terça-feira, 2 de agosto de 2011

Perguntas e Respostas: Efetuando saques no exterior com o cartão de débito

Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!


Olá! Desculpa por te incomodar agora, mas tenho grandes duvidas e vi em um dos seus comentários algumas coisas interessantes. Vou para o Canadá aqui 10 dias e ainda não sei bem como levar meu dinheiro. Vi que você faz saques com cartão de debito mesmo, mas não entendi direito como faz isso. Meu banco é o Santander e não sei se dá para fazer também. Me recomendaram o VTM, mas pelo que li, não é bem indicado, vou gastar muito. Queria levar o cheque de viagem, mas depois do seu comentário estou desistindo. Pode me ajudar? Estou um tanto quanto perdida nisso! Obrigada pela atenção! Carolina.

Olá, Carolina! Tudo bem? É claro que você não está incomodando. Muitas pessoas têm dúvidas sobre o assunto e às vezes eu também fico perdido sobre como levar o dinheiro nas minhas viagens! Geralmente, eu prefiro usar o saque no cartão de débito mesmo. É bem mais fácil do que parece! O importante é você entrar em contato com o seu banco, informar quando vai viajar e solicitar a liberação dos saques no exterior, na função débito (e não no crédito, hein!). Além disso, é importante também você se informar sobre as tarifas que são cobradas - elas variam muito. Eu normalmente uso os bancos Itaú e Bradesco, e nunca tive problemas para efetuar os saques. Eu levo os dois cartões como uma forma de garantia – vai que eu não consigo sacar em um dos bancos? É melhor ter uma segunda opção.

Para sacar no exterior, você só precisa achar um caixa automático com a bandeira VISA ou MASTERCARD MAESTRO (dependendo do seu cartão de débito) e sacar normalmente, usando uma senha de quatro dígitos – só confira a senha no seu banco antes de viajar! Nas viagens em que eu utilizei o débito, nunca tive dificuldades de achar um caixa automático compatível. Os caixas possuem limites de valor para cada saque, mas como bancos cobram tarias por saque, vale a pena sacar o máximo permitido de cada vez.

Em relação ao VTM, é uma alternativa válida. Eu ainda prefiro sacar no débito, mas se você não puder usar o débito, o VTM é a segunda melhor opção, a meu ver. Só é preciso ficar atento às cotações utilizadas! Esse é o maior problema do Visa Travel Money.

Cheques de viagem não valem mais a pena, estão muito ultrapassados! É preferível usar o VTM como alternativa ao débito.

Mas mesmo que você consiga liberar o saque no seu cartão de débito, vale a pena levar um pouco de dinheiro vivo (alguma coisa como 400 dólares, mais ou menos), como uma forma de garantia.  Eu sempre carrego um pouco de dinheiro em espécie comigo. Se consigo efetuar os saques sem problemas, volto com o dinheiro para o Brasil e guardo para a próxima viagem. Ou então gasto no free shop!

Acho que, agora, o primeiro passo seria você entrar em contato com o Santander e se informar melhor, conferir as taxas, liberar os saques no exterior, etc. Assim você vai ficar mais tranqüila. Depois, pense em levar um pouco de dinheiro vivo como garantia ou mesmo um VTM. Diversificar é sempre bom, principalmente para reduzir o risco de alguma coisa sair errada. Qualquer outra dúvida, é só perguntar, hein!


2 comentários:

  1. Continuo preferindo o bom e velho Travel Check. Tentei usar um cartão pré-pago num hotel em Paris, mas não funcionou e tive que usar meu cartão de crédito.

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  2. Bom dia Fernanda! Obrigado pela visita! Acho que cada um deve escolher o método que mais gosta, o que mais combina com o estilo de cada um. Já viajei com Travellers Checks (para a Europa, em 1999, e para o Peru e Bolívia, em 2006) e o que não me agradou foi a dificuldade de trocá-los em agências oficiais (da American Express, por exemplo, que não cobram taxas - mas que são raras de achar), e as taxas cobradas para trocá-los em casas de câmbio, hotéis, etc. Mas a vantagem é a segurança do reembolso, em caso de perda ou roubo.

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