quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Resultado da enquete e nova pesquisa no ar!

Vocês votaram e o resultado foi bem dividido. Veja abaixo!
  
Em suas viagens, você costuma ir:

Com namorada (o) ou esposa (o)            14 votos (38%)
Sozinho                                                              13 votos (36%)
Com amigos                                                     11 votos (30%)
Com a família                                                  07 votos (19%)

  
Mas agora já temos uma nova enquete no ar. Diga lá: quando estão viajando, vocês preferem levar uma mala ou um “mochilão”?

Esse é um tema controverso e temos defensores fervorosos nos dois lados. Eu, particularmente, gosto de viajar com mochila, pela praticidade e até mesmo pelo espírito mochileiro e o seu simbolismo, mas conheço muita gente que não dispensa a boa e velha mala. O que vocês acham? Não deixe de votar!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Perguntas e Respostas: África do Sul – Ligando pra casa, restaurantes e outras dúvidas


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Olá, Luiz. Tudo bem? Li muitas coisas que você escreveu sobre a África do Sul e como vou para lá em outubro resolvi tomar a liberdade de lhe escrever, pois tenho algumas dúvidas sobre o país e creio que ninguém melhor que alguém que já passou um bom tempo por lá para me ajudar, se for possível para você, claro. Eu vou ficar um mês em Cape Town para estudar inglês. Quando esteve por lá, você chegou a ver alguma coisa sobre operadoras de celular? Preços de planos pré-pagos, se existem alguns como aqui no Brasil em que é possível utilizar serviços de conexão de dados com custo baixo, etc. Também gostaria de saber quanto custam mais ou menos coisas como um simples refrigerante ou uma estimativa média de gastos com uma refeição, por exemplo um almoço. Não quero tomar muito seu tempo, então, se puder me ajudar com essas perguntas ficarei muito grato. Um abraço, Gustavo.


Oi, Gustavo, tudo bem? Espero que eu possa te ajudar, mas infelizmente eu não tive experiências com celular durante a minha viagem à África do Sul. Como eu levei um netbook para a viagem, eu usava o skype ou mesmo o MSN para me comunicar com os amigos e familiares. Eu sempre acho o skype uma boa opção, pela praticidade e principalmente pelo baixo custo. Mas acho (apesar de não ter experiência no assunto) que utilizar um celular local é valido apenas se você pensa em fazer muitas ligações locais ou para outros números dentro do país, já que uma ligação para o Brasil sairia muito caro. Vale também ter muito cuidado com a utilização do roaming internacional para os números do Brasil, já que o custo é um absurdo!

Sobre os custos na África do Sul, minha impressão geral é que o país não é tão caro como a Europa ou os Estados Unidos, mas também não tão barato como a América do Sul (com exceção do Brasil – um dos países mais caros do mundo!), América Central ou o norte da África. Durante minha viagem, tive um gasto médio de US$ 80 por dia, por pessoa, incluindo hospedagem, alimentação, safáris, turismo, etc. Mas, um viajante econômico poderia viajar gastando menos – acho que US$ 60 por dia é uma estimativa razoável para um mochileiro. Os restaurantes no país são, em geral, muito bons. A variedade é grande e a qualidade me surpreendeu. Na média, um jantar para duas pessoas em um bom restaurante custa aproximadamente 30 ou 35 dólares (é claro que houve vezes em que gastei mais – às vezes, bem mais – mas um jantar mais simples pode custar bem menos também). Em refrigerante comprado na rua deve custar aproximadamente um dólar ou dois, algo assim, mas não me recordo com certeza. Um custo pesado que tive na Cidade do Cabo foram os tours, que às vezes custavam até US$ 75 dólares por pessoa (aproximadamente 500 Rands), como no caso do passeio aos vinhedos. Isso abalou meu orçamento, mas foram dias excelentes e imperdíveis para quem conhece a região!

Para economizar, ou não costumava almoçar em restaurantes. Comia um café da manhã reforçado no guesthouse onde estava hospedado e ia beliscando uns petiscos até a hora do jantar! Em compensação, gostava de jantar em algum dos bons restaurantes da cidade – lá é grande a variedade de cozinhas típicas. Não deixe de conhecer o restaurante Adis in Cape, especializado em comida Etíope.  No restaurante Mamma África, você vai poder comer uma espécie de rodízio de pratos africanos (mas se prepare, porque o restaurante é bem caro! A conta para duas pessoas saiu em torno de US$ 80!).

Espero ter ajudado um pouco no seu planejamento. Qualquer outra dúvida que tiver, é só perguntar!


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Frase da Semana


“Two roads diverged in a wood and I – I took the one less traveled by.”
Robert Lee Frost, poeta norte-americano (1874 – 1963)
 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cruzando Fronteiras atinge a marca de 10.000 visitas!


O Cruzando Fronteiras atingiu ontem a significativa marca de 10.000 visitantes. Gostaria de agradecer a todos vocês que visitaram o blog nesses últimos meses e que seguem freqüentando regularmente esse espaço. Atualmente contamos com uma média de cem visitas por dia, e esse número vem crescendo rapidamente!

Apesar de ter apenas quatro meses de vida, o Cruzando Fronteiras já foi muito além do que eu imaginava quando o criei. E muito se deve à interatividade desse espaço. Então, continuem mandando suas perguntas, suas críticas e seus comentários! E eu prometo que seguirem atualizando o blog sempre que possível, com novas dicas e informações. E, é claro, enviando os relatos das minhas viagens!

