sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dica de Filme IX - O Cheiro do Papaia Verde (1993)


Com a data da minha viagem chegando (faltam apenas três meses!), comecei a pesquisar alguns filmes sobre o Vietnã. Acabei, por sorte, me deparando com esse filme, por sugestão do guia Lonely Planet.

O filme, intitulado The Scent of Green Papaya no original, é dirigido pelo franco-vietnamita Tran Anh Hung, que recebeu por essa obra o prêmio de melhor filme por um diretor estreante no Festival de Cannes.

Considerada uma das melhores obras cinematográficas vietnamitas, o filme se passa no Vietnã da década de 50.  Com apenas dez anos de idade, Mùi, uma pequena camponesa, deixa sua aldeia e vai trabalhar na casa de uma família burguesa em Saigon.  Outrora abastada, a família sofre os efeitos da crise econômica por que passa o País, e das regulares ausências do dono da casa que, sem razão aparente, apanha o dinheiro e desaparece por algum tempo.

Com as ausências do marido, sua mulher é quem controla a economia doméstica, comercializando tecidos a fim de obter algum dinheiro para alimentar seus três filhos, um já adolescente e os outros mais novos, e manter alguma dignidade.  Na casa, mora ainda a avó paterna, que não abandona seu quarto no andar superior, desde a morte da neta que teria a idade de Mùi, se fosse viva.

O filme nos mostra uma sociedade em plena mutação cultural e econômica, antes dos terríveis conflitos armados e políticos pelos quais passaria, notadamente a Guerra do Vietnã.

Nesse cenário, Anh Hung Tran aborda, principalmente, a miserável condição feminina através da servidão, nesse país dos anos 50 e 60.  Mùi, adolescente ou mulher, não passará de uma serva, de uma família que a emprega ou de seu futuro esposo. 

O trabalho de Anh Hung Tran é perfeito, no que é fortemente ajudado pela fotografia de Benoît Delhomme.  O ritmo, muitas vezes lento, pode desencorajar o espectador mais impaciente, mas essa técnica é essencial para que se possa melhor apreciar a densidade do tema abordado.  Os diálogos são mínimos.  No segmento final, há uma seqüência de quase meia-hora com muito poucas palavras.

Para aqueles que têm interesse pela cultura vietnamita e do sudeste asiático, O Cheiro do Papaya Verde é um filme imperdível. Recomendo!


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Perguntas e Respostas: Hotéis e Tours na Tailândia

Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Luiz, tudo bem? Estou com a maior dificuldade de encontrar hotel e reservar alguns passeios. Eu envio e-mail e eles não me respondem. Pretendo viajar agora em novembro, sei que está em cima, mas... Se você tiver alguns endereços de albergue ou hotel em Bangkok, Sapa, Semp e como fazer para voltar para a Tailândia quando se está no Camboja, qual é a cidade fronteira? Pretendo visitar Ko Phi phi depois de passar pelo Camboja. Me ajuda aí, por favor. Obrigada! Gilma.

Oi, Gilma, tudo bem? Em relação aos hotéis, eu sempre procuro no site Trip Avisor (www.tripadvisor.com). Lá há muitas opções, e várias delas aceitam reservar pela internet, o que facilita muito. Em Bangkok, eu fiz a minha reserva por e-mail em um guesthouse chamado Hansaah (http://www.hansaah.com). Eu conheci esse lugar pelo Trip Advisor e me pareceu ser um lugar bem bonito, com um atendimento personalizado, já que são apenas cinco quartos. O preço para o quarto duplo foi aproximadamente quarenta dólares. Mas, como não sei quais são as suas expectativas, não posso dizer se esse local é o tipo de acomodação que você está procurando. Mas, de qualquer forma, acho que pelo Trip Advisor, pelo Booking.com (www.boking.com) ou então pelo site do Lonely Planet (www.lonelyplanet.com) você deve encontrar algumas opções que te agradem!



Para as outras cidades, ainda estou analisando as opções. Provavelmente vou fazer uma reserva antecipada para a minha hospedagem em Hanói. Mas, para as outras cidades, devo esperar mais um pouco. Quem sabe só faça a reserva quando já estiver no país, já que assim ganho mais flexibilidade para alterar meu roteiro a qualquer momento.

Em relação aos passeios, também não devo fazer reservas com antecipação. Segundo li, mesmo para passeios muito populares – como Ha Long Bay ou Sapa – não há necessidade de se reservar com antecedência. Basta chegar no dia anterior e você não deverá ter problemas em conseguir um tour.

Eu não devo ficar hospedado em Sapa. Optei por ficar baseado em Hanói e fazer um tour para Sapa e outro de apenas uma noite para Ha Long Bay. Não reservarei esses passeios antecipadamente, mas já estou vendo o nome de algumas boas empresas que fazem esse trajeto e anotando os preços que costumam cobrar pela internet, para poder comparar depois, quando estiver pesquisando pessoalmente.

Para partir de Camboja para a Tailândia, existem algumas opções. Saindo de Phom Penh, existem vôos diretos para Bangkok que não são muito caros (pela companhia low-cost Air Asia). Existem também alguns ônibus, mas a viagem é bem mais longa e cansativa.

