quinta-feira, 30 de junho de 2011

Conheça os 25 locais que se tornam Patrimônio Mundial da UNESCO este ano

Nas duas últimas semanas, o Comitê do Patrimônio Mundial formalizou a inscrição dos vinte e cinco novos sítios a serem incluídos na prestigiosa relação de Patrimônios Mundiais da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).
Esta inclusão foi oficializada durante a 35ª sessão de seu comitê, ocorrida entre 19 e 29 de junho de 2011.

Dos novos sítios incluídos, três são Patrimônios Naturais, vinte e um são considerados Patrimônios Culturais e um possui características mistas. A lista totaliza agora 936 locais, sendo 183 naturais, 725 culturais e 28 mistos.

Segue abaixo a relação dos novos contemplados. Vocês já visitaram algum desses locais? Da relação abaixo, eu só conheço a “paisagem cultural do café da Colômbia”, que visitei em 2007.  E vocês? Não deixe de comentar!

Ah, e quem tiver curiosidade em conhecer todos os locais que são considerados atualmente Patrimônio Mundial pela UNESCO, é só clicar aqui!

Patrimônio Natural

  • Costa de Ningaloo (Austrália).
  • Ilhas Ogasawara (Japão).
  • Sistema lacustre do Grande Vale do Rift (Quênia)

Patrimônio Cultural

  • Palafitas pré-históricas em torno do maciço dos Alpes (Alemanha, Áustria, Eslovênia, França, Itália e Suíça)
  • Fábrica Fagus em Alfeld (Alemanha)
  • Centro histórico de Bridgetown e guarnição militar (Barbados)
  • Paisagem cultural do Lago do Oeste de Hangzhou (China) 
  • Paisagem cultural do café da Colômbia (Colômbia)
  • Sítios culturais de Al Ain: Hafit, Hili, Bidaa Bint Saud e zonas dos oásis (Emirados Árabes Unidos)
  • Paisagem cultural de la Serra de Tramuntana (Espanha)
  • Paisagem cultural de Konso (Etiópía)
  • Paisagem cultural agropastoril mediterrâneo de Causses e Cévennes (França)
  • O jardim persa (Republica Islâmica do Irã)
  • Centros de poder dos Longobardos na Itália -568-774 d.C.- (Itália)
  • Hiraizumi - Templos, jardins e sítios arqueológicos representativos da Terra Pura budista (Japão)
  • Forte Jesus de Mombassa (Quênia)
  • Conjuntos de petróglifos do Altai mongol (Mongólia)
  • Catedral de León (Nicarágua)
  • Delta do Salúm (Senegal)
  • Sítios arqueológicos da ilha de Meroe (Sudão)
  • Aldeias antigas do norte da Síria (República Árabe Síria)
  • Mesquita de Selimiye em Edirne e seu complexo social (Turquia) (na foto)
  • Residência dos metropolitanos de Bucovina e Dalmacia (Ucrânia)
  • Cidadela da dinastia Ho (Vietnã)
  
Patrimônio de Característica Mista:

  • Zona Protegida de Uadi Rum (Jordânia)


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Perguntas e Respostas: 22 dias na Bolívia

Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!

Em julho estarei embarcando para Bolívia (somente Bolívia) onde ficarei do dia 24 de julho a 18 de agosto. Gostaria de dicas de um bom roteiro para 22 dias pela Bolívia, tipo de roupa a ser usada, hospedagem legal/barata e custo diário. Obrigado.

Bom dia! Com três semanas para conhecer a Bolívia, você vai poder visitar todas as principais atrações do país, e com calma. O seu roteiro certamente deve incluir a cidade colonial de Sucre (2 dias), as famosas minas de Potosí (2 dias), o imperdível Salar de Uyuni (uns 4 dias, contando dia de chegada na cidade, o tour do Salar e a noite de retorno), a bela Copacabana (2 dias) e a capital La Paz (3 ou 4 dias). Na semana restante, você pode ainda conhecer outras atrações menos freqüentemente visitadas, como Rurrenabaque ou Samaipata, que são destinos de selva, uma Bolívia diferente daquela normalmente visitada.

Eu não sei qual são seus planos, por onde você planeja chegar e partir do país (Santa Cruz? La Paz?), por isso não estou sugerindo um roteiro dia a dia. Mas, de qualquer forma, as distâncias não são muito grandes, e há ônibus ligando praticamente todas as cidades mencionadas acima - com exceção da selva, onde a melhor maneira de chegar é de avião. Só não espere muito conforto. Em compensação, os preços são bem baixos.

Em geral, a Bolívia é um país bem barato. Quando estive lá, em 2006, gastei em torno de 15 dólares por dia! Mas, atualmente, planejaria algo em torno de 30 ou 40 dólares por dia, por pessoa, para garantir uma viagem um pouco mais confortável.

Em relação ao clima e às roupas, esse roteiro engloba áreas muito distintas, como o Salar (onde o frio é considerável) e a selva, onde a temperatura é bem mais alta. Então, vale a pena levar roupa para todos os climas, e principalmente usar "camadas" de roupas, que possam ser sobrepostas e utilizadas em todos os climas.

Qualquer outra dúvida, é só perguntar!


terça-feira, 28 de junho de 2011

Perguntas e Respostas: Onze dias na Tailândia


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!


Estou na Austrália agora e pretendo ir para Tailândia. O problema é que tenho exatos 11 dias pra conhecer o país. Já li bastante no fórum, mas ainda estou bem confuso sobre quais os melhores pontos a se fazer. Meu objetivo não é compras, e sim visitar os lugares mais bonitos e importantes.