Muito obrigado!

Luiz Fernando Niquet


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Perguntas e Respostas: Escolhendo o próximo destino

Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!
Luiz, como já conversamos, quero ir pra Ásia em dezembro e janeiro. Mas estou super perdida sobre quais países e cidades escolher. Você poderia me dar uma ajuda? Quero sair do Brasil dia 12 de dezembro e voltar dia 01 de fevereiro. Portanto tenho bastante tempo. Vou com uma amiga só e queremos conhecer os lugares mais bonitos. Pensamos em fazer Tailândia e Indonésia. Mas vi que existe a possibilidade de fazer Índia, que é pertinho, e Camboja... O que você me indicaria? Nunca fiz um mochilão e to muito perdida. Sei que estou pedindo muito, mas se você tiver um tempinho agradeço muito! Obrigada, Gabi.
Oi Gabrielle, tudo bem? Escolher um destino é sempre um momento muito delicado. E, mais delicado ainda é recomendar um destino a alguém. Qual país visitar depende muito do interesse de cada pessoa, dos seus gostos pessoais, do ritmo de viagem que cada um prefere, etc. 
Você terá aproximadamente cinqüenta dias disponíveis, o que é muito bom - queria eu poder viajar por essa região por quase dois meses! Mas mesmo assim não será possível conhecer todos os lugares que você gostaria, e que merecem uma visita. Mesmo com essa disponibilidade, ainda é melhor você restringir sua viagem a no máximo três ou quatro países, para que você possa conhecê-los com calma. Mas existem muitas opções.
Um roteiro que me parece muito atraente é aproveitar seu tempo e conhecer bem a região continental do Sudeste Asiático. Isto é, passar os seus dias desvendando a linda região que engloba a Tailândia, Camboja, Laos e Vietnam. Acho que seria uma excelente viagem - e acho que seria o meu roteiro de escolha, caso estivesse no seu lugar.
Mas existem muitas outras opções, como você mesmo mencionou. Com 50 dias, você pode conhecer a Índia de norte a sul, e quem sabe dar uma passada no Nepal. Ou então desvendar a China, outro país continental. A Indonésia é um destino incrível, e pode ser combinado com outros países insulares da região, como Filipinas, Malásia, Cingapura e o sul da Tailândia.
Mas acho que a decisão final depende muito dos seus interesses. O que você está buscando nessa viagem. Templos e locais históricos? Praias e vida noturna? Grandes e modernas cidades? Compras? Acho que, antes de escolher o destino, você deve pensar nisso, e só então ver quais países se adaptam aos seus interesses.
Ah, e sobre a passagem aérea? Você já comprou o bilhete? Se não, até mesmo eventuais promoções e o preço das passagens pode ajudar na definição do destino - as vezes um bom preço na passagem aérea é uma oportunidade que não merece ser desperdiçada.
Bom, se você quiser, me escreva contando com mais detalhes o que vocês gostariam de conhecer e vivenciar, e quem sabe bolamos juntos um roteiro legal? Abraços, Luiz.

domingo, 21 de agosto de 2011

Alguns segredos dos nossos vizinhos: dicas de Buenos Aires

Buenos Aires é provavelmente o destino internacional mais popular entre brasileiros. Nesse período de economia forte e real valorizado, somado a um peso enfraquecido e uma economia cambaleante no país vizinho, uma passada pela Argentina está ainda mais tentadora. E isso fica evidente assim que o turista chega ao Aeroporto de Ezeiza. A língua local agora parece ser o português. Com essa invasão em massa, é difícil viajar à Buenos Aires sem a impressão que estarmos apenas caminhando sob trilhas já bem demarcadas por uma horda de turistas e grupos de excursão. Mas para tentar desviar um pouco das multidões e aproveitar a cidade de uma forma diferente, seguem algumas dicas que podem fazer a diferença.
Shows de tango. Ir a um show de tango na capital argentina parece ser um daqueles programas que não se pode deixar passar. Mas um show de tango não precisa ser um espetáculo apoteótico e turístico, narrado em português e perfeitamente elaborado para os grupos de excursão. Para uma experiência mais autêntica (quer dizer, turística, mas de uma forma menos extravagante) experimente os espetáculos do Café Tortoni. O Café, localizado na Avenida de Mayo 825, é uma espécie de Cafeteria Colombo de Buenos Aires, com toda a elegância e tradição do seu semelhante carioca. Os espetáculos, que ocorrem diariamente às 20h30 e 22h, são menores e mais intimistas que os famosos shows turísticos. A decoração tradicional e as pequenas mesinhas próximas ao palco colaboram para um ambiente romântico e discreto. Só não se esqueçam de fazer reserva!
 Conhecendo a cidade de ônibus. Uma alternativa aos tradicionais city tours, os ônibus chamados Buenos Aires Bus oferecem um serviço ao estilo hop-on, hop-off, que permite ao turista subir e descer dos ônibus em qualquer parada, comprando apenas um bilhete – válido por um ou dois dias. Além disso, os ônibus de dois andares, no estilo londrino, possuem áudio-guias em português, fornecendo explicações sobre a cidade e os seus pontos turísticos. No total, são vinte paradas, que englobam os principais destinos turísticos da cidade, como a Calle Florida, La Recoleta, La Boca, San Telmo e Palermo. Os bilhetes não são muito baratos, custando setenta pesos para um dia ou noventa para o bilhete válido por dois dias. No entanto, certamente você economizará alguns pesos do taxi e do city tour, já que estes ônibus rodam por quase toda a cidade, de 8h40 à 19h. Os bilhetes podem ser comprados online ou então em qualquer parada. Acho que é uma forma muito interessante de conhecer a cidade, subindo e descendo do ônibus em seu próprio ritmo, sem aquela pressa tradicional dos tours programados.
Para um jantar apimentado. Outra dica, um pouco exótica, mas muito divertida, é o Restaurante Te Mataré Ramirez. Localizado no boêmio bairro de Palermo Soho, na Calle Gorriti 5054, esse restaurante temático se descreve como um restaurante afrodisíaco e voluptuoso, com shows de teatro erótico, títeres e cabaré. Com uma decoração luxuosa e de muito bom gosto, esse é um restaurante diferente, mas muito divertido e elegante. Os pratos, cujos nomes sugestivos são uma atração a parte, são deliciosos e o serviço excelente. A conta, entretanto, costuma sair um pouco cara. Mas vale muito a pena conhecer. Só não esqueça de fazer sua reserva, já que costuma lotar diariamente!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Perguntas e Respostas: África do Sul – Como levar o dinheiro em uma viagem?


