Foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1978.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Exposição "Índia" no CCBB: um programa imperdível


Após o excelente Festival de Cinema do Rio de Janeiro, deixo aqui mais uma excelente sugestão para os viajantes cariocas. É a exposição Índia, em cartaz no Centro Cultural do Banco do Brasil, no centro da cidade. Ocupando 18 salas, e com aproximadamente 380 peças, a exposição é um olhar sobre a história cultural desse país de 1,2 bilhão de habitantes, mais de 200 etnias, seis religiões e 22 línguas oficiais.

A exposição começa no térreo, com uma escultura do deus Ganesh sobre um altar. Próximo, uma escultura contemporânea de Ravinder Reddy, o que demonstra a abrangência temporal da exposição, cuja obra mais antiga data de 200 a.C. e a mais recente, de 2011. No primeiro andar, são expostas as obras que contemplam os temas “Homem, Reis e Deuses”, em diversas modalidades (esculturas, fotografias, instrumentos musicais, vestimentas etc.). No segundo andar, localiza-se o viés da arte contemporânea com obras de artistas e coletivos de grande relevância na cena indiana, algumas delas inéditas, criadas especialmente para a exposição.

A exposição ficará no CCBB até o dia 29 de janeiro de 2012, de terça a domingo, das nove às 21 horas. Ah, e a entrada é franca!

É mais uma ótima oportunidade de viajarmos sem sair de casa!

Eu ainda não visitei a exposição, infelizmente. Mas tenho planos de ir lá agora nesse feriado ou no próximo fim de semana. Assim que eu for, prometo que retornarei com minha opinião, em primeira mão! E se você for, não deixe de comentar o que achou!