Se você for de Siem Reap, aí fica um pouco mais complicado. Os vôos diretos de Siem Reap para Bangkok são muito mais caros – já que apenas uma empresa faz esse trajeto. Uma alternativa seria retornar à Phom Penh e pegar um avião de lá (o que seria mais barato, mas representaria um certo tempo perdido). Ou então atravessar a fronteira por terra, rumo à Bangkok. Para fazer isso, a melhor maneira é pegar um taxi de Siem Reap até a fronteira, na cidade de Poiphet. Após cruzar a fronteira, você pode pegar um trem para Bangkok. Mas o importante nesse trajeto é sair bem cedo de Siem Reap, para poder pegar o último trem até Bangkok a tempo. O taxi de Siem Reap até a fronteira demora mais ou menos três horas e custa aproximadamente U$8 por pessoa (ou U$25 pelo taxi completo). Após cruzar a fronteira, você tem que pegar um ônibus ou um tuk-tuk da fronteira até a estação de trem de Aranyaprathet – que fica apenas a alguns quilômetros. O último trem para Bangkok parte as 13h55 e chega as 19h15, então você deve sair cedo pela manhã para não perder a hora – senão terá que passar a noite na cidade, o que não vai ser muito agradável! Ah, esse trem custa apenas U$1,50.

Chegando a Bangkok, é só pegar um avião até Pukhet ou outra ilha tailandesa e aproveitar!

Bom, espero ter ajudado um pouco! Qualquer outra dúvida, é só me perguntar. Se eu puder (e souber) vai ser um prazer ajudar! Abraços, Luiz.



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Cingapura: matar o tempo no aeroporto é bem melhor do que parece!

Se você tem cinco horas ou mais para matar no aeroporto de Cingapura - a espera de alguma conexão ou do seu próximo vôo - não deixe de aproveitar os passeios gratuitos! Isso mesmo: procure o Singapore Visitor Centre, disponível em todos os terminais do aeroporto, e se informe sobre os diversos tours disponíveis. Eles partem seis vezes por dia, em diversos horários, e existem até algumas opções de passeios para você escolher!


Ah! E, além disso, o acesso à internet sem fio é gratuito em todo o aeroporto. E se você não estiver com o seu computador (ou celular), existem mais de duzentos terminar de acesso para você matar o seu tempo. E, para os viciados em games, estão disponíveis até alguns consoles XBox – e gratuitamente! Assim, fica bem mais fácil esperar o próximo vôo!


E repare das cadeiras especiais na foto ao lado. Quantas noites eu passei tentando dormir no chão frio dos aeroportos ao redor mundo! Ah, se fosse em Cingapura!



Perguntas e Respostas: Safári de 3 ou 4 dias, a partir de Johanesburgo. É possível?


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Boa noite, Luiz! tudo bem? Conheci o seu blog e tomei a liberdade de te escrever. Na verdade, tenho uma viagem programada com a minha família (11 pessoas!) para a África do Sul. Vamos ficar 3 dias em Johanesburgo e depois 6 dias na cidade do Cabo. A Cidade do Cabo eu já conheço, e na verdade, me apaixonei pelo lugar e desta vez comprei uma passagem promocional para levar meus pais, avós e irmãos... Gostaria de saber se você tem alguma dica de algum Safári que seja possível fazer próximo a Johanesburgo, durante 3 dias: sexta, sábado e domingo. Sei que o tempo é curto, e provavelmente não vamos conseguir chegar até o Kruger. Mas tem o conhecimento de outros lugares por perto, ou operadoras que oferecem um pacote para o fim de semana, ou mesmo um circuito que poderíamos fazer de carro (por nossa conta)? Desculpa tantas perguntas, mas você pode me ajudar com sugestões? Um abraço e muito obrigado. Bruno. 

Bom dia, Bruno, tudo bem? Eu não sei como estão as datas de sua viagem, se o número de dias já está fechado ou se há alguma flexibilidade. Caso haja tempo de mudar alguma coisa, penso que você poderia alterar um pouco a programação, e ficar 5 dias na Cidade do Cabo (que realmente é um destino incrível - uma das minhas cidades favoritas - mas com cinco dias vocês vão poder aproveitar bem as principais atrações) e nos 4 dias restantes, tentar fazer um safári legal - quem sabe mesmo no Kruger? (o melhor destino para safáris no mundo!).

Também não sei se o seu bilhete aéreo já está comprado. Caso não esteja, vocês podem voar diretamente da Cidade do Cabo para Nelspruit, que fica bem próximo do parque. De lá, alugam um carro e dirigem para o parque. Ou então a opção seria dirigir da cidade até o parque, o que levaria aproximadamente 6 horas. É um trajeto um pouco longo, mas se vocês conseguissem dedicar os 4 dias para o safári, seria possível dirigir no primeiro dia logo cedo (o mais cedo possível) e chegar no meio da tarde ao acampamento. no caminho entre a entrada do parque e o acampamento, já é possível observar os animais - mas é preciso sorte e paciência! Dormiriam no parque e depois aproveitariam dois dias inteiros de safári no Kruger. É uma experiência incrível! No quarto dia retornam para Joanesburgo - e ainda daria para passear no parque mais um pouco antes da volta. Logo de manhã bem cedo, junto com o nascer do sol, é a melhor hora para observar os animais - vale a pena partir assim que surge o dia, lá pelas cinca da manhã! 