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Luiz, boa tarde! Primeiramente parabéns pelo blog! Muito legal mesmo... Ajuda bastante! Bom, tenho viagem marcada para Cape Town em dezembro. Ficarei por lá durante um mês num curso de idiomas. Porém é minha primeira viagem internacional e me surgiram algumas dúvidas quanto ao dinheiro, principalmente como levar. Estou pensando em levar o VTM direto em Rand (achei uma casa de cambio que faz isso) , um pouco de dólares e estou considerando levar o cartão de credito também, para eventuais necessidades. Você acha que é uma boa idéia? Agradeço pela atenção e pela ajuda. Obrigado! Abraços, Tiago.

Tiago, boa tarde! Eu acho muito boa a sua idéia de levar um pouco de dólares, para o caso de alguma emergência ou necessidade. E o cartão de crédito também é bem útil em emergências ou alguma compra eventual de maior valor.

Só tenho minhas dúvidas em relação ao VTM, principalmente se você for carregá-lo em Rands. Geralmente, a taxa de câmbio utilizada na compra de moedas mais “incomuns” no Brasil é muito ruim. Quanto menos freqüentes as operações em uma moeda, pior será a taxa oferecida pelo banco ou agência de câmbio. Como a compra de Rands não deve ser muito freqüente, é bem provável que você não fará um bom negócio. Se for mesmo utilizar o Visa Travel Money, prefira carregá-lo com dólares. No final, acho que será um pouco melhor.

Mas, na minha opinião, a melhor opção é utilizar o seu cartão de débito para efetuar saques no exterior. Recentemente, escrevi alguns textos aqui no blog sobre isso. Vale a pena dar uma conferida nos links abaixo, acho que poderão ajudar a responder suas dúvidas:



Se tiver alguma outra dúvida, é sé perguntar!


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Perguntas e Respostas: Conhecendo Cuzco e Arequipa – Parte II

Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Luiz, boa tarde! Fico extremamente grata por ter sido tão prestativo. Fizeram grande diferença suas dicas! Porém causaram algumas duvidas... Espero não estar te incomodando. Se puder responder as duvidas a seguir, agradeceria. Vou desembarcar as 06:00 hrs em Arequipa, estava pensando em direto para Canion Del Colca (como havia me falado) e aproveitar para ficar uma noite. Acha que será uma boa idéia? Quero ficar mais dias em Cuzco, por isso estava pensando em ficar dois dias no máximo em Arequipa. Em Cuzco, vou demorar em média quantos dias pra fazer Machu Picchu? Tanto de trem como a pé? Quanto ao dinheiro, devo levar dólar, cartão ou soles? Acha que devo tomar cuidado com algum tipo de comida ou bebida para futuramente não estragar meu passeio? Não sei se já foi para lá em dezembro mais me preocupo (como uma boa mulher! Rs) com a vestimenta, tenho medo de levar roupa de frio e só fazer calor. Bom, mais uma vez agradeço as dicas. Foi de grande valia. Beijo, Natália.

Oi, Natália, tudo bem? Não se preocupe, é um grande prazer ajudar! É claro que existem algumas informações que eu não sei responder, mas sempre que possível, tento passar as informações e experiências pelas quais passei, ou que outras pessoas compartilharam comigo.

Acho que, chegar em Arequipa e partir direto para o tour é um pouco complicado, já que primeiro, você teria que localizar uma agência, contratar o tour, etc. E geralmente esses passeios saem bem cedo pela manhã. Você está pensando em passar duas noites em Arequipa? Ou dois dias e só uma noite? Se forem duas noites (o que eu recomendo), você poderia chegar no primeiro dia bem cedo, ir para o hotel, e logo depois contratar o tour para o dia seguinte. Aproveite e compre logo o bilhete de ônibus para Cuzco. Passe o resto do dia na cidade conhecendo o centro histórico e o Convento de Santa Catalina. No dia seguinte, parta no tour, dormindo uma noite no Cânion. Ao retornar do passeio, no final da tarde, já vá direto para a rodoviária e pegue o ônibus para Cuzco. Logo cedo no dia seguinte você estará em Cuzco. Seriam, assim, duas noites em Arequipa e uma terceira no ônibus.