No próximo janeiro eu vou passar 28 dias no sudeste asiático. Por isso, estou começando a planejar minha viagem. Como serão três países em quatro semanas, vou acabar ficando na Tailândia aproximadamente uns onze dias também. Assim, com o que eu já pesquisei, acho que você pode dividir os seus dias da seguinte maneira:

Dia 1 - Chegada em Bangkok.
Dia 2 – Bangkok
Dia 3 – Bangkok
Dia 4 - Trem para Ayutthaya (apenas 1 hora de Bangkok)
Dia 5 – Ayutthaya
Dia 6 - Trem ou ônibus para Sukhotai (aprox. 5 a 6 horas)
Dia 7 – Shukhotai
Dia 8 - Trem ou ônibus para Chiang Mai (aprox. 6 horas)
Dia 9 - Chiang Mai
Dia 10 - Avião de Chiang Mai para Phuket ou outra ilha Tailandesa.
Dia 11 - Phuket (ou outra ilha)
Dia 12 - Avião para Bangkok, e retorno.

Com esse roteiro, você consegue conhecer Bangkok, as cidades imperiais e históricas de Ayutthaya e Sukhotai (ambas patrimônio da humanidade pela Unesco), os florestas do norte da Tailândia (com base em Chiang Mai) e ainda descansa nos últimos dias na praia.

Eu devo fazer um roteiro semelhante a esse, antes de partir para a Cambódia e Vietnam para o restante da minha viagem.

Mas é claro que essa é só uma sugestão básica, baseada nos meus interesses. Fique a vontade para discordar, alterar, etc! Boa viagem!


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Perguntas e Respostas: Quinze dias na África do Sul

Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!
Olá, meu nome é Anderson, muito prazer. Eu estava lendo seus relatos sobre a África do Sul e gostaria de te perguntar algumas coisas. Se vc puder me ajudar ficarei muito grato. Minhas perguntas são as seguintes: por aonde devo começar a trip. Cape Town ou Johannesburg? Quanto mais ou menos você acha que devo gastar em 15 dias? Os safaris são muitos caros? Eu não dirijo, qual condução você indica pra poder me locomover lá? Se puder me dar essas dicas, ficarei muito feliz mesmo. Um grande abraço!
Anderson, bom dia! Não se preocupe, é um prazer ajudar! Vamos às suas perguntas!
Quando estive na África do Sul, eu fique por lá em torno de 25 dias. Assim, preferi começar minha viagem pela Cidade do Cabo, que é uma cidade tranqüila, segura, muito bonita e com muitas atrações.  Vale a pena passar pelo menos uns cinco dias conhecendo a cidade e a região no seu entorno. De lá, eu fui para Durban, onde fiquei dois dias. Depois disso, aluguei um carro e fui dirigindo rumo ao norte do país, passando por Santa Lucia e pela Swazilandia, até chegar ao Parque Kruger. Sendi assim, deixei a cidade de Johannesburg para o final do meu roteiro.
Johannesburg é uma cidade enorme, com sérios problemas de violência. Não gostei muito de lá, não me senti seguro nas ruas, e só passei dois dias na cidade. Porém, a cidade merece uma visita, já que o Museu do Apartheid é imperdível. E vale  também visitar o estádio da final da Copa do Mundo.
Então, acho que é melhor mesmo começar o seu roteiro pela Cidade do Cabo e acabar a viagem por Johannesburg.
Durante a minha viagem, eu gastei em média 80 dólares por dia, por pessoa. Mas não foi uma viagem muito econômica. Assim, creio que é possível fazer esse mesmo roteiro gastando menos. Um valor razoável para uma viagem econômica seria 60 dólares por dia, por pessoa, incluindo todos os gastos de viagem. É claro que isso depende muito do estilo de cada um, de onde você planeja se hospedar (albergues, hotéis, etc), se gosta de jantar em restaurantes, etc.
Na África do Sul, eu fiz safáris em três parques nacionais, sempre por conta própria. Além do famoso Kruger National Park, eu fui também para os parques iSimangaliso Wetland Park  e Umfulozi-Hluhluwe. Cada parque tem sua característica mais marcante, mas todos são excelentes locais para se observar a vida selvagem. Acessar os parques por conta própria é bem fácil e não é muito caro. O maior gasto é o aluguel do veículo (que organizei aqui do Brasil, pela internet), que pode ser um carro comum, mesmo um popular. Além do aluguel do carro, você paga apenas uma taxa diária de visitação, que é razoavelmente barata (algo em torno de vinte dólares por pessoa, por dia, dependendo do parque). Dentro dos parques existem diversas opções de hospedagem, variando do camping a opções de luxo. Eu me hospedei por quatro noites dentro do Kruger e valeu muito a pena. Foi barato (acho que custou em torno de 50, 60 dólares por noite, para um casal) e pude ver os animais logo de manhã cedo. Nos demais parques, eu me hospedei na cidade de Sta. Lucia, e me dirigia ao parque logo pela manhã cedo, retornando no final do dia.
Para quem não dirige ou não deseja alugar um carro, acredito que a única opção seria contratar um tour, por meio de uma agência de viagens local. Como não utilizei essa opção, não sei ao certo os valores cobrados, mas pelo que ouvi não é muito barato. Quando me hospedei em Sta. Lucia, eu li sobre tours de um dia para o Umfulozi-Hluhluwe, organizados pelo próprio hotel, que eram caros, mas nem tanto. Os tours no Kruger geralmente são de vários dias, e custam bem mais, porque incluem hospedagem em hotéis que ficam ao lado do parque. Acho que a melhor opção é você entrar em contato com hotéis próximos ao Kruger e se informar sobre pacotes com hospedagem e tours incluídos.
Para a locomoção entre as cidades, existem diversas empresas de ônibus. Mas como as distâncias são grandes, geralmente vale mais a pena ir de avião, principalmente se você não dispõe de muito tempo. Eu utilizei o avião no trajeto Cidade do Cabo para Durban e não foi caro, já que existem muitas empresas low-cost na África do Sul.
Como você possui apenas 15 dias, é importante pensar num roteiro que maximize o seu tempo no país, talvez incluindo uns cinco dias na Cidade do Cabo, uns dois em Johannesburgo, uns três ou quatro no Kruger, e mais um ou dois destinos. Acho que Durban pode ser uma opção, é um local agradável, que vale uns dois dias ou mais. Outro lugar que vale a pena conhecer é a famosa Garden Route, região costeira, com pequenas cidades e um cenário natural incrível.
Bom, estou à disposição para quaisquer dúvidas que tiver! É só perguntar!