Mas se vocês não puderem dedicar mais um dia aos safáris, o planejamento ficaria um pouco mais complicado. Nesse caso, existem outras opções. Muitas empresas oferecem pacotes de fim de semana que incluem safáris em parques privados, na proximidade de Joanesburgo. A distância desses parques a partir de Joanerburgo é mais ou menos a mesma em relação ao Kruger. Mas com um tour pré-agendado, a organização é mais ajustada e vocês poupariam um certo tempo. Os parques privados não possuem exatamente a mesma característica que o Kruger. São parques menores onde os animais ficam mais restritos. Isso facilita muito a visualização das espécies, mas tira um pouco a característica selvagem do safári. Mas, para quem tem pouco tempo, pode ser uma boa alternativa. Eu não tenho muita experiência com essas parques particulares. Mas uma busca rápida na internet vai te apresentar muitas opções. Apenas não deixe de pesquisar bem os preço, já que esses pacotes costumam ser um pouco caros (ir por conta própria para o Kruger é bem mais barato, principalmente para vocês que vão em um grande grupo!).

Espero ter ajudado um pouco. Qualquer outra dúvida, é só perguntar! Abraços, Luiz.


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Perguntas e Respostas: Uma semana na Tailândia. O que fazer?


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Olá, gostaria de sua ajuda! Estou com uma viagem pra Tailândia planejada para outubro! Chegaremos a Bangkok no dia 01/10 e teremos que retornar no dia 08/10. Ou seja, temos poucos dias! Infelizmente. Nosso plano seria ficar em Bangkok dois dias. Então dia 04/10 iríamos pra Ko Samui, onde ficamos três dias. Sairíamos de Ko samui no dia 07/10, para Pucket. E pegaríamos o avião de volta de Phuket no dia 08/10! O que você acha? E outra e maior duvida, como que podemos fazer o transporte de Bangkok - Ko Samui e Ko Samui-Phuket ? E você tem idéia de preço e tempo dessas viagens? Muito obrigada! Eliza.

Oi Eliza, tudo bem? Vamos primeiro às dúvidas mais importantes:

A Ilha de Ko Samui está localizada no Golfo da Tailândia e pode ser considerada uma ilha relativamente grande. Ela dispõe de um aeroporto, com vôos diretos a partir de Bangkok e também para Phuket, o que facilita muito o deslocamento. Há inclusive vôos diretos para Chiang Mai, o que é uma excelente maneira (e muito prática) de se intercalar um período de praia com outro na selva tailandesa.

Os vôos são operados pelas companhias Bangkok Air e Thai Air. Existem diversas opções de horários, principalmente no trecho entre Bangkok e Ko Samui. Os preços, entretanto, não são dos mais baratos pelos padrões tailandeses. Uma pesquisa rápida no site da Bangkok Air, para o trecho entre Bangkok e Ko Samui, resultou em preços a partir de U$110. Não é caro para os padrões brasileiros, mas um pouco mais caros do que os vôos para Phuket.

Entre Ko Samui e Phuket, os vôos também são operados pela Bangkok Air, e as tarifas estão em torno de U$95, por pessoa, com as taxas incluídas.

A alternativa aos vôos seria uma combinação de trem e barcos, mas com o pouco tempo que você dispõe, acho que não seria uma boa idéia! 

Em relação ao seu roteiro, acho que está legal. Uma sugestão, entretanto, seria tentar reduzir os deslocamentos e optar por apenas um destino de praia. Você poderia passar um dia a mais em Bangkok e no dia 5/10 pegar um vôo direto para Ko Samui. Ficar lá até o dia 08/10 e então pegar o vôo direto para Bangkok e depois retornar ao Brasil, no mesmo dia. Assim, você reduz um pouco o tempo perdido em deslocamentos e ainda economiza nas passagens aéreas!

Espero ter ajudado no seu planejamento, e qualquer outra dúvida, é só perguntar! 


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

São Paulo: A cidade do trabalho também pode ser a cidade da diversão


Por motivos profissionais, fui enviado a São Paulo essa semana. Cheguei na manhã de segunda feira e retorno no início da tarde dessa sexta feira. Serão apenas cinco dias na cidade, e as principais horas do dia serão passadas dentro de um escritório. Mesmo assim, com certo esforço, estou tentando transformar uma semana de trabalho em um tipo de turismo – mesmo que somente nas horas vagas.

Essa é praticamente minha primeira visita à cidade. Já estive aqui uma vez, alguns anos atrás. Mas foi uma passada rápida, de apenas um dia, também a trabalho. Isso sem considerar, é claro, as rápidas escalas no aeroporto de Guarulhos, entre o Rio de Janeiro e o resto do mundo.

Confesso que não tinha feito meu dever de casa, e não tinha nada planejado para esses dias – e nem muita noção do que me esperava em termos de atrações para um turista de ocasião. Mas fiquei bastante surpreendido (positivamente) com a cidade. Mesmo com uma disponibilidade de tempo espremida durante o horário do almoço, ou com as poucas horas restantes ao final do expediente, estou conseguindo aproveitar algumas atrações muito interessantes, e que certamente instigam uma nova visita, dessa vez com mais tempo, para apreciar tudo com calma e com a devida e merecida atenção.