Eu, pessoalmente, não fiz esse tour ao Canion del Colca. Mas conheco algumas pessoas que foram e adoraram! Acho que você vai gostar!

Você havia dito que vai passar nove dias no total. Se forem duas noites em Arequipa e outra no ônibus, ainda sobram seis noites em Cuzco. Acho que é um bom tempo para você conhecer bem a cidade e a região!

Para conhecer Machu Picchu, existem algumas opções. Você pode fazer o passeio mais tradicional, de trem, partindo logo cedo pela manhã de Cuzco e voltando ao final da tarde. Você deve comprar tanto o bilhete de trem quando o bilhete de entrada em Machu Picchu antecipados, pela internet. Alguma pessoas, para terem mais tempo livre em Machu Picchu, optam por pegar o trem em Cuzco na tarde do dia anterior, dormir na cidade de Águas Calientes, e assim chegar em Machu Picchu bem cedinho no dia seguinte. Assim, sobra mais tempo nas ruínas, e chegam antes dos demais turistas, enquanto o parque arqueológico está bem mais vazio.

Uma terceira opção é fazer a famosa trilha inca. Eu optei por ir de trem, já que passar quatro dias caminhando em trilhas não é muito a minha praia. A trilha tradicional levar quatro dias e três noites, mas existem versões mais curtas, de dois dias. A reserva deve ser feita com bastante antecedências, já que existe uma limitação no número de pessoas que podem fazer esse percurso diariamente. Como não fiz esse trajeto, não tenho outras informações sobre a trilha, grau de dificuldade, condições, etc. Mas como é um trajeto popular, você consegue facilmente essas informações na internet.

Sobre como levar o seu dinheiro, eu fiz um artigo sobre isso aqui no blog (http://www.cruzandofronteiras.com.br/2011/05/como-levar-o-seu-dinheiro-em-uma-viagem.html). Além disso, publiquei também algumas perguntas que me fizeram sobre esse assunto (como usar o cartão de débito, crédito, VTM, etc.). Dê uma lida nos textos, acho que vão te ajudar bastante! E se tiver qualquer outra dúvida, é só perguntar!

Sobre comidas e bebidas, eu penso que devemos aproveitar uma viagem para experimentar de tudo! Afinal, a alimentação é umas das mais importantes manifestações culturais de um povo. Então, não se preocupe muito com isso. Uma eventual dor de barriga pode acontecer (comigo, quase sempre acontece!). Mas normalmente não é nada sério e dura só um ou dois dias. Acho que não vale a pena deixar de experimentar alguma coisa por causa disso. Leve um kit farmácia com os remédios básicos. Sempre faço isso e é muito útil!

A temperatura em dezembro, em Cuzco, gira em torno de 15 graus – um pouco mais frio a noite, mas durante o dia a temperatura chega a 20, em média. Por estar bem longe do mar, a temperatura costuma variar muito da noite para o dia. Acho que um bom casaco já resolve. De qualquer forma, lá é um ótimo lugar para comprar casacos de lã de alpaca – são muito bons e baratos!

Qualquer outra pergunta, é só escrever!


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Perguntas e Respostas: Conhecendo Cuzco e Arequipa


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Boa tarde, Luiz. Verifiquei que já foi viajar para o Peru. Como vou para Arequipa e Cuzco em dezembro, gostaria muito que me desse algumas dicas. Ficarei nove dias, embarcarei em Arequipa e depois vou para Cuzco. Tenho algumas dúvidas. Como ficarei relativamente pouco tempo, como acha que devo viajar para Cuzco? Trem? Ônibus? Onde ficar? O que fazer? Nessa época do ano chove muito? O que não posso perder? Enfim, eu agradeceria muito se pudesse me ajudar. Natália.

Natália, boa tarde! Cuzco e Arequipa são dois ótimos destinos, com muitas atrações. Com certeza você aproveitará muito esses nove dias no Peru.

Arequipa é uma cidade colonial, linda, com uma praça agradável e bons restaurantes. O Convento de Santa Catalina é muito bonito e vale a pena conhecê-lo. Além disso, a cidade serve como base para os passeios ao Cânion Del Colca. Esses passeios podem ser feitos em um day-trip, mas vale a pena passar pelo menos uma noite na região.

O transporte entre Arequipa e Cuzco é feito de ônibus noturno, partindo de Arequipa à noite e chegando a Cuzco bem cedo pela manhã. O trajeto dura em torno de nove horas. Os ônibus geralmente são confortáveis e baratos (custam em torno de 15 a 20 dólares), mas vale a pena ficar atento à companhia que você escolher, já que a qualidade varia muito entre elas.  Uma boa companhia é a Cruz Del Sur, já ouvi falar muito bem dela. Mas existem muitas outras fazendo essa rota. Ah, e não se esqueça de levar um bom casaco – os ônibus ficam muito frios durante noite!