domingo, 26 de junho de 2011

Sugestão de Roteiro: duas semanas no Peru

Além de perguntas e dúvidas, sempre recebo pedidos de ajuda na hora de escolher um destino ou montar um roteiro de viagem. A fim de auxiliar outras pessoas que também estão pensando para onde ir ou quais cidades visitar, vou publicar aqui alguns roteiros que costumo sugerir como possíveis destinos para quem deseja aproveitar bastante suas férias. Então, se você também gostaria de uma sugestão ou quer algum tipo de ajuda, não deixe de me escrever. Quem sabe o seu roteiro não aparece publicado aqui no site? Vamos a mais nova sugestão!
Duas semanas no Peru – para onde ir e o que visitar?
O Peru é um dos destinos favoritos dos brasileiros. Seja pela proximidade, pelo custo relativamente baixo do turismo e, é claro, pelas magníficas atrações do país, o Peru vem se tornando o grande sonho para os mochileiros que desejam conhecer novas culturas sem gastar muito. Sendo assim, bolei um roteiro para quem deseja passar duas semanas no Peru, conhecendo Macchu Picchu, Cuzco, Lima, Nazca, Arequipa, Puno e suas principais atrações, com um gasto relativamente baixo.  
Mas é claro que essa é só uma idéia básica. Dependendo dos seus interesses, do tempo disponível ou de qualquer outro fator, você pode e deve alterar essa minha sugestão e adaptá-la às suas necessidades. Mas o roteiro vale como uma inspiração para você criar seus próprios planos.
Dia 1 – Chegada à Lima pela manhã. Passe o dia conhecendo a cidade.
Dia 2 – Lima
Dia 3 – Pela manhã, ônibus para Nazca. Chegada no início da tarde. Aproveite e arranje para o dia seguinte o seu sobrevôo das famosas linhas de Nazca.
Dia 4 – Pela manhã, conhecer as Linhas de Nazca. No início da noite, ônibus noturno para Arequipa.
Dia 5 – Chegada pela manhã em Arequipa. Passe o dia conhecendo a cidade. Aproveite para contratar um tour para o dia seguinte, a fim de conhecer o lindo Canion de Colca.
Dia 6 – Tour pelo Canion de Colca.
Dia 7 – Dia em Arequipa. À noite, ônibus noturno para Puno.
Dia 8 - Chegada em Puno pela manhã. Passe o dia na cidade (apesar de são ser um lugar muito bonito ou com muitas atrações). Contrate para o dia seguinte o tour às Ilhas Flutuantes do Titicaca.
Dia 9 – Tour pelas Ilhas Flutuantes.
Dia 10 – Saída pela manhã para Cuzco. Chegada em Cuzco no inicio da tarde. Conheça a cidade e já compre o bilhete de trem para Águas Calientes (dependendo da época do ano, o trem lota logo, então vale a pena comprar com antecedência).
Dia 11 – Cuzco
Dia 12 – Cuzco. Aproveite o dia e faça um tour pelo Vale Sagrado dos Incas, que inclua uma visita às principais atrações do Vale, como Ollantaytambo, Chinchero e Sacsaywaman. Não se esqueça de comprar o Boleto Turístico, que inclui o ingresso para essas e muitas outras atrações da região.
Dia 13 – Conheça mais um pouco do Vale Sagrado, incluindo uma visita à Pisac e sua famosa feira. No fim da tarde, tome o trem para a cidade de Aguas Calientes. Dormindo nesse pequeno vilarejo, você conseguirá chegar a Macchu Picchu antes da multidão de turistas, e assim aproveitará essa maravilha com uma certa calma. Vale a pena!
Dia 14 – Macchu Picchu. Com certeza esse foi o maior motivo de sua visita ao Peru. Então aproveite bastante o dia. No final da tarde, tome o trem de volta a Cuzco. Se desejar, chegando bem cedo você pode escalar até o topo do Huayana Picchu. Do topo dessa montanha, a vista das ruínas é incrível!
Dia 15 – Logo pela manhã, tome o vôo de volta ao Brasil!
Para aproveitar melhor o seu tempo no país, o bilhete aéreo mais apropriado seria o vôo da TACA direto do Rio de Janeiro ou São Paulo para Lima, com o retorno desde Cuzco e escala em Lima, antes de retornar ao Brasil. É um vôo prático e rápido, que parte do Brasil bem cedo e chega a Lima ainda pela manhã, no horário local. Dependendo da época do ano, esse bilhete custa em torno de mil reais. Mas vale ficar atento a promoções. É claro que existem opções mais baratas, principalmente os vôos da GOL. Mas esse vôo só vai até Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e para que tem pouco tempo, o descolamento até o Peru pode tomar preciosos dias.
O gasto diário neste roteiro depende muito do estilo de cada viajante. A princípio o Peru é um país bem barato, se comparado ao Brasil ou à Europa. Um viajante bem econômico, que se hospeda em albergues e não se preocupa em almoçar e jantar de forma barata, utilizando barracas de rua ou restaurantes populares, consegue gastar até US$ 30 por dia. Alguém com uma exigência um pouco maior, que deseja hotéis mais luxuosos, ônibus mais confortáveis e jantares em restaurantes melhores, deve planejar gastos em torno de US$ 60 por dia, por pessoa. Mas é claro que esses são números médios, e depende muito do estilo de cada um. Então, não deixe de pesquisar e planejar a sua viagem!