Logo no primeiro dia, aproveitei o horário do almoço para uma visita ao Museu do Futebol, localizado sob as arquibancadas do tradicional Estádio do Pacaembu. Apesar de não ter muitas informações sobre o museu, já tinha ouvido falar muito bem do local. Ainda assim, fiquei surpreso com a qualidade e a modernidade da exposição. Rica em conteúdo multimídia, a mostra conta em detalhes a história do futebol brasileiro, desde a sua fundação até os dias atuais, focando principalmente na seleção nacional e nos seus astros. Bem localizado (próximo ao centro da cidade e da Avenida Paulista) e com uma entrada bem barata (apenas seis reais), esse é um local que merece, sem dúvida, uma visita! Agora sim temos no país um excelente museu dedicado ao esporte nacional e que pode rivalizar (e ganhar!) no museu do Boca Juniors, localizado no histórico Estádio de La Bombonera.

Ontem fui almoçar no Mercado Municipal, onde experimentei o tradicional pastel de bacalhau. O local me pareceu muito agradável, com diversas opções para um almoço. Além disso, as barraquinhas vendiam frutas, queijos, e outras delícias. Se eu fosse morador dessa cidade, certamente seria um freqüentador assíduo! No caminho até o mercado, tive ainda a oportunidade de passear um pouco e conhecer melhor a Avenida Paulista (menos movimentada do que imaginava), o metrô paulistano e a famosa 25 de maio, com uma multidão caótica que me lembrou a região carioca conhecida como Saara (só que em proporções colossais).

Para hoje, tenho planos de fugir no horário de almoço e visitar o Museu da Língua Portuguesa. E, ao final do dia, aproveitarei o horário estendido das quintas feiras (quando o horário de abertura do museu vai até às 20h, de acordo com o site oficial) para conhecer o MASP.

Amanhã, retorno para o Rio, com a impressão que deixei muitas coisas por fazer e muitos locais a serem conhecidos. Mas com a certeza de que São Paulo merece uma visita – nem que seja em um fim de semana prolongado, ou até mesmo numa semana de turismo improvisada nas sobras de uma semana de trabalho.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Dica de Leitura X: O Ladrão no Fim do Mundo


Trago hoje mais uma recomendação de leitura. E essa dica foge um pouco do padrão das minhas outras recomendações, já que não se trata de um livro de viagens, propriamente dito. Entretanto, certamente é um livro que contém relatos de grandes aventuras!

O Ladrão no Fim do Mundo, escrito pelo jornalista investigativo Joe Jackson, disseca um dos mais notáveis casos de contrabando internacional que fez ruir o modelo econômico da borracha que havia impulsionado o desenvolvimento do norte brasileiro.

O livro conta a história de como o inglês Henry Wickham, um homem comum e sem dinheiro, contrabandeou 70 mil sementes de seringueiras da Floresta Amazônica para a Inglaterra no século XIX. Foi o primeiro caso de biopirataria massiva na era moderna.

Movido pela ambição de crescer na indústria da borracha - filão comandado pelo Brasil na época - Wickham decide se aventurar pela selva amazônica em busca de um tipo particular de seringueira que produzia a borracha mais forte, durável e almejada pelos ingleses. Após enfrentar os perigos da floresta, ter encontros com insetos gigantes e habitantes do rio Amazonas, entre outras experiências que quase o levaram à morte, Henry Wickham retorna à Inglaterra com milhares de sementes raras de seringueira que, depois de estudadas no jardim botânico de Londres, o Kew Gardens, foram enviadas para plantações nas colônias inglesas tropicais. Trinta anos depois, a Inglaterra conseguiu superar o Brasil no monopólio da borracha e dominar os suprimentos mundiais da matéria-prima. O ladrão no fim do mundo é a história do uso e abuso da natureza pelo homem na luta pela dominação mundial.

Eu ganhei esse livro recentemente, e ainda não tive a oportunidade de lê-lo (ainda estou concluindo a leitura da minha última recomendação, O Anjo Branco). Mas me pareceu ser um livro muito interessante! Por isso, trago aqui a recomendação. E, assim que terminar de ler a obra, retorno com a minha impressão!


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Perguntas e Respostas: Percorrendo a África do Sul de carro


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Olá Luiz! Vi que você conhece muito bem a região da África do Sul, estou planejando uma viagem para lá, junto com 3 ou 4 amigos e gostaria de tirar algumas dúvidas se possível. Nossa viagem terá inicio em 5 ou 10 de dezembro/11. Pelo que vi em relatos, acho que o melhor lugar para se passar a virada do ano seria Cape Town, por ser mais agitado. A viagem terá duração de cerca de 30 dias e a intenção é alugar um carro e ir conhecendo os lugares conforme acharmos interessante (lógico que alguns lugares já vão estar decididos desde já, por recomendações e experiências como a sua, por exemplo), porém  gostaríamos de fazer uma viagem livre (já fizemos uma dessas aqui no Brasil e foi realmente uma ótima experiência). Pensamos inicialmente em fazer nossa primeira parada em Cape Town, o que poderia tornar um pouco inviável voltar para o Reveillon (visto que queremos chegar até a região de Joanesburg), portanto gostaria de uma dica sua, de como adaptar este roteiro (se começamos pela região próxima a Johanesburgo e depois descemos, passando pelo Kruger, Port Elizabeth até Cape Town, ou se há alguma alternativa. Como lhe disse, gostaríamos de uma viagem livre, então só reservaríamos hotel para os primeiros dias, onde agente for ficar, e depois não gostaríamos de reservar mais nada, é tranqüilo para conseguir hospedagens por lá? Hostels ou pequenos hotéis? Vi que no Kruger Park há Lodges que devem ser alugados com antecedência, isso é realmente necessário? Não há como chegar na hora e alugar um quarto? Tenho algumas outras dúvidas, mas acho que se colocar todas aqui agora você vai ficar louco! Aguardo retorno se possível. Atenciosamente, Gian.