Cuzco é um dos melhores destinos turísticos da América do Sul (e, na minha opinião, uma das melhores cidades do mundo para se conhecer). Você pode passar vários dias conhecendo as atrações da cidade e ainda visitando a região do seu entorno, conhecida como Vale Sagrado dos Incas. São vários os pontos de interesse, muitos até para eu listar aqui. Então, vale a pena visitar alguns sites voltados para o turismo nessa região, como o Wikitravel. Mas não deixe de visitar os museus da cidade, a famosa Plaza de Armas, a muralha Inca, e de fazer os tours pelo Valle Sagrado. Ah, e Machu Picchu, é claro!

Uma dica importante é comprar o Boleto Turístico, que você adquire na maioria dos locais turísticos da cidade, e que garante por um preço único acesso à praticamente todas as atrações da região. Isso facilita muito o dia-a-dia, além de representar uma boa economia! O boleto custo 130 soles para os adultos, ou 70 para estudantes! Nesse caso, vale muito a pena levar uma carteirinha internacional de estudantes!

O clima não costuma ser um problema em Cuzco ou Arequipa. Não acho que vá afetar a sua viagem, principalmente se você não for fazer a trilha até Machu Picchu e optar pelo trem.

Sobre hospedagem, existem muitas (muitas mesmo!) opções em Cuzco e várias em Arequipa. Para escolher um bom local, eu costumo utilizar o site Trip Advisor (www.tripadvisor.com) ou mesmo o Wikitravel (www.wikitravel.org). O guia Lonely Planet também é uma boa fonte de informações, não apenas sobre hospedagem, mas também sobre as atrações, destinos, transportes, etc.

Bom, espero ter ajudado! Qualquer outra dúvida, é só perguntar! Boa viagem, e aproveite!


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Perguntas e Respostas: De Arequipa ao Salar de Uyuni – e voltando para La Paz


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Olá Luiz! Li seus comentários sobre Peru e Bolívia e resolvi perguntar para você, pois me parece ter bastante experiência nessa região que pretendo visitar. Bom, partirei para La Paz dia 26/12/2011 e retorno dia 13/01/2012, por lá também. Meu roteiro está redondinho até o dia 08/01, quando desembarco de um vôo de Lima para Arequipa. Minha intenção era ir para Salar de Uyuni, mas depois que comprei a passagem de Lima à Arequipa é que percebi que o Salar é longe pra dedéu de Arequipa e que teria poucos dias para visitar o famoso deserto de sal e retornar a La Paz dia 13/01 cedinho para o vôo de volta. Cheguei a olhar opções de ônibus, avião... Estou um pouco perdida. Como só quero desistir de Uyuni em último caso (no caso de não ter a mínima condição de ir, visitar e voltar a tempo para o vôo), pensei em perguntar a você, quais são as minhas opções e se haveria algum jeito de eu conhecer em dois dias! Você pode me dar uma luz? Agradeço desde já sua atenção!

Realmente, o seu roteiro está bastante apertado, principalmente se levarmos em consideração a distância entre Arequipa e Uyuni, e o fato de que você precisa estar de volta à La Paz no dia 13.

Para ir de Arequipa à Uyuni, existem duas opções principais:

1 - Pegar um ônibus de Arequipa para La Paz (aproximadamente 10 a 12 horas), e depois outro ônibus noturno de La Paz para Uyuni (aproximadamente 10 horas, noturno). Fazer o tour do Salar, e retornar à La Paz a partir de Uyuni, também no ônibus noturno; ou

2 - Descer de Arequipa até San Pedro de Atacama, no Chile, passando por Tacna e Arica. Fazer o tour do Salar a partir de San Pedro de Atacama. Retornar para La Paz por Uyuni, no ônibus noturno (essa, a princípio, me parece ser a melhor opção).

O problema é que, para chegar a La Paz dia 13 de janeiro, você deverá sair de Uyuni no ônibus que parte no dia 12 de janeiro à noite, chegando a La Paz na manhã seguinte – o dia da sua volta. O tour padrão pelo Salar de Uyuni demora três dias e duas noites. Na verdade existem outras opções mais curtas, de até um dia, mas não acho que valha a pena você viajar essa distância toda para fazer um tour curto, que não passa por todas as principais atrações da região.

Sendo assim, você deverá partir no tour no máximo no dia 10 de janeiro, retornando ao final da tarde do dia 12 – a tempo de pegar o ônibus para La Paz.

Para começar o tour no dia 10, bem cedo pela manhã, você tem que chegar a Uyuni ou San Pedro no dia anterior – de preferência ainda pela tarde, para poder contratar o tour no dia seguinte. O problema então é que você teria que chegar à Uyuni ou San Pedro no meio do dia 09, o dia seguinte à sua chegada à Arequipa. Como, qualquer que seja a rota escolhida, o trajeto envolve muitas horas nos ônibus – muitas mesmo – acho que ficaria bem corrido!

Você teria que chegar a Arequipa cedo e logo embarcar num ônibus até Tacna, na fronteira com o Chile (não fiz esse trajeto, mas dizem que costuma demorar aproximadamente 6 horas). Atravessar a fronteira e pegar um transporte para Arica (mais uma ou duas horas). De Arica, pegar um ônibus noturno até San Pedro, chegando na cidade na manhã do dia seguinte. Bastante corrido, né! Mas como dificilmente você conseguiria iniciar essa travessia no dia 8, partindo de Arequipa no dia 09, você só chegaria em San Pedro no dia 10, tarde demais para inciar o tour e volta a tempo para La Paz...

