sexta-feira, 20 de maio de 2011

Guias de viagem: qual escolher?

Está disponível no mercado um grande número de guias para os mais variados países. Se considerarmos os guias produzidos no país, aqueles já traduzidos para o português e ainda os importados, um viajante pode escolher dentre uma dezena de opções ou até mais, dependendo do destino escolhido. Por isso, sempre encontro viajantes com a mesma dúvida: qual guia levar?

Inicialmente, temos que levar em consideração a língua em que o guia está disponível. Caso o viajante não deseje um guia em inglês ou mesmo em espanhol, as suas escolhas ficam bastante reduzidas. Infelizmente, os melhores guias ainda são os importados, como é o caso do Lonely Planet e do Rough Guide. Mas temos alguns bons guias em português, que podem auxiliar nesses casos.

Um guia nacional de qualidade é o “O Guia Criativo para o Viajante Independente”, disponível para a Europa e América do Sul (incluindo guias específicos para a Argentina e Chile). Esses guias são produzidos pela equipe do site O Viajante, e são úteis para mochileiros que não dominam o inglês. São os únicos guias específicos para mochileiros produzidos no país. Infelizmente, esses guias não são atualizados tão constantemente como os guias estrangeiros. A última edição do Guia para a Europa, por exemplo, é de 2008, uma eternidade para guias de viagem, já que hotéis, restaurantes e os preços das atrações estão mudando a toda hora!

Outra opção nacional é o Guia do Turista Brasileiro (GTB). São pequenos e simpáticos guias, disponíveis para a Argentina, Peru, Bolívia e Itália, além de edições específicas para Londres e Nova Iorque. Eu já utilizei esse guia em minha viagem ao Peru e à Bolívia e gostei. Apesar de ser um guia simples, é prático e direto. Não são guias voltados especificamente para mochileiros, mas as recomendações são variadas em relação aos preços e à qualidade. Infelizmente, também possui os mesmos problemas de atualização quando comparamos aos guias importados.

Existe, ainda, o Guia Visual Publifolha. Eu também já utilizei esses guias em minhas viagens e não gostei. Apesar de bonitos e coloridos, contendo belas imagens e ilustrações, não são bons em relação a recomendações de hotéis, restaurantes e transportes. Isso acaba prejudicando a sua função como um guia, já que os utilizo exatamente para me orientar nesses aspectos. Porém, como uma forma de conhecer mais o seu destino e as suas atrações, vale a pena dar uma lida.

Partindo para os guias importados, o meu favorito é o Lonely Planet, o mais vendido guia de viagem do mundo. Além de serem bastante atuais, com novas edições lançadas a cada ano (apesar das mudanças de um ano para o outro não serem muitas), esses guias são bastante focados nos viajantes independentes, e oferecem desde opções econômicas até algumas alternativas de luxo – para aqueles momentos em que você quer esbanjar um pouco. Além disso, o panorama histórico, político, social e cultural que o guia oferece me ajuda muito a entender o país que estou visitando. Existem guias em inglês e espanhol, e estão disponíveis para praticamente qualquer país do mundo! Este é, sem dúvida, o guia que eu mais recomendo.

Mas o Lonely Planet não é perfeito, é claro. Já tive problemas com guias pouco atualizados e com informações equivocadas, principalmente nas edições da Venezuela e da Colômbia. Na África do Sul alguns preços estavam bastante desatualizados, o que prejudicou o planejamento da viagem. Mesmo assim, ainda acho que os guias são muito bons. Afinal, não existem guias perfeitos!

Outro guia importado que já utilizei foi o guia Rough Guide. Semelhante ao Lonely Planet, é bastante completo, inclusive nas informações gerais dos países. Oferece uma visão cultural e histórica muito boa, além de informações detalhadas das cidades e regiões. Eu utilizei esse guia em minha viagem ao Peru, e li também a versão sobre o Marrocos. É, sem dúvida, um guia de muita qualidade. Existem versões para muitos países, geralmente em inglês – mas já encontrei algumas versões traduzidas para o português.

Além dos guias citados acima, existem ainda muitos outros, com as mais diversas características, como o renomado Guia Michelin, o Frommer’s, o Let’s Go (que por um tempo disputou com o Lonely Planet a preferência mundial dos mochileiros), o Footprint, o Fodor’s e muitos outros. Alguns deles eu já li e experimentei, outros ainda não. Acredito que um viajante deve experimentar os guias disponíveis e compará-los. Só assim cada um descobre o guia que combina mais seu estilo.


PS: Seguindo a dica do colega Alessandro, do fórum Mochileiros.com, os viajantes que buscam um guia em português têm também a opção do Guia Frommer's Europe, agora totalmente traduzido, com 1052 páginas. Eu não conheço essa guia pessoalmente, mas vou procurar nas livrarias para ler e avaliar! Valeu pela dica!



7 comentários:

  1. carregar guias como esse nas mochilas eh sempre mto importante. Parabens pelo post!

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  2. Oi, Luca! o blog tá muito legal.
    Aproveitando esse post que só agora vi:
    O guia discover, que é produzido pelo Lonely Planet é pra ser mais "direto" e interativo, mas foi a maior decepção. Usamos pra espanha e estava tudo errado, desatualizado. Tinha pouquíssimas informações: uma porcaria!

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  3. Valeu Marina!! Continue visitando sempre! E colaborando!

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  4. Para quem gosta de ler coisas em francês, o Routard é interessante também.

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    1. Infelizmente, nessa eu não vou poder conferir pessoalmente! hehehe

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  5. Olá Luiz, gostaria de saber como voce se vira com os idiomas. E tambem, se me permite perguntar, quantas linguas voce fala e quais sao?

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    1. Olá, tudo bem?? Desculpe pela demora em te responder, tá? Mas eu andei meio sem tempo nas ultimas semanas e acabei nem atualizando o blog... Mas eu normalmente me viro com o inglês e, nas viagens pela América Latina, com o espanhol. Essas são as línguas que eu falo e que me ajudam bastante nas minhas viagens... Mas, pra quem ama viajar e conhecer novas culturas, é possível viajar mesmo sem falar nenhuma outra língua. O importante é querer ir e arriscar, sem medo. Mas, é claro que o conhecimento de inglês ajuda e muito....

      Abraços!

      Luiz

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