sábado, 25 de junho de 2011

Perguntas e Respostas: Dicas sobre o que fazer na Cidade do Cabo


Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!
Oi, tudo bem? Estou indo para a Cidade do Cabo em agosto fazer um curso de inglês, e vou ficar lá durante um mês. Assim, terei tempo para fazer turismo, e queria a sua ajuda. Você poderia me indicar passeios, lugares, bares, restaurantes, etc? Qualquer dica será muito válida para acrescentar na minha viagem.
Cidade do Cabo é um excelente destino, com muitas coisas legais para fazer. A cidade em si é linda e muito organizada. Além da famosa Table Mountain e seu teleférico (imperdíveis), não deixe de conhecer a antiga zona portuária, agora reformada, com restaurantes, shoppings, etc. Vale o passeio!
Nos arredores da cidade, uma visita ao Parque Nacional do Cabo é imperdível - vá com um tour, de bicicleta, pedalando do inicio do parque até o Cabo da Boa Esperança. No caminho, você encontra avestruzes, babuínos, etc.
Não deixe também de conhecer os pingüins do Cabo, que ficam na Boulders Beach, em Simons Town - do lado da Cidade do Cabo. Eu fui até lá no mesmo tour que me levou ao cabo da boa esperança.
E também não deixe de fazer o tour pela região das vinícolas, que é maravilhoso, um dos pontos altos da minha viagem. Uma van te leva até as melhores vinícolas e você pode experimentar a vontade.. E não há apenas vinho, mas também queijos e até chocolates.
É claro que você não pode deixar de ir até Robben Island, a prisão onde Mandela ficou hospedado. É um passeio emocionante. O seu guia dentro da cadeia é um ex-detento, então você sente a emoção dele ao descrever as torturas no dia a dia.
Sobre a questão do Apartheid, outro local que merece uma visita é o District 6 Museum. Conta a história dos moradores desse bairro (chamado District 6) que tiverem que deixar suas casas quando a Cidade foi decretada um zona apenas para brancos.
A cidade também tem inúmeros restaurantes. Eu fui a um chamado Adis in Cape, de comida Etíope, que foi surpreendente e muito saborosa. O restaurante tem um clima típico e você come com as próprias mãos, e a comida fica direto na mesa, sem pratos. Outro restaurante bom é o Mamma Africa, com uma espécie de rodízio de comidas africanas, com vários pratos, um de cada país. Lá há também restaurantes com carnes de caça que são uma delícia...
Outro tour que parte da Cidade do Cabo e vale a pena fazer é o mergulho com o Tubarão Branco. O tour é um pouco caro, mas o preço compensa, porque você mergulha em uma gaiola no mar aberto, e os tubarões enormes ficam rondando e batendo na grade!! Assustador!
Ah, e não deixe de visitar o estádio da Copa, o Green Point Stadium!
No geral, é uma cidade incrível, você vai amar! Abraços, e boa viagem!