Além disso, Arequipa é uma cidade linda, colonial, e base para a exploração do Canion Del Colca. Acho que merece ser conhecida com calma, e seria uma pena simplesmente passar por ela no caminho para o Salar. La Paz é outra cidade que tem seus atrativos, e merece uma estadia completa, de preferência dous ou três dias. Por isso, acho que a sua ida ao Salar realmente é um pouco corrida demais para esta viagem – quase impossível, eu diria! Acho que vale a pena você pensar em deixar para uma próxima visita. A não ser que você consiga antecipar seu vôo de Lima a Arequipa, ganhando alguns dias, e te permitindo mais tempo para fazer esse longo trajeto.

Não sei como está o seu roteiro antes do dia 08, mas uma visita a Puno também vale a pena, assim como alguns dias em Copacabana, no lado boliviano.

Bom, espero ter ajudado um pouco – apesar de não ter conseguido encaixar muito bem o tour do Salar no seu roteiro. Se quiser me passar o seu roteiro desde a chegada em La Paz, quem sabe a gente não altera alguma outra coisa, tentando inserir o Salar? Abraços e boa viagem!


sábado, 13 de agosto de 2011

Dica de Leitura VIII - A Mão Morta, Paul Theroux

Primeiro, gostaria de me desculpar pela longa ausência. Mas nessa última semana estive bastante ocupado no trabalho e sem acesso à internet ao longo do dia, o que dificultou a atualização do site. E no tempinho que me restava, tentei dar continuidade ao planejamento da minha viagem ao sudeste asiático (afinal, o dia da partida se aproxima!).
Mas como continuo preso nos engarrafamentos diários, pude manter minha leitura em dia, sem paralisações ou atrasos. Nessa semana comecei a ler mais uma obra do Paul Theroux, que recomendo a vocês.
O nome do livro é “A Mão Morta: Um Crime em Calcutá” e é mais uma obra de ficção deste renomado autor de livros de viagens. Seguindo o mesmo padrão de seu livro anterior, “Suíte Elefanta”, o romance é passado na Índia, e mistura ficção com fatos que realmente ocorreram ao longo de suas viagens por esse país.
Com a sua incrível capacidade de descrever pessoas e lugares, o livro se torna mais do que um romance, um retrato fiel e detalhado da sociedade indiana contemporânea. O tom ácido e crítico que marca o autor também está presente, mas essa “rabugice” característica dá ainda mais sabor e personalidade ao livro, tornando a leitura fácil e agradável.
Aproveito esse post, para também recomendar o site Estante Virtual (www.estantevistual.com.br), um conglomerado de sebos virtuais de todo o Brasil, que disponibiliza um grande acervo – inclusive de livros de viagens e aventuras, alguns clássicos e bastante raros. Os preços são atrativos e a entrega rápida. Acho que vale a pena visitar e pesquisar com atenção as obras disponíveis!



sábado, 6 de agosto de 2011

Relato de Viagem, África do Sul – Parte 2: Durban, o símbolo cosmopolita da África

O sol brilhava forte e um belo dia se anunciava naquela manhã, quando parti de Durban dirigindo rumo ao norte. Eram passados poucos minutos das nove horas e um longo dia na estrada se anunciava, até a cidade de Santa Lucia, na costa do Oceano Índico. Foram dois dias conhecendo a cidade costeira de Durban, onde aluguei o carro que me acompanharia pelos próximos quinze dias, até o final de minha viagem, em Johanesburgo.
Durban é um exemplo característico da natureza cosmopolita da África do Sul. Foi em Durban que Mahatma Gandhi despertou seu lado político, e onde o então jovem advogado indiano iniciou sua luta pela igualdade e contra a discriminação racial na África do Sul, da qual não apenas os negros, mas também os hindus eram vítimas. Até hoje é ainda considerada a maior cidade indiana fora da Índia, e esta influência é facilmente notada nos inúmeros restaurantes e lojas espalhadas pelos diversos bairros da cidade, que abriga atualmente quatro milhões de pessoas em sua região metropolitana.
Fundada pelos portugueses em 1497 e originalmente batizada “Natal”, foi também residência do poeta português Fernando Pessoa, que passou grande parte da sua juventude na cidade.
Atualmente Durban é uma cidade habitada majoritariamente por uma população negra, ao contrário da Cidade do Cabo. O Zulu é o idioma mais falado na região, inclusive nas transmissões televisivas. Durante minha permanência na cidade pude acompanhar uma partida de futebol da seleção nacional africana, em sua preparação para a Copa do Mundo que se aproximava. Além do medíocre futebol apresentado (que viria a se confirmar na competição mundial), o que chamou a atenção foi a narração local, que intercalava os idiomas zulu, xosa e o inglês, dedicando a cada um quinze minutos em cada tempo de jogo.
Essa mistura cultural torna a cidade interessante, e os dias passados em Durban foram relaxantes e agradáveis. Em termos de atrações turísticas, a orla é um pouco decepcionante e o gigantesco cassino à beira-mar parece não combinar muito com o ambiente da região. Mas uma visita ao grande aquário municipal repleto de tubarões e dos mais exóticos exemplares da fauna marinha preenche facilmente todo um dia.
 A estrada N2 cruza a costa indiana da África do Sul até a fronteira com a Suazilândia. Contrariando minhas expectativas, a via se encontra em excelente estado, permitindo uma direção tranqüila e agradável. A paisagem rural do estado de KwaZulu-Natal é bastante bela, com seus morros arredondados cobertos por uma vegetação verde e rasteira. Enquanto me afastava da região metropolitana, mais freqüentemente as casas tradicionais eram substituídas por cabanas típicas zulus: pequenas e redondas, de um só cômodo, cobertas de palha seca e com uma pequena porta. Essas moradias tradicionais não possuem janelas ou chaminés, mas a fumaça das fogueiras atravessam a palha do teto, construído de forma engenhosa para permitir esse escapamento. As influências européias e africanas convivem lado a lado na região da zululândia, tornando esse cenário um local único.
Seguimos sem paradas pelos 250 quilômetros de estrada e no inicio da tarde chegamos à pequena cidade de Santa Lúcia, na entrada do parque nacional que possuía esse mesmo nome, mas que foi rebatizado em 2007 para iSimangaliso Wetland Park – palavra zulu para “um milagre”.
(Essa é a segunda parte do relato da minha viagem à Africa do Sul, em fevereiro e março de 2010. Foram 25 dias no país, conhecendo Cidade do Cabo, Durban, Sta Lucia, Suazilândia, Krugger, Graskop e Johannesburg. Leia as outras partes nos posts anteriores e fique atento aos novos posts!)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Frase da Semana