Olá, Gian! Tudo bem? A viagem que fiz para a África do Sul foi bem semelhante a esta que você está planejando. Também passei aproximadamente 30 dias no país, viajando de carro entre Cidade do Cabo e Johanesburgo. No meu caso, iniciei o trajeto pela Cidade do Cabo, por ser um local mais “fácil”, seguro e bem estruturado para o turismo. Mas como você deseja passar o ano novo na Cidade do Cabo, acho que é possível você fazer o roteiro no sentido inverso, possibilitando a virada do ano em Cape Town.

Eu acho que não seria muito prático vocês iniciarem o trajeto pela Cidade do Cabo e depois retornarem para a passagem de ano. Dessa forma, vocês certamente perderiam um precioso tempo de deslocamento, e acabariam tendo que cortar um ou outro destino do seu roteiro. Então, a primeira decisão que vocês terão que tomar será optar entre fazer a primeira parada na Cidade do Cabo ou então passar o ano novo na cidade. De qualquer forma, acho que é perfeitamente possível adaptar um roteiro para qualquer uma dessas opções.

Só fiquem atentos à Johanesburgo, que é uma cidade muito grande e com sérios problemas de violência. Eu acabei optando por deixá-la para o final, quando já estaria mais adaptado ao país. Mas, mesmo assim, não deixe de incluí-la em seu roteiro, já que uma visita ao Museu do Apartheid é imperdível. Além disso, acho que vale a pena conhecer o estádio da final da Copa do Mundo, que é muito bonito.

Caso você inicie o seu roteiro por Johanesburgo, vale a pena alugar um carro na cidade e ir dirigindo em direção ao Kruger. No caminho, uma parada na pequena cidade de Graskop pode ser uma boa. De lá, você tem acesso ao Blyde River Canyon, uma bela região com cachoeiras e cenários impressionantes.

De Graskop, você atinge o Kruger em pouco mais de uma hora. Esse parque é um local impressionante e único, que merece uma visita com calma. Eu passei um total de cinco noites no parque, o que me proporcionou quatro dias de safári. A princípio parece ser uma quantidade exagerada de dias, mas vale lembrar que o parque é muito grande, e os animais vivem soltos em seus habitats naturais. Assim, não é sempre que você consegue avistar as principais espécies. Eu, por exemplo, não consegui ver os leopardos, apesar de ter procurado bastante! No entanto, tive a oportunidade de ver leões, chacais, búfalos, rinocerontes, elefantes, antílopes, etc. Acho que vocês deveriam passar ao menos três dias inteiros no parque, preferencialmente dormindo em campos diferentes, para possibilitar safáris em ambientes naturais distintos.

Em relação às reservas de hospedagem nos campos, realmente é muito importante a reserva com antecedência. Em algumas épocas do ano, é preciso reservar com muito tempo de antecipação: no meu caso, fiz a reserva com seis meses de antecedência, e algumas opções já estavam esgotadas! Portanto, não deixe de entrar no site oficial do parque (http://www.sanparks.org/) e verificar a disponibilidade de hospedagem, o mais breve possível. Mas da acomodação no Kruger, acho que vale a pena também reservar a acomodação para o ano novo e o aluguel do carro. O restante, não é necessário.

No roteiro que fiz, eu dirigi pela costa da região conhecida como Zululândia, entre Kruger e Durban, passando pela Suazilândia (foi uma boa maneira de conhecer mais um interessante país). Gostei muito desse roteiro e posso recomendá-lo para vocês. No caminho, visitei mais três parques nacionais, todos muito legais e cada um com sua característica própria.

No caminho, além da Suazilândia, parei também na pequena cidade de Santa Lucia, próxima ao estuário de mesmo nome. É um local muito agradável e ponto de partida para a visita de ótimos parques nacionais – um passeio de barco pela região é imperdível, com muitos hipopótamos e outros animais. De Santa Lucia, algumas horas dirigindo para o sul e você está em Durban, ou então siga para o norte e você logo cruzará a fronteira entre a África do Sul e a Suazilândia – o que faz dessa cidade um excelente ponto de parada e descanso.

Uma opção seria dirigir entre a Cidade do Cabo e Port Elisabeth, num roteiro conhecido como Garden Route. É uma região belíssima, conhecida paras suas praias e beleza natural. A partir de Port Elisabeth, você poderia pegar um vôo até as proximidades do Parque Kruger, fazendo o safaria e seguindo o roteiro até Johanesburgo.

Com 30 dias disponíveis, você poderia tentar fazer um roteiro semelhante a esse: Cidade do Cabo (5 dias) – Dirigir pela Garden Route até Port Elisabeth, parando nas cidades pelo caminho (5 a 7 dias) – Avião para Durban (2 dias) -  Dirigir até o Kruger, passando por Santa Lucia, os Parques Nacionais de Infulozi-Hluhluwe e a Suazilândia (5 a 7 dias) – Kruger (4 dias) – Graskop (2 dias) – Johanesburgo (2 dias) – Retorno ao Brasil

Você poderia também dirigir entre Port Elisabeth e Durban, mas com o tempo que você dispõe, acho que vale mais a pena você focar nas regiões mais interessantes, pegando um vôo barato e alugando um veículo novamente em Durban. Mas é claro que é possível dirigir por toda a extensão entre a Cidade do Cabo e Johanesburgo, passando pelo Kruger e a Suazilândia.