domingo, 19 de junho de 2011

Dicas Essenciais para um Viajante Iniciante no Marrocos

O Marrocos é um lindo país e o povo marroquino é famoso para sua hospitalidade. Certamente você vai encontrar muitas pessoas dispostas a te ajudar e a te mostrar um pouco dos locais mais incríveis dessa região. Mas para tornar a sua viagem um pouco mais proveitosa e mais tranqüila, segue abaixo algumas dicas fundamentais para visitantes de primeira viagem.
Não deixe para conhecer o Marrocos no verão, especialmente se você planeja visitar o deserto ou a região sul do país. As temperaturas nesses locais ficam insuportavelmente quentes! E mesmo em grandes cidades como Marraquexe e Fez, o calor vai tornar cada passeio pela Medina um teste de resistência e bravura. O período da primavera ou o outono são as melhores épocas para o turismo, mas mesmo no inverno a temperatura é agradável. Mas não se esqueça de levar roupas de frio se você planeja passar a noite nas dunas do deserto. Na madrugada, o frio é intenso!
Aprenda algumas palavras básicas em árabe. Elas vão te ajudar muito e são uma ótima maneira de causar uma boa primeira impressão junto ao povo local.  Salaam Alaykum significa literalmente “que a paz esteja com você”, mas é utilizado como uma espécie de “olá” ou “bom dia”. Outra palavra que vale a pena aprender é shukran, que significa “obrigado”. Só com essas duas expressões, você já vai conseguir um sorriso e um tratamento melhor do povo local. Mas consulte um guia e conheça algumas outras. Vai valer a pena.
Se hospede em um Riad. Riads são as tradicionais casas marroquinas que foram transformadas em pousadas ou Guest Houses. Geralmente, possuem apenas alguns quartos, todos eles voltados para um pátio central, local de convivência e de noites embaladas por chá de menta. Nesses locais, em geral, o atendimento é personalizado e de primeira qualidade, assim como a decoração dos quartos e áreas comuns da casa. Os preços cobrados pelos Riads não são muito baratos, mas o investimento compensa! É uma experiência incrível.
Ande sempre com trocado nos bolsos. No Marrocos é fundamental você dispor de pelo menos algumas moedas guardadas estrategicamente no seu bolso. Logo no primeiro dia no país, você notará que pedir gorjetas ou cobrar alguns dirhans por qualquer coisa é uma prática comum. Para evitar ficar desprevenido, com apenas notas de grande valor, ou para não ter que abrir a carteira no meio da multidão da Praça Djemaa El Fna, deixe algumas moedas de um ou dois dirhans preparadas.
Não se deixe persuadir. Você não precisa contratar um guia para passear pela Medina. Assim que você atravessar a porta de seu Riad ou Hotel, certamente será abordado por alguém se oferecendo para mostrar a Medina ou alguma atração específica. Ele te dirá que é difícil ou mesmo perigoso chegar lá por conta própria. Mas não se preocupe, não é necessário contratar um guia. Apesar da confusão e do labirinto da Medina, durante o dia é seguro passear pelas suas ruelas. Além disso, se perder faz parte da aventura! Mas, se mesmo assim você quiser um guia, contrate apenas um guia oficial, que são contatados pelo escritório oficial de turismo da cidade. Estes são um pouco mais caros, mas muito mais seguros.
Barganhe muito. Mas leve na esportiva. Todos sabem que barganhar faz parte do programa turístico de qualquer visitante no Marrocos. E é fundamental ressaltar que você deve barganhar muito em qualquer compra no país. Os preços iniciais às vezes são cinco ou dez vezes superiores ao preço justo. Mas, mesmo com toda a pechincha e todo o esforço, você certamente acabará encontrando o mesmo produto um pouco mais barato na barraca seguinte ou então alguns dias depois. O importante é levar todo esse processo na esportiva. Não pense na negociação como alguma coisa importuna ou chata. Faz parte da cultura local e pode ser considerada até mesmo uma atração turística! E se você acabou pagando muito caro por algum produto (e isso aconteceu comigo várias vezes), tente não se preocupar. Provavelmente a diferença foi de apenas alguns dólares. Pense nisso como o preço da experiência marroquina, e parta para outra negociação!
Se você é uma mulher viajando sozinha ou na companhia de uma amiga, ignore as cantadas ou brincadeiras masculinas. Caminhando pela Medina, você provavelmente ouvirá uma grande variedade de cantadas e todo o tipo de brincadeira. Até mesmo algum inusitado pedido de casamento. Há casos até de homens que tentam tocar, ou passar a mão. Tente não se aborrecer muito. Geralmente, esses homens não representam perigo, são apenas chatos. Evite contato visual e siga andando. Se algum deles for mais persistente, ameace chamar a polícia. Normalmente é o suficiente para afastá-los.

sábado, 18 de junho de 2011

Dica de Filme VII - Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas (2010)


Sob júri presidido por Tim Burton, “Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas” levou a Palma de Ouro em Cannes 2010, diante de uma crítica dividida entre ovação e apedrejamento. 


Este filme, intitulado “Lung Boonmee Raluek Chat” no original, foi a grande surpresa do festival, e seu roteiro foi inspirado num trabalho realizado por Apichatpong Weerasethakul – cineasta de 40 anos, cultuado também por outros três filmes, sempre passados na floresta: “Blissfully Yours” (2002), “Tropical Malady” (2004) e “Syndrome and a Century” (2006) – com jovens do nordeste da Tailândia, que acreditam na transmigração de almas entre homens e animais.

O filme conta a história do Tio Boonmee (interpretado por Thanapat Saisaymar) que, sofrendo de insuficiência real, resolve passar os últimos dias de sua vida recolhido em uma casa perto da floresta, ao lado de entes queridos. Durante um jantar com a família, o espírito de sua esposa falecida aparece para ajudá-lo em sua jornada final. A eles se junta Boonsong, filho de Boonmee, que retorna após muito tempo metamorfoseado em outra forma de existência. Juntos, eles percorrerão o interior de uma caverna misteriosa, onde Boonmee nasceu em sua primeira vida.

Misturando surrealismo e simplicidade, “Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas” é uma obra sincera, completamente aberta à exploração. Ninguém sai imune à sua sessão. Pode-se odiá-lo ou amá-lo, não importa. O fato é que o filme, de alguma forma, vai mexer com o público. Vale a pena assistir, nem que seja para conhecer um raro filme tailandês a surgir no mercado brasileiro.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Passagem comprada, destino selado. Próxima parada: Tailândia

Ontem, finalmente, comprei as passagens para minhas próximas férias, que começam no dia 29 de dezembro. Depois de muitas dúvidas, e seguindo a opinião de vocês visitantes do blog, acabei me decidindo: vou para a Tailândia, com possíveis esticadas para o Camboja e o Vietnam!
A Tailândia sempre foi um destino dos sonhos, mas o preço da passagem aérea impedia a sua realização. Mas dessa vez consegui um bilhete um pouco menos caro, e considerando o baixo custo do turismo nessa região, acho que no final o orçamento não vai ser tão estourado assim!
Serão 28 dias de viagem, saindo do Rio de Janeiro dia 29 de dezembro e retornando dia 27 de janeiro!
Agora começa a fase de planejamento, pesquisas e busca por informações. O prazer de fazer e desfazer planos, pensar em roteiros e mudar de idéia logo depois, é quase tão grande quanto o de viajar! Já estou debruçado sobre os guias que peguei na biblioteca! Mas ainda faltam seis meses para minha partida. Um longo tempo, mas que será bem aproveitado até o dia do embarque. E é claro que compartilharei esse planejamento com vocês!
Ah, segue abaixo o resultado da pesquisa. A voz do povo é a voz de Deus! Ah, e já está valendo a nova pesquisa do Cruzando Fronteiras. Não deixe de opinar!
·         Tailândia            19 votos
·         Índia                     14
·         Turquia                13
·         Guatemala         10
·         Egito:                    09
·         Outros:                02  

terça-feira, 14 de junho de 2011

Relato de Viagem, África do Sul – Parte 1: A beleza do Cabo esconde a vergonha do Apartheid.