“To awaken quite alone in a strange town is one of the pleasantest sensations in the world.”

                             Freya Stark, escritora britânica de relatos de viagem (1983 – 1993)


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Depressão pós-viagem? Veja algumas dicas que podem ajudar

Ei, qual é o problema? Você acabou de voltar de uma viagem incrível, aproveitou muito, conheceu lugares e pessoas... Deveria estar se sentindo feliz e renovado! Mas, ao contrário, anda cabisbaixo, rabugento e mal-humorado? Parece que você é mais uma vítima da depressão pós-viagem! Mas isso não é motivo para pânico. Veja algumas dicas que podem te ajudar a vencer esse mal que aflige até os mais experientes viajantes!

Sonhe alto. Transforme a sua depressão pós-férias em ansiedade pré-viagem! Eu sei que ainda falta muito tempo para a sua próxima aventura, mas nunca é cedo demais para começar a planejar! Sonhe alto enquanto é tempo, e imagine os mais exóticos destinos! Enquanto o tempo for passando e a data das suas férias chegando, será a hora de retornar à realidade e pensar em destinos mais realísticos.

Comece a poupar. Quase todos os viajantes sabem o que é voltar para a casa sem nenhum dinheiro, após gastar cada centavo passeando por aí. Bom, agora é a hora de começar a poupar para a sua próxima aventura! Mesmo que você só consiga juntar alguns reais por semana, já é um começo, e você vai se sentir dando o primeiro passo rumo a um novo destino!

Seja um turista na sua própria cidade. Uma das maravilhas de ser um viajante é a maneira como viajar nos torna mais curiosos e observadores, abre nossos olhos e nos torna atentos a detalhes que antes passavam despercebidos. Então, aproveite que você acabou de voltar e seja um turista na sua própria cidade. Ande por caminhos desconhecidos, entre naquele museu ou construção histórica que você sempre ignorou, tire fotos e fale com desconhecidos. Experimente.

Espalhe seu conhecimento. Você está cheio de conhecimento e apaixonado pelos lugares que visitou. Então, divida o que sabe. Mas não se restrinja aos seus amigos e parentes – a maioria deles não vai estar interessada mesmo! Ache uma comunidade de viajantes e pessoas com o mesmo interesse e aproveite para contar tudo o que aprendeu nesses dias de aventuras. Com certeza essas informações vão ser úteis para aqueles que estão planejando suas viagens. E quem sabe você também não aprende alguma coisa nova?

Faça arte. Se você gosta de escrever, que tal transformar suas lembranças ou os rabiscos em seu caderno em um texto divertido? Ou, se você gosta de fotografias, pode transformar um amontoado de arquivos perdidos em seu computador em um álbum de fotos – ou então criar um photo-book. Isso certamente vai te ajudar a relembrar os seus dias de férias, e fazer o tempo passar mais rápido – rumo a novas aventuras!


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Perguntas e Respostas: Efetuando saques no exterior com o cartão de débito

Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!


Olá! Desculpa por te incomodar agora, mas tenho grandes duvidas e vi em um dos seus comentários algumas coisas interessantes. Vou para o Canadá aqui 10 dias e ainda não sei bem como levar meu dinheiro. Vi que você faz saques com cartão de debito mesmo, mas não entendi direito como faz isso. Meu banco é o Santander e não sei se dá para fazer também. Me recomendaram o VTM, mas pelo que li, não é bem indicado, vou gastar muito. Queria levar o cheque de viagem, mas depois do seu comentário estou desistindo. Pode me ajudar? Estou um tanto quanto perdida nisso! Obrigada pela atenção! Carolina.