Eu aluguei o carro usando uma empresa local chamada Tempest Car Hite (www.tempest.co.za). Foi bem tranqüilo e barato. Acho que vale a pena você dar uma olhada no site da companhia.

Bom, espero ter ajudado no seu planejamento! Qualquer outra dúvida, é só perguntar!


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Perguntas e Respostas: Orçamento para 21 dias no Peru


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Luiz, me tira uma duvida: meu roteiro inicial era de 14 dias no Peru (você até já comentou sobre ele), mas achei uma promoção pra ficar 21 dias... Vou com meu namorado e temos, ao todo, R$ 4.000, além de U$ 350. Será que é o suficiente pra ficarmos as três semanas viajando? Michele

Oi, Michele! Tudo bem? Considerando que você teria disponível um total aproximado de R$ 4.500, para um casal em uma viagem de 21 dias, acredito que o valor seria suficiente sim para aproveitar bem a viagem, já que a média final seria de um pouco mais de R$ 100 por dia, por pessoa. Isso significaria algo em torno de U$ 63, por pessoa, por dia.

O Peru é um país relativamente barato, com um custo de viagem bastante baixo se comparado a outros países, principalmente os da Europa e os Estados Unidos. Em média, para um mochileiro viajando de forma econômica, a custo diário por pessoa gira em torno de U$30 a U$40. Até menos se a pessoa viajar de forma mais “radical”. E se considerarmos uma viagem mais confortável, acho que uma boa média seria algo como U$50 ou U$60. Assim, com o montante que você dispõe, acho que você conseguiria passar essas três semanas sem maiores problemas. Boa viagem!


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Perguntas e Respostas: Viajando apenas com o cartão de débito


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Luiz, estarei indo em janeiro para Cidade do Cabo, passar 12 dias. Levarei R$ 3.000,00 e já irei com hospedagem paga... Você acha que com essa grana passo ir tranqüilo? Só levarei cartões de banco 24hs e de debito... Nada de cartão de credito e VTM.  Abraços, João.

João, bom dia! Acho que o valor que você está levando é o suficiente sim, até com folga, já que seria, em média, mais de 150 dólares por dia. Com a hospedagem já paga, então, é um valor bem considerável!

Cidade do Cabo é um lugar razoavelmente barato, se comparado aos padrões europeus ou norte-americanos. Quando estive na África do Sul, gastei em média 80 dólares por dia, contando com o valor da hospedagem. E minha viagem não foi econômica ou “mochilão”, considero que foi mais uma viagem de orçamento médio. É possível, então, passar os dias lá gastando bem menos do que eu gastei. Por outro lado, é claro que é possível gastar mais também, mas acho que uns 80 dólares por dia, por pessoa, é uma média razoável.

Então, com seu orçamento, você não terá nenhum problema de dinheiro!

Mas um ponto muito importante: acho que você deveria levar uma parte do seu dinheiro em dólares, em espécie. E também um cartão de crédito, para emergência. Apesar de eu concordar com você em relação ao cartão de débito, que é a melhor forma de levar o dinheiro numa viagem, acho que um pouco de dólares em dinheiro vivo e um cartão de crédito para emergências são duas boas maneiras de se garantir, caso algo venha a dar errado com os seus cartões de débito. Normalmente, eu levo uns 300 ou 400 dólares em dinheiro vivo, para alguma emergência. Se não for necessário, não uso e volto com o dinheiro para o Brasil, esperando a próxima viagem. E sempre levo um ou dois cartões de crédito, de bandeiras diferentes.

Abraços, e boa viagem!


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Perguntas e Respostas: Roteiro para Peru e Bolívia, 17 dias.


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Oi Luiz! Estou organizando uma ida ao Peru agora em outubro, de 11 a 28. Serão 17 dias. Estava pensando se daria para conhecer também alguma coisa na Bolívia (como, por exemplo, Sucre, La Paz e Copacabana). É uma viagem rápida, eu sei... No Peru queria ir a Lima, Arequipa, Cuzco, Ollantaytambo, Machu Picchu e Puno. Minha pergunta é: qual o melhor destino de entrada? Entro por La Paz e volto por Lima? Ou entro e saio por La Paz? Se tiver como, faz um roteirinho aí pra mim, com dicas de locais que devo conhecer e, dentre os que citei, o que não devo conhecer devido ao tempo. Vou de avião, saída de Belo Horizonte, MG. Ah, outras dúvidas: estou tirando o passaporte ainda, tem algum prazo para entrada nesses países? Como faço para agendar Machu Picchu aqui do Brasil?  Obrigada! Um abraço, Andréa.