Se algum desavisado fosse tele-transportado para a Cidade do Cabo e, por obra do acaso, se materializasse na renovada região portuária conhecida como Victoria and Alfred Waterfront, acreditaria estar caminhando no litoral Mediterrâneo ou em alguma cidade costeira européia. E não estaria tão enganado assim.

Cidade do Cabo é uma cidade belíssima, e a sua semelhança natural com o Rio de Janeiro resiste até meio a um olhar mais atento. O contraste do mar azul com a montanha rochosa que cerca a cidade encanta qualquer visitante. O platô magnífico da Table Mountain é espetacular, e a visão do seu topo, encantadora. E o clima agradável na maior parte do ano completa um cenário único.

Além da beleza natural da cidade, a região em seu entorno possui atrações suficientes para ocupar o turista por pelo menos uma semana. Pedalar pelas estradas vazias do Parque Nacional do Cabo da Boa Esperança, sentindo o forte sol e o vento ainda mais forte, e tendo por testemunhas apenas alguns avestruzes ou babuínos solitários é uma experiência inesquecível. Após deixar de lado as bicicletas, caminhar por trilhas demarcadas que levam ao ponto mais ao sul do continente. A placa fincada que resistia ao constante vendaval, informava a distância que nos separava de casa: 6.055Km.

Na manhã seguinte, uma van contratada pelo nosso bed & breakfast nos aguardava. Em um pequeno grupo – não mais do que seis ou sete pessoas - partimos rumo à região vinícola do Cabo, para experimentar dezenas de variedades e os mais distintos sabores. Além dos vinhos brancos, tintos e espumantes, o dia incluía também queijos e chocolates. Alguém tinha que sussurrar nos meus ouvidos e me lembrar que estava na África.

Cidade do Cabo é também famosa por seus restaurantes. Nos cinco dias que passei na cidade, pude experimentar as mais saborosas carnes de caça, incluindo os exóticos antílopes conhecidos como Kudu, Eland e Waterbuck. Pude, também, aproveitar o melhor da culinária africana em restaurantes bonitos e luxuosos, feito especialmente para atrair os turistas europeus e norte-americanos que se apaixonam pela cidade.

Mas antes de partir, uma última atração serviu para nos trazer de volta a realidade: a visita à Ilha de Robben, localizada a dez quilômetros da costa, e o local onde Nelson Mandela e milhares de outros prisioneiros permaneceram por décadas. Muitos deles perderam suas vidas ou então carregam seqüelas permanentes, vítimas do repugnante regime segregacionista conhecido como Apartheid. Caminhar pelos corredores da antiga prisão, olhando assustado e curioso para dentro das celas – bem mais limpas e arrumadas do que no seu período ativo – é uma experiência marcante. Os guias do local são antigos prisioneiros, eles mesmos marcados por anos de tortura e maus-tratos. Descreviam as péssimas condições e as humilhações com resignação, em um tom calmo e pausado. A emoção em suas vozes é nítida, mesmo após tanto tempo de liberdade. Mas o que realmente perturba o visitante atento é a maneira humilde e submissa com que ele se dirigia aos turistas, quase todos europeus caucasianos.

Mas o Apartheid não está restrito à famosa Ilha, ou ao pequeno museu junto ao cais de onde saem os barcos que nos levam até lá. Despercebida e escondida nesta linda cidade de ruas limpas e organizadas, a segregação permanece viva. Durante o período colonial, a cidade foi considerada uma zona proibida para negros, que podiam apenas trabalhar no local, mas não fixar residência. Zonas inteiras foram destruídas e seus habitantes (negros e mestiços) realocados para outras cidades da região. O emocionante Museu do District Six conta essa história de evacuação forçada e é uma atração imperdível.

Apenas com o fim do regime racista sul-africano, os negros voltaram permanentemente à cidade. Mas caminhando pelo luxuoso litoral não se vê a propagada miscigenação. Nas praias, o luxo dos carros conversíveis e restaurantes à beira-mar surpreendente quem não conhecia a cidade e estava convencido pelo estereótipo africano.  Os habitantes negros estão escondidos nas cozinhas ou nas vans superlotadas que às vezes eu vi passar. É uma lembrança viva do período de segregação, que permanece vivo e latente apesar dos anos passados.

Um taxi nos levou ao moderno aeroporto, reformado para a Copa do Mundo, que ocorreria em menos de seis meses. A visão do lindo estádio de futebol no retrovisor já deixava saudades. Um breve vôo nos levaria à Durban, segunda parada do meu roteiro.

(Essa é a primeira parte do relato da minha viagem à Africa do Sul, em fevereiro e março de 2010. Foram 25 dias no país, conhecendo Cidade do Cabo, Durban, Sta Lucia, Suazilândia, Krugger, Graskop e Johannesburg.  Fique atento aos novos posts!)

domingo, 12 de junho de 2011

Perguntas e Respostas: Como calcular o orçamento do seu mochilão

Sempre recebo e-mails e mensagens de pessoas com dúvidas sobre viagens. São perguntas sobre roteiros, atrações, hospedagem, dinheiro, passagens aéreas, etc. Então, resolvi criar uma seção de perguntas e respostas, que postarei aqui no Cruzando Fronteiras sempre que houver alguma pergunta interessante e que eu ache que possa ser útil para os demais leitores. Portanto, se você tiver alguma dúvida ou quiser uma ajuda no planejamento de sua viagem, é só entrar em contato. Se puder, adorarei ajudar! E quem sabe sua pergunta não aparece aqui no Blog. Vamos à pergunta do dia!
Estou pensando em fazer meu primeiro mochilão, mas estou tendo dificuldades em planejar o orçamento da minha viagem. Como você faz o planejamento financeiro do seu mochilão? Gastos com alimentação, passeios, museus, baladas, compras e outros gastos que não estavam previstos?
Para calcular os gastos de uma viagem eu levo em consideração alguns aspectos:

1 - Minhas experiências em viagens anteriores, quanto gastei em países semelhantes ou com custos parecidos.
2 - Gastos médios sugeridos em guias como o Lonely Planet (analisados juntamente com a minha própria experiencia, por exemplo: se o meu gasto no ano pasado numa viagem ao Marrocos foi 50 dólares por dia e o Guia Lonely Planet Marrocos recomendava 40 para um viajante de gasto médio, no ano seguinte vou levar isso em consideração ao analisar a recomendação do Guia da África do Sul, por exemplo. Se ele recomendar 60, vou planejar 70, em média)
3 - Opinião de outros viajantes nos foruns da internet (Lonely Planet, Mochileiros, etc)
4 - Entro em sites de hoteis, guesthouses e albergues e analiso os gastos com acomodação, que geralmente representam um boa parte de meus gastos. No máximo, aceito pagar 50% do meu orçamento diário em hospedagem, geralmente menos - 30 a 40%. Se não conseguir esse percentual, repenso o meu orçamento.
5 - Analiso o preço de possíveis tours e passeios que irei fazer. Esses também são gastos relevantes e podem afetar meu orçamento. Se tiver que fazer muitos desses passeios pagos (como Salto Angel ou Los Llanos na Venezuela, Salar de Uyuni na Bolívia, Machu Picchu, etc) posso mexer no orçamento final.
6 - Por fim, entro no site Wikitravel e vejo mais um pouco sobre o destino. As vezes tem algumas boas dicas por lá.
Assim, planejo um gasto médio diário. Durante a viagem, anoto todas as minhas despesas no final de cada dia e vou acompanhando o planejado versus o realizado. Isso me permite não apenas controlar os gastos dessa viagem, como também aprimorar meu planejamento para viagens seguintes.



Dica de Leitura VI – A Suíte Elefanta, por Paul Theroux


Como vocês já devem ter notado, Paul Theroux é meu escritor favorito. Consagrado autor de literatura de viagens, o norte-americano também escreveu diversos livros de ficção. Neste momento, estou terminando de ler este livro, publicado em 2008 e intitulado “A Suíte Elefante”.
Com as três novelas reunidas neste livro, Paul Theroux mostra que, além de um grande autor de relatos de viagem, é também um exímio ficcionista. Reunidas neste livro, estão três estórias que desmontam os lugares-comuns sobre a Índia ao apresentar ao leitor um universo complexo e multifacetado de estranhamentos, preconceitos e situações extremas. Theroux consegue capturar esse mundo contemporâneo marcado pelo tumulto e pela ambição, de um lado, e pela espiritualidade, do outro.
Na primeira estória, “Colina dos Macacos”, um empresário bem-sucedido e sua mulher se hospedam em um spa de luxo na Índia, alheios à vida fora das cercas. Fazem aulas de ioga, alimentam-se com comidas saudáveis e recebem massagens, até o momento em que, depois de se envolverem com os submissos serviçais do local, tudo começa a ruir.
Na novela seguinte, “O Portal da Índia”, um jovem executivo faz viagens de negócios a Mumbai, onde tenta tirar proveito de fornecedores enquanto evita qualquer envolvimento com a cidade. Mas, numa caminhada pelas ruas mais próximas, sua ambição e seu desejo sexual o levarão a conhecer um outro país, luxuriante e perigoso.
E, em “O Deus-Elefante”, uma garota recém-formada em uma viagem de férias à Índia mergulha na cultura e nos hábitos do país: instala-se em um ashram, uma comunidade de meditação, e começa a dar aulas de inglês para funcionários terceirizados de telemarketing, até que algo horrível acontece.
São novelas de impacto, que se desenvolvem com sutileza e perfeição, escritas por um autor que consegue revelar como poucos as complexidades deste país. Os que já leram os relatos de suas viagens à Índia notarão a influência de fatos reais ocorridos durante suas aventuras nesta obra de ficção, o que dá um caráter ainda mais real aos seus escritos.

 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Frase da Semana

“Turistas não sabem onde estiveram, viajantes não sabem para onde estão indo”
                                                            Paul Theroux, escritor e novelista norte-americano

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O guia das milhas: tudo o que você precisa saber para aproveitar os programas de milhagem

Os programas de milhagens são um sucesso absoluto! Com a “popularização” das viagens aéreas e o aumento do consumo no país, cada vez mais pessoas estão acumulando as famosas milhas, de olho nas próximas férias ou mesmo numa escapada de fim de semana.

Mas esses programas ainda causam dúvidas na maioria das pessoas. Como funcionam? Como se inscrever? E para trocar as milhas por bilhetes, o que devo fazer? Por isso, resolvi responder às principais questões em um só post.

Mas se restou alguma dúvida, é só me perguntar nos comentários e eu acrescendo na lista!


1.  O que são e como funcionam?

Os programas de milhagem são programas que visam a fidelização dos clientes, que ganham pontos (ou milhas) a cada trecho voado. Ao atingir uma determinada quantidade de pontos, é possível trocá-los por trechos aéreos. Alguns cartões de crédito também acumulam pontos para esses programas. Por isso, é importante conferir se seu cartão oferece esse benefício. Assim, você transforma os gastos do dia-a-dia em férias futuras, além de não precisar viajar sempre para acumular pontos!