Olá, Carolina! Tudo bem? É claro que você não está incomodando. Muitas pessoas têm dúvidas sobre o assunto e às vezes eu também fico perdido sobre como levar o dinheiro nas minhas viagens! Geralmente, eu prefiro usar o saque no cartão de débito mesmo. É bem mais fácil do que parece! O importante é você entrar em contato com o seu banco, informar quando vai viajar e solicitar a liberação dos saques no exterior, na função débito (e não no crédito, hein!). Além disso, é importante também você se informar sobre as tarifas que são cobradas - elas variam muito. Eu normalmente uso os bancos Itaú e Bradesco, e nunca tive problemas para efetuar os saques. Eu levo os dois cartões como uma forma de garantia – vai que eu não consigo sacar em um dos bancos? É melhor ter uma segunda opção.

Para sacar no exterior, você só precisa achar um caixa automático com a bandeira VISA ou MASTERCARD MAESTRO (dependendo do seu cartão de débito) e sacar normalmente, usando uma senha de quatro dígitos – só confira a senha no seu banco antes de viajar! Nas viagens em que eu utilizei o débito, nunca tive dificuldades de achar um caixa automático compatível. Os caixas possuem limites de valor para cada saque, mas como bancos cobram tarias por saque, vale a pena sacar o máximo permitido de cada vez.

Em relação ao VTM, é uma alternativa válida. Eu ainda prefiro sacar no débito, mas se você não puder usar o débito, o VTM é a segunda melhor opção, a meu ver. Só é preciso ficar atento às cotações utilizadas! Esse é o maior problema do Visa Travel Money.

Cheques de viagem não valem mais a pena, estão muito ultrapassados! É preferível usar o VTM como alternativa ao débito.

Mas mesmo que você consiga liberar o saque no seu cartão de débito, vale a pena levar um pouco de dinheiro vivo (alguma coisa como 400 dólares, mais ou menos), como uma forma de garantia.  Eu sempre carrego um pouco de dinheiro em espécie comigo. Se consigo efetuar os saques sem problemas, volto com o dinheiro para o Brasil e guardo para a próxima viagem. Ou então gasto no free shop!

Acho que, agora, o primeiro passo seria você entrar em contato com o Santander e se informar melhor, conferir as taxas, liberar os saques no exterior, etc. Assim você vai ficar mais tranqüila. Depois, pense em levar um pouco de dinheiro vivo como garantia ou mesmo um VTM. Diversificar é sempre bom, principalmente para reduzir o risco de alguma coisa sair errada. Qualquer outra dúvida, é só perguntar, hein!


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cinco dicas para viajar durante o Ramadã - e aproveitar!

Ramadan Mubarak! Com a proximidade do mês sagrado muçulmano, esta é uma boa hora para aprender como se diz “Feliz Ramadã!” em árabe – principalmente se você planeja viajar por algum país muçulmano neste mês de agosto. Então, se você tem alguma viagem planejada para o Egito, Marrocos, Indonésia ou Turquia (e muitos outros países!), veja abaixo algumas dicas que irão te ajudar a aproveitar essa experiência única de viajar no Ramadã (ou Ramadan, se você preferir).

Aprenda o básico. O Ramadã é um mês lunar – o nono do calendário islâmico – dedicado ao swam (o jejum sagrado), um dos cinco pilares do islamismo. Do nascer ao por do sol, os fiéis devem abster da comida, bebida, do tabaco e do sexo, se concentrando no desenvolvimento e na renovação espiritual. Após o por do sol, ocorre uma eufórica refeição (iftar), marcando o fim do jejum diário. Um pouco antes do amanhecer, há outro grande banquete, chamado sahur, que serve de preparação para o novo dia de jejum. Mas o Ramadã não se resume apenas ao jejum diurno e banquetes noturnos. Outra forte característica do período é a caridade, ou zakat, outro importante pilar da religião islâmica.

Planeje com antecedência. Como qualquer outro feriado, o Ramadã afeta o funcionamento dos estabelecimentos comerciais e o turismo em geral. Muitos locais operam com horários reduzidos, e grande parte dos restaurantes fecha durante o dia. Portanto, não se esqueça de preparar um lanche para levar durante o dia, evitando passar fome! E é também uma boa idéia reservar hotéis com antecedência, evitando, assim, alguma surpresa desagradável. O mesmo vale para as atrações turísticas e os transportes, que podem ser afetados nesse período.

Adapte seus horários. Se você costuma acordar cedo para conhecer as atrações locais e logo após o pôr-do-sol já está retornando ao hotel para descansar, vale a pena rever o seus horários nesse período sagrado. O povo local costuma ficar em casa ao longo do dia, e as ruas ficam bem mais vazias, já que trabalhar ou passear durante o jejum não é fácil! Por outro lado, assim que termina o dia, as ruas ficam cheias de vida e as festas seguem até o amanhecer! Então, tente se adaptar à rotina local. Assim, você aproveitará muito mais e viverá de perto a magia do Ramadã!

Entre no espírito do Ramadã! Não se preocupe. O povo local não espera que você jejue durante o dia. De acordo com a tradição islâmica, até mesmo os viajantes muçulmanos estão liberados do jejum! Mas para mostrar respeito às tradições alheias, evite comer e beber em locais públicos ao longo do dia e respeite os momentos de oração.

Aceite a hospitalidade. Quando um muçulmano lhe oferecer doces ou te convidar para um banquete familiar, uma recusa soará bastante indelicada. Você não é obrigado a retornar o favor ou a comer os doces que te forem oferecidos. Apenas o fato de você ter aceitado será uma honra para seus novos amigos. Mas, se quiser, pratique o zakat, e faça uma doação a alguma instituição local.