 Oi Andréa, tudo bem? Com 17 dias disponíveis, acho que é possível você conhecer o sul do Peru, e ainda dar uma passada em La Paz e Copacabana. Chegando por La Paz e retornando por Lima, você poderia fazer um roteiro mais ou menos assim:

La Paz (3 noites) – Ônibus, aproximadamente 3,5 horas - Copacabana (2 noites) – Ônibus, aproximadamente 3,5 horas - Puno (2 noites) – Ônibus, 5 a 6 horas - Arequipa (2 noites) – Ônibus noturno, aproximadamente 9 horas - Cuzco (4 noites, incluindo Macchu Picchu e o Vale Sagrado) –  Ônibus noturno, 14 a 16 horas - Nazca (2 noites) – Ônibus, aproximadamente 7 horas - Lima (2 noites).

Se você achar o roteiro um pouco corrido, acho que você poderia retirar Nazca do roteiro, colocando mais um dia em Arequipa e outro em Cuzco. Assim, você evitaria uma viagem cansativa de ônibus entre Cuzco e Nazca. E pegaria um vôo direto de Cuzco a Lima, economizando um precioso tempo. Os vôos internos no Peru não são muito caros, então vale a pena. Mas, de qualquer forma, acho que as duas opções são boas para um roteiro de apenas 17 dias, conhecendo bem a região.

Sobre Macchu Picchu, é muito importante você reservar o bilhete de trem e a entrada para as ruínas com antecedência, pela internet! O processo é bem simples e fácil. Você tem que acessar o site da Peru Rail (www.perupail.com) e comprar o bilhete do trem. Depois, acesse o site oficial de Machu Picchu (http://www.machupicchu.gob.pe) e compre o ingresso de entrada.

É importante que você compre o bilhete de trem com bastante antecedência, já que eles costumam esgotar bem rapidamente. E é importante também você comprar a ida no trem no primeiro horário e a volta o mais tarde possível, garantindo assim o maior tempo possível em Machu Picchu. Atente para as estações de partida e chegada do trem, comprando a ida e a volta para a mesma estação, de Cuzco.

Em relação à documentação, você só precisa levar o seu passaporte e o mais importante: o certificado de vacinação da febre amarela! Não se esqueça de providenciar esse certificado, senão não poderá viajar!

Bom, espero ter ajudado! E qualquer outra dúvida, é só perguntar!


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Frase da Semana


“I love to travel, but hate to arrive.”

Albert Einstein (1879 – 1955)


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dica de Leitura IX – O Anjo Branco

No aeroporto de Lisboa, retornando de minha viagem à Portugal e Marrocos, deparei com um livro que me chamou a atenção. Era um volume grande, de mais de 500 páginas, com uma bela capa e um título atrativo. A sinopse logo me interessou e resolvi comprá-lo. Mas, devido ao grande número de livros que aguardavam pacientemente a sua vez, passaram-se mais de seis meses até que pude iniciar esta leitura. Ontem, aproveitando o feriado, resgatei o livro perdido na estante. E, nas suas primeiras páginas e capítulos, o livro não me decepcionou. Então, trago aqui mais uma sugestão de leitura. Espero que gostem.

Escrito pelo jornalista português José Rodrigues dos Santos e lançado em 23 de outubro de 2010, esta obra foi um grande sucesso de vendas. Transcrevo abaixo a sinopse, que em uma primeira leitura, me fez adquirir a obra.

“A vida de José Branco mudou no dia em que entrou naquela aldeia perdida no coração de África e se deparou com o terrível segredo. O médico tinha ido viver na década de 1960 em Moçambique, onde, confrontado com inúmeros problemas sanitários, teve uma idéia revolucionária: criar o Serviço Médico Aéreo. 

No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longínquos da província. O seu trabalho depressa atrai as atenções e o médico que chega do céu vestido de branco transforma-se numa lenda no mato. 

Chamam-lhe o Anjo Branco. Mas a guerra colonial rebenta e um dia, no decurso de mais uma missão sanitária, José cruza-se com aquele que se vai tornar o mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar. 

Inspirado em fatos reais e desfilando uma galeria de personagens digna de uma grande produção, O Anjo Branco afirma-se como o mais pujante romance jamais publicado sobre a Guerra Colonial - e, acima de tudo, sobre os últimos anos da presença portuguesa em África.”

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Planejando a próxima aventura – Vietnã, parte 1


Faltando um pouco mais de três meses para a minha próxima viagem, estou finalizando o roteiro para os vinte e sete dias que passarei na Tailândia, Camboja e Vietnã. Isso, é claro, se não mudar de idéia até a data da viagem. Afinal, roteiro não é coisa fixa e nunca um assunto terminado.

Inicialmente, meu plano era focar na Tailândia e passar alguns dias nos outros dois países. Mas, ao longo do planejamento, aos poucos o trajeto foi mudando. Atualmente, pretendo passar metade dos dias no Vietnã, dividindo os dias restantes entre os outros dois destinos.

O Vietnã é um país que vêm me surpreendendo bastante. Confesso que, alguns meses atrás, não possuía muitas informações sobre o que iria encontrar por lá. Tinha uma vaga idéia da região, e só. Mas a cada guia que lia e relia, ou a cada fórum que visitava na internet, meu interesse aumentava. Aos poucos, fui acrescentando um dia aqui, outro ali, e quando vi, dezesseis dias estavam reservados para esse país!

Chegando de avião, vindo de Bangkok, Hanói será a minha primeira experiência vietnamita. Considerada uma cidade grande, movimentada e caótica, com certeza não será uma primeira impressão calma ou tranqüila. Mas, vindo de Bangkok, espero estar ao menos um pouco acostumado ao ambiente frenético das metrópoles do sudeste asiático.