No Brasil, os principais programas de milhagem são o Programa Smiles, da GOL/Varig e o Programa TAM Fidelidade. Mas existem alguns outros, como o Tudo Azul e o Programa Amigo, da Avianca/Ocean Air. É importante lembrar que o Programa TAM Fidelidade permite que você voe não apenas pela TAM, mas também em todas as companhias que sejam afiliadas à Star Aliance. Essa é uma grande vantagem desse programa, já que são ao todo 27 empresas aéreas afiliadas, e você pode usar as milhas TAM em qualquer uma delas! Para maiores informações, acesse o site da TAM ou da Star Alliance.

As demais companhias estrangeiras também oferecem seus programas individuais. Se você costuma viajar sempre com uma mesma empresa aérea, vale a pena se informar no momento da compra do bilhete ou pelo site da companhia.


2.  Como se inscrever?

Para participar dos programas de milhagem, é necessário se inscrever em cada um deles individualmente. Se cadastrar em todos eles pode ser um processo trabalhoso, mas vale a pena! Afinal, não custa nada e você pode acumular milhas em praticamente qualquer vôo! Para informações, acesse o site da companhia aérea desejada ou se informe no momento da compra do bilhete. Para acumular pontos com o seu cartão de crédito, informe-se junto à sua instituição financeira e veja se o seu cartão oferece esta vantagem.

Uma dica importante: se o seu cartão de crédito permite o acúmulo de milhas, não se esqueça de comprar a passagem aérea usando o cartão de crédito. Assim, você ganha em dobro: com as milhas de empresa aérea e com os pontos pela compra no cartão! Eu, sempre que possível, faço isso. É uma boa maneira de acumular milhas rapidamente!


3.  A partir de quantos pontos eu consigo trocar passagens?

Depende de cada programa. Muitas companhias fazem promoções, reduzindo a quantidade necessária de milhas para se efetuar a troca, principalmente em vôos nacionais ou pela América do Sul. Então, vale a pena ficar atento e conferir regularmente os sites das companhias aéreas. Em geral, para trechos internacionais dentro da América do Sul, a quantidade varia de 10 mil (no Smiles) a 15 mil (TAM). No caso da Azul, cada crédito equivale a R$ 1 e a partir de R$ 50 já é possível efetuar a troca por bilhetes.


4.  Como compro uma passagem utilizando milhas?

Normalmente, o procedimento é bem parecido com o da compra com cartão de crédito. Inclusive, é possível efetuar a compra pela internet ou telefone É rápido e fácil! Basta informar o número do cartão fidelidade e a senha fornecida pela empresa aérea.

Só não esqueça que a quantidade de assentos reservados às milhas é reduzida, então tente comprar com bastante antecedência!


5.  Tenho prazo para usar minhas milhas?

 Sim! Normalmente as milhas expiram após certo tempo. O prazo varia de acordo com cada programa. No Smiles, o prazo é de aproximadamente três anos. Na TAM, os pontos expiram após dois anos. Então, fique atento para não perder seus pontos!


6.  Faço viagens pela minha empresa. Posso acumular pontos no meu nome?

Pode sim! Não importa quem pagou a passagem, as milhas vão para a pessoa que utilizou o bilhete. Só não se esqueça de informar o número do seu cartão fidelidade no momento da reserva. Mas se você se esqueceu, não se preocupe: é possível também requisitar as milhas após a utilização do bilhete, pelo site da companhia. Mas há um prazo para a requisição, então não deixe para depois!


7.  Posso participar de mais de um programa ao mesmo tempo?

Claro! Não há qualquer exigência de exclusividade! Você pode e deve se inscrever em todos os programas. Mas tente voar sempre com a mesma empresa, assim que acumula milhas sempre em um mesmo programa e atinge mais rapidamente o número de milhas necessário para a sua viagem!


8.  Tenho muitos pontos acumulados. Posso doá-los ou vendê-los?

Não é possível doar ou transferir seus pontos para outra pessoa, mas é permitido emitir bilhetes em nome de terceiros. Infelizmente, também não é possível juntar seus pontos com os de outra pessoa.

Em relação à venda de milhas, legalmente ela não é permitida. Porém, há um enorme mercado paralelo de milhas e ele cresce a cada dia! Lá, não só é possível vender suas milhas, como também comprar milhas ou bilhetes emitidos com milhas. Mas essa é uma outra história que merece um post inteiro só para ela...



domingo, 5 de junho de 2011

Dica de Filme VI – Babel (2006)


O cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu concluiu em 2006, com este premiado filme, a trilogia iniciada com Amores Brutos (2000) e 21 Gramas (2003). Os filmes da série retratam conflitos e conseqüências surgidas de trágicos acidentes, que desenrolam em diversas conseqüências e atingem personagens aparentemente desconexos. Em Babel, porém, essas conseqüências ganham escala mundial. Para conseguir retratar esse fenômeno, Iñárritu optou por contar paralelamente quatro histórias, de modo intercalado, em três distantes regiões do planeta (Marrocos, Japão, e a região EUA/México).


Babel ostenta uma bonita fotografia, composta por locações que vão desde a aridez do deserto Marroquino até as locações urbanas de Tóquio, cheia de arranha-céus, luzes e modernidade. Iñarritu expõe de forma impressionante a beleza do Marrocos, em especial a região do Vale do Draa e o Alto Atlas. O filme, inclusive, foi rodado em Ouarzazate e em Ait-Bennhadou, patrimônio histórico da humanidade que tanto descrevi em meu relato de viagem!

Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme e do Oscar de Melhor Trilha Sonora (além de sido indicado ao Oscar em mais seis categorias), Babel foi bastante festejado pela crítica, considerando-o um clássico desses novos tempos de globalização. Portanto, além de ser um excelente filme, é uma ótima oportunidade de conhecermos o interior marroquino e toda a sua beleza e cultura, além de observarmos também aspectos da cultura japonesa e mexicana, todas tão bem retratadas nessa maravilhosa colcha de retalhos. Recomendado!