É de Hanói que devo partir para algumas das melhores e mais ansiadas aventuras dessa viagem. Esses tours, todos organizados a partir de Hanói, foram um dos motivos que me levaram a estender minha estadia no país – e o que me levou, por conseqüência, a reduzir pouco a pouco minha permanência na Tailândia. Dois o três dias após chegar ao Vietnã, planejo partir em um trem noturno para a cidade de Lao Cai, porta de entrada para a região de Sapa, onde pretendo fazer uma caminhada de dois dias pelas montanhas ao norte do Vietnã.

Ao longo do caminho, além do visual incrível e das paisagens únicas que espero encontrar, devo passar e parar em algumas aldeias e vilas. Nelas, em geral habitam minorias étnicas que mantém vivas as suas culturas e tradições milenares. Um guia contratado em Hanói nos acompanhará nesse trajeto de dois dias, que inclui ainda um pernoite em uma pequena aldeia local.

Logo ao retornar de Sapa, devemos fazer também o famoso tour pela baía Ha Long, considerada um dos locais mais belos do mundo. O passeio inclui a visita a algumas cavernas, um tradicional passeio de kayak, alguns mergulhos e muita comida, passando a noite em um dos barcos da região.

Assim que retornar de Ha Long, devo embarcar novamente em um trem noturno para a cidade de Dong Hoi, trinta e cinco quilômetros do Parque Nacional de Phong Nha. Essa região ultimamente ganhou certa fama e repercussão, inclusive no Brasil, já que lá está localizada a caverna de Hang Son Doong, recém “descoberta” e oficialmente declarada a maior do mundo.

Enquanto estiver conhecendo as famosas cavernas, devo ficar hospedado em uma fazenda tradicional, restaurada e transformada em hotel. Tomei conhecimento deste local enquanto navegava por um fórum na internet, e pelas opiniões que tenho lido, parece ser muito bom. Estou ansioso por dormir ao lado das plantações de arroz e amendoim, dos búfalos e pelas lindas vistas da janela do meu quarto. Bom, espero que esse hotel seja tudo isso que dizem ser!

Devo, então, continuar rumo ao sul do Vietnã, passando pelas cidades históricas de Hue e Hoi An, antigas capitais imperiais. Mas isso fica para o próximo post...



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Colômbia mudou. Vá e confira.


As ilhas caribenhas de San Andrés e Providencia. As belíssimas praias continentais de Santa Marta e o igualmente belo Parque Nacional de Tayrona. O centro histórico amuralhado de Cartagena de Indias, com suas fortificações majestosas. Os sítios arqueológicos de San Augustín e Tierra Dentro, considerados por muitos como um novo Macchu Picchu. As belas cidades coloniais de Villa de Leyva e Popayan, com suas paredes brancas que preservam um tempo antigo. Os montes cobertos pelo verde dos campos de café, que dominam as paisagens ao redor de Pereira e Armênia. Cali, e agitada capital mundial da salsa. Os imperdíveis museus de Bogotá e Medellín. Ah, e as deliciosas Bandejas Paisas!

O que não falta à Colômbia são atrativos turísticos! Mas o que mais me marcou nos 25 dias que passei no país, em 2007, foi a gentileza e cordialidade do povo. Sempre sorridentes, demonstravam a paixão e orgulho do seu belo país - “Viva Colômbia!” ouvi muitas vezes esse grito, nas situações menos esperadas. Pareciam apreciar o fato de eu estar visitando e desbravando regiões que alguns anos antes eram consideradas perigosas e impenetráveis.

Um cartaz no aeroporto de Bogotá dizia alguma coisa mais ou menos assim: vá e diga aos seus amigos que a Colômbia mudou. Era uma tentativa de apagar o terrível passado de violência das FARCs. Eu não posso afirmar com certeza como era antigamente – poucos turistas visitavam o país, e um número menor ainda desviava muito dos roteiros tradicionais. Mas posso dizer que, quando estive lá, o que vi foi um presente muito agradável e um futuro que parecia bem mais promissor.

Para aqueles que desejam conhecer o país (e digo logo que vale muito a pena!), sugiro abaixo um roteiro semelhante ao que fiz, e que engloba boa parte das principais atrações do país. Iniciando e finalizando em Bogotá, é um roteiro de aproximadamente três a quatro semanas, mas que pode ser facilmente alterado, para acrescentar alguns destinos, ou reduzir alguns dias. Aproveitem!

01 – Chegada a Bogotá.
02 – Bogotá
03 – Bogotá
04 – Bogotá. Ônibus noturno para San Augustín.
05 – Chegada a San Augustín pela manhã.
06 – San Augustín
07 – San Augustín / Tierra Dentro
08 – Van ou ônibus para Popayan.
09 – Popayan
10 – Ônibus para Pereira ou Armênia.
11 – Pereira ou Armênia.
12 – Pereira ou Armênia.
13 – Ônibus para Medellín.
14 – Medellín
15 – Medellín
16 – Medellín. Ônibus noturno para Cartagena.
17 – Chegada pela manha a Cartagena.
18 – Cartagena
19 – Cartagena
20 – Cartagena
21 – Ônibus para Santa Marta.
22 – Santa Marta.
23 – Santa Marta.
24 – Avião para Bogotá e retorno.